Mensagens Profundas

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As verdades mais profundas do Reino de Deus jamais habitarão corações rasos. (Mt 13:5-6, 20-21)

O Evangelho é profundo demais para fincar raízes em um coração que deseja continuar superficial. Deus não revela Seus maiores tesouros a quem apenas busca Seus benefícios, mas àquele que se rende à Sua presença.

Quem justifica a falta de tempo para orar, muitas vezes, reflete uma alma desalinhada com as prioridades de Deus; pois onde falta comunhão e vigilância espiritual, abre-se espaço no coração para o pecado.

Quando a alma conforma seu querer ao divino beneplácito, a realidade terrena frutifica aquilo que o Céu, em sua graça, já providenciou.

O inferno vai muito além de um lugar físico: é a dor de uma alma em completo vazio, privada da graça de Deus. Lá, desaparece a grande metrópole da ilusão e da alienação humana que, na Terra, costumávamos chamar de 'Não tem nada a ver'.

Ainda que minha alma caminhe por temporadas de aridez e aparente silêncio do Alto, meu coração permanece constrangido por um amor incomensurável, resgatado pela efusão de sangue e graça no Calvário.

A verdadeira fé exige profundidade espiritual e intelectual, pois ler a Bíblia superficialmente — sem o auxílio da razão e da tradição — gera distorções heréticas e impede o discernimento do conselho divino.

Nem sempre o chão da alma é seguro,
às vezes afunda, se quebra, se perde no escuro.
Nem sempre o tempo cura qualquer dor,
há feridas que insistem em viver no interior.
O sabor a fim do mar, que vem do escuro,
é o eco das dores, um sabor tão puro.
É o que resta do calor que um dia brilhou,
é o suspiro quieto de um amor que acabou.
No silêncio profundo, onde a alma se esconde,
há uma espera longa, onde a esperança responde.
Nem tudo se apaga, nem tudo se vence,
mas há na dor tristeza que também nos convence.
Que mesmo o chão incerto, por mais que balance,
carrega a vida, a luta e a esperança.
E no sabor amargo que deixa o fim do mar,
floresce a coragem para recomeçar.

Sementes


Nos segredos desta vida, no germinar da semente,
a alma se enlaça em suave poesia crescente.
Envolvida em véus de ternura e dor contida,
transforma a tormenta em serenidade fluida.
Sussurros tristes do vento acariciam o ser,
revelando histórias que só o silêncio pode entender.
Cada lágrima é gota que rega o coração,
fazendo brotar a mais doce e terna canção.

O céu da alma


Nuvens carregadas cruzam o céu da alma,
pesadas de dor, tecem véus de tristeza.
No horizonte, o deserto sussurra em silêncio,
sedento e vazio, busca a esperança perdida.
Poeira, pó... fino manto cobre o que restou,
enterra sonhos sob o peso do desamparo.
Cada grão, um suspiro de abandono,
cada vento, um lamento perdido no espaço.
Mas mesmo na sombra densa do sofrimento,
há um brilho tênue, escondido nas fissuras.
Pois até as nuvens mais negras se desfazem,
e a vida insiste — renascendo na ternura.

Dor profunda


A dor que às vezes inunda o peito profundo
toma forma e essência num instante fecundo...
Entre sombras e luzes, a alma vai navegando,
encontrando na poesia um porto seco e seguro.
Assim, envolve a vida com melodia suave,
fazendo do sofrimento um doce enclave.
Na dança das palavras, tudo ganha sentido,
e o espírito encontra seu caminho perdido.
Tudo, num piscar de olhos, acaba fazendo algum sentido.

⁠Leve seus sonhos a sério, seja um profissional, porque a sorte é inimiga de amador.

A verdadeira liberdade não está em escolher por escolher, mas em decidir em sintonia com a alma.

Quem não se conhece acredita no olhar do outro.
A alma fala — mas é preciso silenciar para escutá-la.

Uma juventude livre não pode ter como maior sonho apenas ocupar uma vaga de escritório no governo.

Propósito é não perder a sua alma atrás de coisas que o vento derrubará nas primeiras lufadas da manhã tempesta!

Um dia, Deus, cansado da solidão, dormiu. Sonhou com miríades de coisas, de seres e de nebulosidades. O sonho, às vezes, ficava azul, amarelo, preto. E os seres também variavam: alguns fincavam os pés na terra para fugir da corrente, outros eram levados alegremente. Deus virou-se de lado no seu sono e, abrindo o peito, retirou o coração. Depois morreu. Todos aqueles famintos e miseráveis se alimentaram do coração, se tornaram divinos e o Universo fez sentido.

O mundo desperto é o mundo da lógica, o mundo dos sonhos é o reino da imaginação. Os artistas são aqueles que sonham acordados. Eles estão nos dois mundos.

Droga
A minha casa eu conheço há tempos. E ela sempre fica maior. Já sonhei sonhos de álcool, mas ao primeiro gole eu vi que não era nada disso, era algo deprimente até na alegria forçada. Como se eu fosse uma múmia química ganhando a consciência da minha pequenez e do enjoo misturado com a tontura. Parei por aí e deixei as drogas antes de começar a usá-las. A minha droga é a imaginação e a sensibilidade. Os sonhos que me vêm da massa de árvores verdes acinzentadas. Das manchas do teto e daquele facho de luz quando estou na cama e olho para cima e vejo que é Deus.
Sim, Deus vem toda a noite por sobre a minha cama e toma a forma de um triângulo de luz amarela, silencioso e imutável. É um raio de luz, e eu sei que é Deus. Poderia ser qualquer outra coisa, mas quando eu levanto os olhos ele se revela e fico a pensar e admirar a sua imperfeição. As noites de insônia são muito estimulantes. Eu viajo e mantenho contato telepático com a pessoa ao lado. Uma vez eu pensei que dormia ao lado de um demônio, e eu tinha razão. Que saudades do súcubo!

A vida é constante, à noite vivemos nos sonhos, durante o dia, os sonhos nos vivem.