Mensagens Profundas

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⁠A poesia vem de minh‘alma, mas eu escrevo como mania, mesmo quando estou sem inspiração e não sei o que escrever de poesia, não me abato e apenas sorrio, percebo então, que neste sorriso, também contém poesia minha.

Inserida por JeanCarlosdeAndrade

⁠O sorriso é a minha proteção, pois, através dele, mostro quem sou, o que se passa em minha alma e o que está em meu coração!

Inserida por JeanCarlosdeAndrade

Se as estrelas fossem apenas o reflexo das almas que estão no paraíso, o que você faria?
Para o céu a todo momento eu olharia, pois, em cada brilho existente no infinito, poderia estar o reflexo de um ente querido…
Mesmo que essa tarefa levasse anos, após encontrar nas estrelas a imagem da pessoa querida, ao contrário do choro da despedida, em um sorriso de alegria, sem titubear, espiritualmente o abraçaria!

Inserida por JeanCarlosdeAndrade

'JOSÉ ERA SINOPSE'

José era sinopse,
linhas vazias,
extinção.
Apanhara estrelas,
sonhos avulsos.
Jogara com o destino.
Equilibrou partidas.
Abandonou-as.
Caiu,
levantou-se...

José era sinopse
Imbuíra melancólicas pressuposições,
caminhos tortuosos,
veredas.
Correra de encontro aos ventos,
equilibrando-se em cordas,
fumaredas.
Sem orações,
abraços,
ou reiterações...

José era sinopse,
mas transformou-se é compêndio,
documentários.
Fixou amor,
caracteres,
permanência.
Redige a própria história.
Com seus conglomerados temas,
tenta haurir reflexões,
escrever trajetórias,
poemas...

Inserida por risomarsilva

'LUA'

O veneno corre,
vivificador febril nas entranhas,
covil dos tentáculos envoltos na alma.
O amarelo,
fogo brando.
Simetria de mudos mistérios...

O pequeno rio barulha,
a pobre visão carapuça.
Hora de acordar!
Esquecer!
Adormecer inquietudes,
redemoinhos...

O andar às escuras,
extinguindo flores.
Flores absolutas!
Múmias juntos à acinzentada lua.
Refletora de luz,
horto na escuridão...

Porque tantas flores perecidas no escuro?
Se bem que o clarão já não importa.
Aqui distante,
loucos matam todas as formas,
lua míngua/futuro.
Homem inexpressivo no muro...

Tudo confuso!
A lua desencanta-te.
Fita-te ao horizonte,
é a muda esperança.
O pairar de mais um painel:
'o pincelar na lua minguante'...

'Traçado de homens flamejantes',
pronunciando-se ao glacial,
acidental.
Embaralhando neblinas,
as tantas luas que se foram,
pontos na velha retina...

O mundo paisagístico revela algo sinistro:
Lua Negra tão pequenina,
vagão!
Um curvar-se ao pequeno ponto!
E o traçado atônito,
imensidão na palma da mão?

Inserida por risomarsilva

'SONHOS'

Nas noites veementes,
tenho você p'ra segurar-me à cama,
enroscando caminhos traçados,
novos atalhos...

Tudo será suavizado,
quando ampara-me aos teus braços,,
e as palavras sôfregas flutuarem,
cultivando metáforas...

Sonho letargias à amada invenção,
e tantos outros axiomas.
Descabidos devaneios,
ter-se tempo à uma nova paixão?

Não sei!
Tudo dura tão pouco.
Talvez - crianças roucas,
amores em vão!

Debruço o paisagismo na velha cama acolchoada,
e a alma,
já cansada,
retangular...

Quer imensidão,
Novos amplexos.
Arraigar o concreto.
Despertar...

Inserida por risomarsilva

'PONTO PARÁGRAFO'

O amor perde-se no vento e
as vicissitudes da alma afaga o coração.
A releitura da arte que criamos
vai desmaterializando às minguas até o ponto fulminante.
Identidade sem labirinto.
Período de sobejos,
sem beijos.
E as novas formas abrem uma cortina
dilacerada em preto e branco.

Época dos grandes sismos em
que gigantes descobertas chegam de rotina,
afunilando a luxúria,
a soberba, a arrogância.
Tempestades gritam ao ouvido
verdades rejeitadas.
A apreensão silencia a voz.
As noites ficam inquietas
falando dos desejos já amaldiçoados.

