Mente

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Yôga é como música: o ritmo do corpo, a melodia da mente e a harmonia da alma criam a sinfonia da vida.

O amor não olha com os olhos, mas com a mente.

William Shakespeare
Sonho de uma Noite de Verão (1605).

Uma mente acelerada que não para e precisa de pausas, cansada ao extremo e ainda assim ativa, é um corpo em alerta e uma alma gritando por descanso. É o peso de viver no limite, tentando funcionar quando tudo dentro pede para desacelerar. É sobre sobreviver ao próprio turbilhão, enquanto o mundo cobra que você esteja sempre bem.

Deixemos o tempo envelhecer nosso corpo, ajuizar nossa mente e deteriorar nossas esperanças pra que percebamos o quão fúteis são nossas esperas. Abandone seus caprichos e aceite que a vida é agora antes que o tempo cumpra seu legado.

A maior limitação está na mente, não nos membros atrofiados do corpo. Quem dança por dentro, rebola por fora.

Seduza minha mente e terá meu corpo, encontre a minha alma e serei sua para sempre.

Simplicidade. Isso é o que eu tenho em mente no momento. Antigamente eu costumava pensar que poderia fazer qualquer coisa e eu queria fazer tudo: escrever um livro, fazer um filme, estar numa banda, ter uma família, escovar os dentes três vezes ao dia. Agora eu só quero paz.

O que me nutre é a esperança
(mesmo minúscula)




Há dias em que a mente para e o corpo permanece aceso — aceso de impossibilidade.
Penso com precisão cirúrgica, mas não atravesso o quarto.
O chuveiro vira montanha, o cabelo vira florestas que não domino,
a pia é um mapa de guerras que não escolhi lutar.
Abro a geladeira e nada combina com nada;
as panelas, como constelações desconhecidas, me olham de volta.


Eu sei o que fazer.
Eu só não consigo começar.


De fora, pedem senha: “Fala. Pede ajuda. Sorri.”
Quando falo, dizem que me exponho; quando calo, dizem que me escondo.
Se aceito convite, tenho medo de ser peso; se recuso, pareço descaso.
Não é orgulho. Não é ingratidão.
É que o corpo virou freio de mão num carro em descida.
E eu, para não atropelar ninguém, puxo mais forte — e paro.


Meu avô sussurra de um lugar antigo:
“Veja onde deposita a confiança.
O melhor amigo do seu melhor amigo… não é você.”
Aprendi a guardar as palavras para que não me devolvam em lâminas.
Mas guardar também dói — o silêncio incha, aperta, afoga.


Dentro, uma assembleia: anjos e demônios.
Os anjos falam baixo: “Respira. Existe um depois.”
Os demônios gritam com provas: a bagunça, o atraso, a lista de não feitos.
E eu, no meio, tentando não me perder dos dois.
Não são eles que me nutrem; se algo me sustenta, é outra coisa —
um fio de luz quase microscópico,
uma esperança que cabe entre a unha e a pele,
mas que ainda assim puxa o meu nome de volta para mim.


Às vezes olho para frente e só vejo um eco.
Não me reconheço no futuro que inventaram para eu caber.
A estrada é reta, sem desvios: seguir — arrastando ou não.
E, na beira da estrada, um abismo bonito demais.
O desejo de pular tem cores. A vista é linda.
Eu sei. Eu vejo.
Mas fico.
Fico pelo quase, pelo mínimo, pelo que ainda pode nascer do pó.


Há também a casa — esse espelho ampliado.
O acúmulo desenha no chão a cartografia da minha exaustão.
Cada objeto fora do lugar me aponta que falhei em existir.
E, ainda assim, entre a louça e o cansaço, às vezes encontro um gesto respirável:
um copo lavado.
Um fio de cabelo preso.
Uma toalha estendida como bandeira branca.
São pequenos tratados de paz com o dia.


