Mensagens de reflexão para encarar a vida de outra forma
Nada mudou em relação
a vida dos presos
consciência e por todos
a minha poética memória
sem escolher a quem:
conta a trágica História
e tem escrito incansáveis
Versos Latino-Americanos
ao General e à uma tropa.
Esta questão interna
não deve impedir a reconquista
do direito territorial,
O Esequibo é da Venezuela
e o Ministro da Guyana
quer tirar o mapa desta visão
histórica e geográfica
muito antes da decisão
da Corte Internacional.
Mesmo sendo o Esequibo
um território em reclamação
o mapa não pode ser ocultado
o povo pode ser calado
e igualmente os meus poemas:
os insatisfeitos que aprendam
a resolver os próprios dilemas.
Que não haja nenhuma
previsão de libertação
para a tropa e o General:
os meus poemas seguirão
falando até encontrar
o mapa do Sol da Justiça
que dê a pacificação
e a mais do que justa libertação.
Tem gente em tempos de guerra dando a vida pela própria bandeira para protegê-la do invasor, e aqui no Brasil em tempos de paz tem gente que acha ruim exibir a nossa bandeira e a usa para agredir os próprios compatriotas. Façamos um exame de consciência urgente.
Quando a liberdade e a vida
estão em jogo
seja a de uma tropa
ou de um General
lá na Venezuela,
Ou alguém precise
de uma palavra
em Tigray, na Ucrânia,
na China ou na Palestina,
Não aposto na uma
última tentativa,
Todo o dia sempre
é um novo dia
para ser a poesia até o final.
Monte Carlo
Meu Espinilho do peito,
Campina do Leite
da minha vida
e Fita Pisani adorada,
foram os teus nomes
até ser eleito Monte Carlo
da minha poesia
em homenagem
a uma corajosa viagem.
Caminho sublime
para os jesuítas,
para os apoiadores
do Monge e base
para a Guerra do Contestado,
Sublime joia do Oeste Catarinense
que tem o meu coração apaixonado.
Meu Butiá da memória
próxima a Taquaruçu da trajetória,
e dotada de muita História
para contar coberta araucárias
do nosso destino
e imbuias ancestrais.
A tua gente Kaigang e Xokleng
desta memória gentil
que lembra destes e de outros
povos originários do nosso Brasil,
honrando todos eles nos poemas.
Por tudo o quê fostes,
és e para sempre na vida será,
Monte Carlo amada,
a tua glória desbravadora
e a tua existência poema,
para sempre a tua gente toda
amável e batalhadora
para sempre se orgulhará.
Tudo pode acontecer
entre eu e você:
Outubro é poesia
e você não imagina,
na vida o quê nos basta
é só o nosso querer!
O meu marcador
de vida é a ação
romântica e poetisa,
Cada poesia diária
cultivada é dedicada
para vir a merecer
ser amada por ti,
Exige de mim sempre
discernimento
poético para o agir
tornar-se sincrônico
em nome do nosso
perpétuo amor sincrético.
Entre os meus cabelos
tenho magnólias,
Entre meus segredos
tenho poesias que
nunca na vida revelei,
Quando você chegar
o amor será nossa lei,
Eu nunca te contei
que foi pelo teu
sorriso que me apaixonei.
A vida de vez em quando
se parece um bailão,
Existe gente com duas damas dançando xote no coração,
Só sei que quem quer duas
não fica com nenhuma;
Nada tendo a ver com poesia
é a lição inevitável da vida,
Xote das duas damas só mesmo
é no bailão que se pratica.
De ida na mesma direção
e de volta na mesma direção,
O bailão imita a vida
quando o assunto é coração;
E lá vamos nós neste xote
das sete voltas pelo salão,
e a poesia desta invernada
nos inundando de paixão.
Meu lindo Samba-Enredo,
confesso que na vida
só tenho um único medo:
Se eu me enredar em ti
talvez nunca mais consiga
encontrar o meu endereço.
No horizonte lembrei
do porta-estandarte,
da vida sendo erguido,
Dançar com o destino
também faz parte;
Amar pede todo dia
sempre mais arte,
na recordação surgiu
o Maracatu Nação.
Como Dama deste
Paço foi assim
que você encontrei
o seu coração,
E quando você me viu
com a Calunga na mão
me provocou forte
com calor e paixão.
A Realeza e a Côrte
a honra desfilando,
Os Batuqueiros
animados tocando,
O Escravo segurando
o guarda-sol,
As Yabás girando,
e todos se empolgando.
O Caboclo de Pena
atento nos guardando,
as efusivas Catirinas
puxando a dança
com exuberância,
E você implacável sedutor
com a trama deste
olhar do teu amor
virou o meu divino captor.
Em mim não deixo
morrer o nosso país,
Canto para seguir
a vida sendo feliz,
Vendo você e os homens
cruzando em zigue-zague
o pátio da aldeia,
Esperei por isso
a semana inteira,
Esperando na taba
você para dançar
a Dança do Tamanduá,
Quando vi você ali
como queria poder
pedir para o tempo parar,
e contigo para sempre ficar.
onde as estrelas são
mais visíveis eu
vou encontrar Órion
minha constelação
da vida que guarda
toda minha poesia
A escola dá uma noção do que é um poema, mas é a vida e toda a nossa bagagem cultural é que nos torna poetas.
Pare de mexer na casa
do Chibamba,
Se comporte direito
na vida,
Cuide direito da casa
do Chibamba,
Para você não voltar
a ter pesadelos
da época que você
era criança:
Pare de destruir
a casa do Chibamba.
Existem pessoas que acham
que até nas leis da Natureza
podem mandar,
Que a vida alheia não
devem respeitar
e por onde passam o que veem
na frente vivem para estragar.
Este tipo de gente o Barba Ruiva,
a Cabra Cabriola, o Cabeça de Cuia
e o Papa-Figo podem
nos fazer o favor de carregar:
(Porque gente assim nunca irá fazer falta porque a civilização
para elas nunca será o real lugar).
Eis poesia que abençoa e que
também é capaz de amaldiçoar,
Quem procura acha,
e depois da vida não pode reclamar.
A verdade foi feita para falar
e cada um se coloque no seu lugar.
As lendas existem também para educar os adultos que estão a teimar.
Acendi o candeeiro,
Santino Cirandeiro
cantou "É Hora",
e me fez pensar na vida
que é o nosso ponto
de chegada e partida.
O amor é um mistério
que as vezes não
sentimos por perto,
para uns ele está longe,
porque na verdade
tudo acontece dentro.
A ciranda do tempo
nem sempre resolve
por perto porque
a regra não existe,
porque mesmo longe
é preciso estar dentro.
O amor é um mistério
que as vezes não
se ama por perto,
porque na verdade
se ama é por dentro
num acordo com o tempo.
A estação é a estação
poética de Tupã,
Se há alguém que se
sinta Jurupari na vida,
Não vou permitir
que nos atinja,
Fiz a nossa bebida
com os frutos
dos olhos de Cauê,
Agora só falta você
na minha vida,
e eu na sua
para a viver a delícia
que por dentro
pede que seja partilha.
Nos meus lábios
de poetisa e Ambrosia
você há de confiar,
entregar a sua vida,
Esquecer o seu nome
e neste éter flutuar.
