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Deus afogou o mundo uma vez; hoje deixa a humanidade se afogar em ignorância religiosa.

Ateus que acreditam em espíritos são religiosos enrustidos com medo do rótulo.

Se deus é a nossa mãe, então muitos líderes religiosos seriam como crianças birrentas tentando provar que são os filhos favoritos, puxando o saco da mãe em troca de privilégios. Mas o coração duma mãe suprema nunca cria favoritos.

Para um crente, deus é verdade; Nietzsche absorveu esse preconceito religioso, pois ele sempre afirmou que a morte de deus é a morte da verdade

No cristianismo o machismo começa quando deus é pai e o seu filho é também um homem! Numa religião onde o divino é homem, o resto é inferior e submisso.

Se tirar "deus" e as religiões sobra o que do ateísmo? Ainda sim sobra uma cosmovisão materialista e humanista, mas se tirar "deus" do teísmo sobra o que?

Se deus de fato existisse e tivesse um pingo de amor-próprio, ele processaria as igrejas por calúnia e difamação. Afinal, ninguém destruiu tanto a reputação divina quanto o fanático que usa o nome dele como combustível para incendiar a vida do próximo. A religião não é o caminho para o céu; é o muro que os odiosos construíram para dividir e controlar a sociedade.

Para o religioso fanático, se alguém apenas acreditar em deus; mas não no diabo, sua salvação é totalmente cancelada, para ser salvo precisa acreditar nos dois!

Se deus existe, então por que a evolução espiritual da humanidade é tão lenta? Por que temos que suportar heresias tão absurdas quanto o cristianismo?

A religião não ilumina: ela interrompe o amadurecimento espiritual, intelectual e moral da humanidade.

Se deus existe, nada o impede de dar espírito a uma cadeira ou a uma máquina com inteligência artificial.

A crença numa divindade pode ser filosoficamente válida; já as religiões não. Deus é um conceito separado da fé organizada, e o religioso típico é um analfabeto científico mergulhado em contradições lógicas.

Talvez a maior heresia não seja o ateísmo, mas a religião. Nesse caso, deus e os ateus estão do mesmo lado.

E se deus quer destruir todas as religiões? Nesse caso, os ateus seriam apenas os instrumentos mais coerentes dessa vontade divina.

Se um deus verdadeiramente amoroso existir, ele destruirá os fanáticos religiosos e salvará todos os ateus de bom caráter!

Se deus não salva por mérito, então salva ao acaso, e nesse cenário tanto faz ser religioso ou psicopata. Conclusão: na aleatoriedade da graça, até Adolf Hitler e o diabo podem ter sido salvos e hoje "vivem no paraíso".

Se deus não existe, o religioso é o devoto do vácuo: ninguém adora o nada com tanto fervor quanto aquele que santifica a mentira.

O inimigo de deus não é quem duvida dele. É quem enriquece com a fé, vende a espiritualidade como produto, e ainda finge que está fazendo um favor ao criador.

Se pensar obsessivamente em deus é uma forma de espiritualidade, então os grandes ateus: "Freud, Nietzsche e Marx" são profetas que anunciaram verdades divinas, estando acima de todos os líderes religiosos vivos atualmente!

⁠O deus de Espinosa é uma forma de protoateísmo: rejeita o deus pessoal das religiões e transforma a divindade noutro nome para a própria natureza. Um deus sem vontade, sem consciência e sem ação deixa de ser um ser, tornando-se apenas um conceito ornamental.