É a nova 'lei dos contrários' que chega de supetão,
águia sem visão,
indagando-nos dos zigue-zagues traçados.
Tudo passageiro!
O grande livro tornar-se inautêntico
com suas páginas rabiscadas.
E o tremor das mãos que não para,
interrompe as novas páginas que estão no porvir.
E o 'tudo' totaliza-se no utópico
com seus amores e injúrias, poemas mórbidos,
fragrâncias esquecidas: penúrias!

Inserida por risomarsilva

'PROCURA'

Tenho uma sede no 'por do sol'. Sacia minh'alma! Penetra esses raios nas minhas imagens! Alimenta a fome dos desejos derramados. Liberta-me das masmorras alagadiças. Colori uma nova canção p'ra nós dois. Harmonia de sentido os dias aluídos.

Afaga/atraca meu coração no real. Volúpia as noites claras em angústias. Aquece-me com seu corpo frenético. Abraça-me! Deixa-me em fúria na morte dos mortais. Esquarteja meus sonhos na varanda, tal qual um olhar, diluído em arco-íris.

Elucida minha procura lesiva. Explode o luar no amanhecer! Desbota o patético corroído. Reflete em mim tua'alma exaurida, até que, consigamos misturar nossos limites, atemporal e sem reflexos. Suga-me como um livro de romance e re/façamo-los diariamente a última página. Até que o 'sempre' permaneça, rodopiando duas vidas em uma.

Inserida por risomarsilva

Esquarteja meus sonhos na varanda, tal qual um olhar, diluído em arco-íris. Elucida minha procura lesiva.

Inserida por risomarsilva

'EU AINDA ACREDITO'

No abraço que deixa o sorriso quebrado estilhaçar a alma em amplitude. Quando os olhares implicam sinceridade, e o que basta está acima das desigualdades, cor, raças...

Quando o amor se aproxima e cruza as barreiras do amor dissipado, dos contos e desencontros encarcerados. Nos trépidos prisioneiros, opressivos que não cedem em prol, mas que veem o sol, uma estrela...

Nas amizades que brilham imitando o cantar obcecado dos pássaros, cajados pelo cantar inexpressivo, mas íntegros e blindados, sem hipocrisias. No peito ardente, manando lisura, corrente, serenidade plena e pacífica, distraído na esperança que passa...

Inserida por risomarsilva

'FALTA'

Do cheiro das escolhas que brotavam nossos sonhos. Das bocas
mesclando a vereda dos passos. Dos sorrisos abrasivos que queimavam serenamente os dias sedentos, mãos entrelaçadas, corpos misturados...

Das estradas que se encontravam na neblina, com suas curvas
intermináveis e longas. Da contaminação dos dias afortunados, Dos olhares que se consumiam colados, noites quentes e febris...

Do quarto que gritava. Da chama nos 'eus' que queimava. Das
almas que se faziam recíprocas dissipando palavras, atiçando a
paixão. Dos tijolos estáveis levantados um a um, paredes sólidas...

Agora cinzas, os discursos empoeirados falam do tempo, promovendo falta/geada/calafrio. Tudo tóxico! Inflama o presente, não cicatriza o grito. Vai queimando a pele, transformando-se em ritos...

Inserida por risomarsilva

'SONHOS'

Sempre tive sonhos. Repetitivos. De sonhar com os mesmos lugares. Os mesmos tons. As mesmas pessoas. Os mesmos fantasmas. Paisagens duplicadas. Sonhos bons. De aflições. Já sonhei-os por repetidas vezes. Cinco, dez ou vinte vezes. Talvez mais.

Desde muito tempo, ainda criança, sempre sonhara voando. Com asas. Batendo os braços. Viajei para vários lugares em segundos. Vislumbrando os lugares que ficara sempre abaixo. Com suas luzes amarelas. Centenas ou milhares de árvores verdes. Olhos cerrados pela velocidade do vento. A sensação é extraordinária: Liberdade. Emancipação. Emoção.

Quando acordo e lembro-me que fora o sonho de anos atrás, fico alegre. Pasmado. Sinto-me criança que não degusta doces há décadas. Eles nunca envelhecem. São tão reais. Parece que estive naqueles lugares em uma outra vida. Que fora minha morada. Ou que será. Não sei! Somos tão íntimos...

