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Mensagens de Saudades Eternas

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(...) e não há barulho maior que o do silêncio.
Embrulhado em palavras carregadas de todos os sentimentos, que mesmo paradas no tempo, estáticas na memória e com ruído de gente ...estão impregnadas de vida!

Lembre sempre de onde veio, porque para onde vais... isso vai depender de como você juga sua memória.

Com um olhar sempre tão distante
E um melancólico sorriso de sobrepor
O que sinto por você é tão grande
Que seu sofrimento também me causa dor

Seu passado eu sei ele dói
Cicatriz que jamais vai desaparecer
Mas abandone à memória o que te corrói
E prometo que pra sempre vou te proteger.

E chega a noite, de mãos dadas com o silêncio, que há muito ganhou raízes, salpicado apenas pelas memórias.
Recolho(me) em mim e bebo o cheiro da tua mão suave, na minha face ...!
Olho o céu, onde estrelas em forma de lágrimas, se escondem no avesso dos meus olhos e num suspiro de alma, adormeço na ... saudade!

Seria mais fácil elaborar nossas perdas se com elas também fossem embora suas representações. Mas não, elas permanecem, e não se despedem.

Não há temporalidade no inconsciente. Há sobreposições de tempos, onde o Sujeito enxerga uma lembrança de um passado distante com o olhar do presente.

O que não mata, me torna imune.Fortalece o sistema imunitário.Hoje já não é qualquer micróbio que me ataca, guardei na memória o invasor. Vacinei-me sozinha , aprendi com a vida.

Memórias vem e vão...

Memórias vem e vão

com meus momentos vividos a vida me abençoou de várias formas

por ter vivido ela intensamente

eu vê várias coisas, a qual agradeço e até mesmo desconheço

nada mais me faz falta, pois já tive de tudo

nada fez nesta vida

de que me arrependa depois

a capacidade eu tive, e tenho orgulho dela

eu fez do ruim ao agradável

sou e também fui

sou amado pelos amigos

e ainda mais pelos inimigos

de riscos me livrei nessa vida

estando com a morte me acompanhando todo esse tempo

eu agarrei meus sonhos

e ainda vivo pela glória de tê-los conquistado

eu agarrei minha vida e ainda vivo ela intensamente,

me retribuindo de glória

os meus laços com a vida são fortes, e ficam ainda mais

De repente vi meu mundo sob minhas mãos. Algo tão precioso pairava sob meus olhos, algo que ansiei a minha vida toda, havia acontecido.
Como lidar com essa situação? Como posso te lo tão perto e tão longe ao mesmo tempo?
Perguntas me cercam o tempo todo, porém as resposta, já não as vejo.
Tento entender o porque, mas isso só me faz ficar mais confusa. Tento ignorar, mas não consigo.
O tempo vai passando, talvez as oportunidades também, talvez eu me arrependa, talvez não. Mas quem irá poder responder algo inexplicável?
Se tudo isso não acontecer, se não puder mais vê lo, deixarei na memória o dia em que tive meu mundo só para mim.

É difícil seguir o coração
E dar ouvidos a aquele sentimento,
Que nos faz perder toda a razão
E fazer coisas sem nenhum cabimento.

É impressionante quão grande nossa facilidade
Em transformar todo o mundo a nossa volta,
Tudo te lembra aquela pessoa
E cada segundo do dia te traz uma boa memória.

É assim que nós ficamos bobos,
Só falta começarmos a babar,
E mesmo agindo como verdadeiros tolos,
Não nos arrependemos de amar.

É incrível como a medida do tempo pode ser tão diferente para diferentes situações. Tem momentos que duram tão pouco, mas são guardados na memória por muito tempo. Algumas pessoas participam de uma pequena parte de nossa vida, e são consideradas e lembradas pra sempre. O que marca realmente nossa vida, não é exatamente a duração das coisas, mas sim a maneira como elas acontecem e a felicidade que nos proporciona!!!

O céu guarda a parte viva da pessoa, aquela coisa que não morre nunca, não a saudade, a saudade é amor e é dos vivos, estou falando da coisa viva que fica nos mortos.

Aline Bei
O peso do pássaro morto. São Paulo: Editora Nós, 2017.

⁠Acho que as lembranças são cócegas invisíveis que ficam dentro das pessoas.

⁠Muitos irão passar e as suas marcas deixar
Porque a vida é absurda e o mundo gigante
Mas o que faz para o homem ser marcante
De cultivar, a certeza, de um amor eternizar
Não é o quão bom que o torna apaixonante
Nem o quanto é pra si soe ser interessante
Se para a memória a ação importa lembrar
É no coração a certeza singular e evidente
A essência do que sente, vê-se claramente
Eis o desafio: acovardar ou pelo amor lutar
Se for o bravo herói do amor a se declarar
Farei-te ir além do bem que se pode amar.

⁠“Comece a liberar perdão, mesmo sem muito sentimento envolvido. Uma hora ele vira registro histórico do que um dia deveria ser e talvez nunca seria mesmo.”

Se havia uma coisa que eu tinha aprendido era que o tempo era capaz de distorcer e retalhar a verdade como se fosse uma folha de papel esquecida e acabada ao vento. Agora eu tinha que juntar os pedaços rasgados novamente.

Áureos tempos aqueles
quando na manhãzinha goiaba
colhíamos no cerrado gabirobas
ainda vestidas de orvalho.
Pés e patas competiam no capim
pródigo de carrapichos.
Gestos elásticos ultra-rápidos
assustávamos insetos e aves.
Um séquito de suaves súditos
nos seguia em semi-adoração
nós, os príncipes daquele feudo.
Depois, o asfalto rasgou o campo.
Cogumelos de concreto brotaram.
Cresceram as crianças e a cidade.
Anãs ficaram as árvores aos pés
de edifícios colossais. Sumiram
pássaros gabirobas araçás.
Fim de passeios e piqueniques.
Só ficou a fome funda das frutas
no vão sem remissão das bocas .

Pesado é o coração
do escombro de teus sonhos
e dos mortos que em teus ombros
repousam imortais.
O amor de ontem
é cinza feita chumbo.
Cicatrizes e rugas
lavram a tua carne
de aflições temperada
e a vazante das veias
irriga-se
de subterrâneas lágrimas antigas.

Este é o problema da história: gostamos de pensar que ela é um livro – que podemos virar a página e seguir em frente com a porra da vida. Mas a história não é o papel em que está impressa. É a memória, e a memória é o tempo, as emoções e a música. A história é o que fica com você.

⁠Eu lembro das estrelas naquela noite. Eles eram como sal contra o céu, como se alguém tivesse derramado o saleiro contra um pano muito escuro. Isso importava para mim, a beleza acidental delas.