Mensagens de Esquecimento
Quando você resolveu
construir uma ponte,
nunca se esqueça que
existia ali algo antes
bem diante da fronte,
E depois de um tempo
de construída decidir
destruir não adianta
tentar reconstruir,
e nem mesmo se iludir.
Em nome de tudo
que nunca mais voltará
a ser como antes
é melhor não insistir
e realizar porque já era;
Recomendo seguir
em paz porque lidar
com os tempos que não
voltam mais cabe
só a mim que sou poeta.
Aos lanceiros do Espontão
da janela dou aquele
salve com toda a emoção,
A espera estou do amor
bonito, forte e merecedor
de entregar o meu coração
e fazer ele feliz nesta Terra.
Não vejo a hora
de aprender
a dançar a tão
esquecida Xiba,
A memória é
importante
para manter
a alma da Nação
sempre viva,
Sem você notar
você já é toda
a minha poesia
e amor bonito que
pedi a Deus nesta vida.
Não adianta me tirar
da sua cabeça,
E nem o seu coração
dizer esqueça,
Não existe outra pele
que te aqueça,
e você virá com certeza.
Você tem alucinação
por tudo aquilo
que fala de mim,
A tua obsessão
me pertence,
e todos os planos
para o futuro que
só cabem a gente.
No final da festa
não haverá final,
Vamos ao que interessa
depois de dançar
o Engenho de Maromba,
porque é o amor
chegou para valer
e não vamos ter
na vida nenhuma pressa.
Mistura de corpos, gingas
e ritmos na memória,
Não me esqueci a Lambada
da História e não preciso
deixar de gostar mesmo
que tenha saído de moda,
Quando você chegar
mesmo sem saber dançar
é bom você saber que
vou dançar Lambada contigo.
Direto da rota da seda
trago as origens
jamais esquecidas,
assumo que ando
um pouco aborrecida
em meio ao temporal,
te levo em meu peito
em segredo imperial,
porque de jogos
e de amor refinados
sem modéstia nenhuma
eu os domino com
a sutileza que doma
os mais selvagens cavalos
e os transforma nos
mais obedientes ginetes,...
Neste meu corpo
e minh'alma nômades
que o tempo todo
ao verdadeiro
e tudo o quê é inteiro
vivem prestando
devoção atemporal,
ofertei-me à ti
como uma feiticeira
em noite de Lua Cheia;
E tal qual à uma caravana
ao redor da fogueira
desfrutando o chá
direto do samovar leal
dos acontecimentos
em busca do que é real,
ainda assumo busca
pelo teu ardente beijo
porque sem ele não
alcançarei o quê é sideral.
Quando uma pessoa boa
estender a mão não se esqueça
de que ela não se trata
de uma pessoa boba,
e sim de uma pessoa poderosa
que é capaz de viver apesar
da zombaria, do pouco
caso e superar qualquer traição.
Quando uma pessoa boa perdoa,
ela se reconcilia sempre
em nome do que é respirável
e em nome da memória
mesmo presente em algumas
situações de convivência
ela não está mais ali e se afasta
para não viver de aparência.
Quando você deixa de ser
uma pessoa boa, reduz
mente ou permite que lancem
dúvidas sobre uma pessoa boa,
não se esqueça da ironia do destino
e que pela sua autodestruição está agindo,
uma pessoa boa é uma pessoa boa,
e não é como você uma pessoa fútil e tola;
Cedo ou tarde uma pessoa boa
conquista a reconstrução,
os ciclos da história sempre se repetem,
um raio sempre cai no mesmo lugar,
e uma pessoa boa é sempre insubstituível,
e uma pessoa ruim como você não.
O direito de retratação é um direito de duas vias que não podenos esquecer que existe. Uma sociedade sem o exercício da autocorreção e da misericórdia no futuro se tornará uma sociedade em crise civilizatória.
Os mísseis que
caíram em Dnipro
caíram no meu DNA,
Nenhum deles
será esquecido,
nem mesmo quando
a Guerra acabar;
Escrevo poesia
nesta vida
mesmo sabendo
que é inútil,
porque não
consigo mais chorar.
Os seus ensinamentos
de paz, encontro,
diálogo e reconciliação
jamais será esquecidos;
A sua Venezuela
tenho certeza que
carrega no teu coração
e ela sempre estará presente
a cada nova oração.
Ainda que distante Órion
apareceu na janela,
Não esqueci do que é bom
para manter a nossa
chama do amor acesa,
Embriagante aroma
de narciso quero me perder;
E hei de encontrar contigo
de tal maneira que eu
esqueça o meu próprio nome
e não recorde a rota
de regresso por onde vim,
Desde o primeiro dia que te vi
além da poesia o escolhi para mim.
A tua raíz original por
arcos e flechas não será
por mim esquecida,
Entre o continente e a ilha
quem faz ponte é a poesia.
A tua Padroeira é Santa
e em ti sempre tenho
esperança por nossa gente
que com coragem resiste
e com fé na vida persiste.
Entre a lagoa e tuas praias
com o teu nome de Marechal
você me acolhe de um jeito
tal que só penso mesmo é
no teu amor sublime e perfeito.
Entre te amar ou te amar
a minha escolha é te amar,
Façam com dias sol ou chuva
ou noites com ou sem luar,
eu agradeço no teu peito morar.
Aos quatro ventos
disseram que vivo
no mundo da Lua,
Se esqueceram
que a Lua é
a casa dos poetas,
Com os pés feitos
de ipê amarelo
e pluma ousada,
Que não cala
jamais deixando
ninguém calar,
E quer saber
quando a tropa
e o General irão soltar.