Inserida por risomarsilva

Sempre tive sonhos. Repetitivos. De sonhar com os mesmos lugares. Os mesmos tons. As mesmas pessoas. Os mesmos fantasmas.

Inserida por risomarsilva

'TALVEZ LINA'

Tento desnudar, a cada promessa não dita, os teus segredos mais profundos. Sem perceber, na serenidade das noites, ousei invadi teus sonhos para que eles se tornassem reais e os seus olhos Sirius: sumptuosos e sedutores! Porquê não traguei barreiras? Não sei! Talvez a flecha da paixão não estivesse pontiaguda. Talvez a força do meu olhar estivesse sem...

Viajo nuvens de anseios, abraços nos dias de calor, romaria além dos horizontes. Vejo-te segredos, clave harmônica, essência das minhas loucuras. Sinto fome de você, tradução da minha essência. Jeito menina. Tão pequenina e violentamente graciosa...

Devorar-te-ei nas minhas ficções diárias. Desde então, as noites são fantasmas. Fecho o mundo criado! Esbarro decididamente covarde. Estiveste tão perto e num sopro, distanciou-se. Deixou ausência, carência, mancha inspiração, bolha sabão...

Inserida por risomarsilva

'QUADROS'

Pincelo quadros como quem esculpi sonhos intocáveis.
Faço traçados diluindo curvas,
lacunas,
eixos.
Talho sonhos tal qual a quem escreve poesias,
que a cada toque,
desfaz-se fugaz à imagem passada...

Imagens recriadas envoltos às linhas que revivem bruscamente.
Metamorfoses de mãos e suas injustas proporções em molduras,
pensamentos.
Fixados nas velhas paredes,
estranhamente modernos.
Velhos quadros,
no ontem rabiscados,
fluem pelas veias como correntes,
ascendentes,
hodiernos...

Gero quadros/transições tornando-se passadouros,
ausentes.
Porém,
Insisti-lo-ei aos sonhos de outrora,
à beleza,
à vida,
à angústia da criança que chora sem saber.
Mãos que tremem sem querer,
são quadros desejando mutações,
aquarelas,
tantas outras formas,
novas telas.
Você...

Escrito por Willas Gavronsk e Risomar Silva.

Inserida por risomarsilva

'FALANDO DE AMOR...'

És sublime,
tornando-te árvores de ambições,
sensações,
almas.
Metamorfose na rotina infindável.
Chama nas incontáveis tempestades,
magias...

Custoso falar de amor.
Centenas de ramificações,
definições.
Como expressar o que tentamos definir por toda uma vida?
Inacabável na alma,
incitando poetas,
artigos,
poesias...

Inserida por risomarsilva

'SINTO FOME'

A fome tem gosto queimadura,
e queima a alma.
Grunhido latente apregoando penúria.
A missa ainda reza aos órfãos,
pobres nas calçadas!
Olhares martírios,
e tantas outras melancolias...

Urubus Garbosos,
- mirando pasmos entre si -
pulverizando o divino pernil jogado.
Sublinhadas orações passadas,
alertando o sino amordaçado:
é hora de avocar!
Mendigar acenos...

A luz penumbra,
lembra indumentários,
- e uma cama quentinha! -
Escuridão, escuridão!
Porquê embrulhas o tempo indelével?
Tempos de fome,
sonhado nas portas das igrejas...

Fome na espinha!
A triste viúva e seus rosários,
sem revindas no caminhar matinal.
O contemporâneo-bicho-papão,
e suas rezas não vindas.
Excêntrico que assusta,
fome de arrimos...

Inserida por risomarsilva

Há um universo inteiro dentro de cada olhar apaixonado, um mundo de sonhos e promessas silenciosas.

Inserida por risomarsilva

⁠Às vezes, os laços mais profundos são aqueles tingidos pela sombra. porque a verdade, mesmo dura, é o único terreno onde o amor pode fincar raízes reais.

Inserida por risomarsilva

⁠O corpo treme, quando o seu exprime convulsões que enraízam nossas almas. No fundo, no fundo, só queremos ficar abraçados por algum tempo. Terra prometida. Ilha sem rastros...

Inserida por risomarsilva