Eu não sou o centro do mundo — e isso, por vezes, me salva.
Penso no outro antes de pedir.
Não quero ser fardo, não quero ser vitrine, não quero ser caso.
Mas também aprendi: quem quer ajudar, chega sem barulho,
senta no chão da minha sala, não corrige meus mapas,
e, se nada puder fazer, empresta o silêncio — aquele que não julga.


Escrevo para não me perder de mim.
Se um dia eu cair, que esta página seja pista: lutei mais do que pude.
Se eu ficar, que estas linhas sejam prova: a esperança, mesmo minúscula, ainda alimenta.
E se amanhã for só um pouquinho mais macio do que hoje,
já terá sido milagre suficiente.


Não prometo grandiosidades.
Prometo o próximo gesto possível:
abrir a janela;
encostar a testa no azulejo frio;
deixar a água tocar a nuca como quem batiza;
pentear um nó;
lavar um prato;
responder “talvez” a um convite;
aceitar um abraço que não pergunta nada.


Eu caminho dentro de uma fé tímida — às vezes vacilo, às vezes desacredito.
Olho para o céu e digo: “Se houver um Deus, que me veja quando eu não consigo.”
E quando não sinto nada, ainda assim repito — por teimosia, por pequena ousadia.


Se amanhã eu não chegar inteira, me perdoa.
Se eu chegar, celebra comigo esse quase invisível triunfo:
o fio de vida que atravessa a noite e acende um ponto no escuro.


No fim, é simples e é imenso:
o que me nutre é a esperança.
Por mais minúscula que seja.






Jorgeane Borges
06 de Setembro 2025

Já fiz rima no busão, já fiz show pra multidão
Alquimia, transformação, poder da mente
Meia dúzia de maluco conquistaram um mar de gente

Só mais um grão de areia, até ontem eu era ninguém
Sozinho no caminho eu busquei força e fui além
Somente Deus me tem, somente ele me detém
No lugar onde eu cresci me ensinaram a plantar o bem

Me disseram: seja alguém muleque, a vida encara
Confesso na fraqueza me faltou foi vergonha na cara

O homem tem a mente mais poluída do que a terra, como pode salvá-la da poluição?

A mente de um suicida não é nada lindo. Alguns acham isso curioso, e se perguntam o que leva uma pessoa à isso. Pois eu volto com o velho ditado: "A curiosidade matou o gato." Neste caso, mata literalmente. Se você quer compreender um suicida, espero que seja muito forte. Pois aguentar o peso da loucura de uma mente, é completamente perigoso e contagioso.

O homem é um animal que está sempre em conflito com a mente.

Hoje meu corpo, minha mente e meu espírito estão em harmonia, formando uma equipe saudável.

A gente mente a dor que não dói. Mente o amor que não sente falta. Mente o equilíbrio que não tem. Mente a vontade de falar um palavrão. Mente contando história de que tudo vai passar. A bondade que não temos. A mágoa que ainda existe. Não há quem escape das mentiras que aprendemos para viver. Mente o feio. Mente o bonito. Mente o mais ou menos. O quase, quem sabe, talvez. A verdade tirou folga. Está de férias ou foi demitida.

A batalha é quase sempre ganha na mente. É pela renovação de nossa mente que nosso caráter e comportamento se transformam.

John Stott
Crer é também pensar

Quanto mais poderosa e original for uma mente, mais ela se inclinará para a religião da solidão.

"Na luta feroz pela existência, queremos contar com alguma coisa duradoura. E enchemos a mente com bobagens e fatos, na esperança insensata de guardarmos o nosso lugar.''

Quanto mais você conseguir limitar os pensamentos negativos, tanto mais forte a sua mente se tornará.

Regresse a Terra agora se sua mente estiver perturbada e seu coração, incerto. Pois é retornando ao início que podemos ver o caminho... Então, quando chegar a um beco sem saída volte ao início para encontrar o caminho.

Que me importa onde está o meu corpo? Minha mente continua trabalhando do mesmo jeito. Na verdade, quanto mais de cabeça para baixo estou, mais invento coisas novas.