Ninguém se recorda
do poeta do Brasil,
Dele não me esqueço
e ainda me inspiro.
Ainda por enquanto
há lindas palmeiras
acariciando o anil,
a lucidez de muitos
tem andado por um fio.
Ainda sobrevivem
algumas aves,
Os sabiás resistem
as gaiolas do destino,
e tudo tem me dado calafrio,
As árvores são
as que sobraram,
e não é mentira
onde a ofensa
fixou de vez residência.
De ti Gonçalves Dias
eu ainda lembro,
Em mim tu está vivo
em teu movimento
neste coração latino e brasileiro;
Que pergunta pelas libertações
da tropa, e do General,
e ao mesmo tempo sabe agradecer
à Venezuela pelo generoso oxigênio.
Permita-me chamar
de minha Venezuela,
porque não esqueci
o quê em Pacaraima
te fizeram passar,...
Permita-me chamar
de minha Venezuela,
porque só com o teu
amor foi permitido
ao meu povo respirar;
Permita-me chamar
de minha Venezuela,
porque não me canso
de agradecer por tanto
amor bonito mesmo
sem a gente merecer,...
Permita-me chamar
de minha Venezuela,
porque não canso
de pedir para o General
e a tropa a injustiça acabar.
Permita-me chamar
de minha Venezuela,
porque para ti quero
ver cada bloqueio cessar
e o sol da liberdade no Esequibo raiar.
Doce inclinação como a leveza de um beijo, Desejo que não me esqueça, Que venhas em breve com a tua sedução - e me aqueça.
Buscando não deixar
cair no esquecimento
o sofrimento do General
que segue preso numa
grave injustiça infinita,
Lamento a morte
inesperada do jovem
oficial carcereiro,
Ali não é digno nem
para os culpados,
e tudo escandaliza.
O tempo de liberdade
já era para ter chegado,
Não vejo nenhuma
calma na América Latina.
Dançando no abismo
com os meus poemas,
Em tempo de partidos
aos totais partidos,
Entusiasmada pela
luta da Bolívia
por sobrevivência,
Em mim está o signo
místico e hereditário
da resistência indígena;
A insatisfação chilena
a mim também pertence.
O clamor da Mãe pelo
filho envolvido no tal
conhecido Golpe Azul,
comove-me de norte a sul,
E nada posso fazer,
a não ser escrever
para ninguém esquecer.
Deixo aqui escrito
este mistério
para que por
você não seja
mais esquecido,
Nos últimos anos
a relíquia da
Virgem de Coromoto
que foi entregue
nas mãos do cacique
vem se modificando
sempre que ocorre
um distúrbio político.
A Santa Padroeira
vem dando sinais
que não aguenta
mais tanto jogo
com a vida do povo,
Tenham tolerância
com a rebeldia
da juventude,
libertem o José
E se recordem
das palavras de María:
“La virgen ha
perdido todo el color,
el único color que
tiene es el color de
un niño de color rojo,
al final tiene
una calavera,
es el cordero de Dios
que al final
vence a la muerte."
Mesmo que a música
da juventude faça
doer os teus ouvidos,
Recorda-te do teu
jovem que está
no peito esquecido;
É aqui que aumento
o volume para que
o teu coração
me ouça que está
na hora de libertar
a tropa e os generais,
E restabelecer
uma cultura de paz.
O Capitão-de-Corveta
foi torturado,
E nunca
te esqueças:
Essa foi mais
uma obra
do Inferno
de cinco letras.
As revelações
sebastianas
e tenebrosas,
sobre o triângulo
perverso
de poder,
Só reforçam
o quê sempre
desconfiei:
quase mais não
respeita a lei.
Não é mais
segredo
o quê todo
mundo já sabia,
Podem tentar
apagar
os indícios:
O quê ficará
para sempre
é a poesia.
Ali a glória
pátria vem
sendo
desmaiada
por algumas
mãos
venezuelanas,
E não por
mãos
cubanas,
Como
se imaginava.
Foram presos
dois jovens
guardas,
Dizem que
eles apenas
são dois
coitados;
Talvez a justiça
esteja longe
de alcançar
os culpados.
E do General
que foi preso
inocente nem
mais notícias
desde o dia
28 de abril
ninguém
está sabendo....
Peço que não
te esqueças:
mataram
o Capitão-de-Corveta,
Lá no Inferno
de cinco letras.
Uma parte de mim
é a que fica
por ser indígena,
E a outra parte
é a que vai
por ser nômade.
Fico naquilo que
me interesso
e largo de mão
aquilo que maltrata
o meu coração,
Trajetória de
quem não
aceita retrocesso,
E não entra em
queda de braço
com ninguém.
Não te esqueças
para não eximir
de quem tem
o dever de
dar conta
dos paradeiros
do General preso
injustamente
e de outros prisioneiros.
(Reféns das circunstâncias)
Removendo
o egoísmo,
me dividi
em mil versos,
Para lembrar
de outros
esquecidos
porque não
concordaram
do momento
estabelecido,
Os escolhi
sem critério
seletivo em
nome daquilo
que acredito.
Não aceitem
a truculência
como rotina,
Mão estendida
contra o povo:
Afasta a magia.
Num tempo
crítico como
seria bom se
o Comandante
entre a tropa
se entendesse
como um pai com
os seus filhos.
Não convivam
com frieza,
violência,
indiferença,
e com silêncio:
se entendam!
Generalíssima
cantoria,
Sathya Sai,
Harmonia,
santeria,
Poesia,
sem notícia
do General,
Gira a roda,
bate a onda
gota a gota
desta agonia.
