Mensagens de Chico Chavier de Despedida
Sempre que as oportunidades revelarem-se escassas, estimule-as elas podem estar a um passo de distancia.
Evitemos choques destrutivos e doemos o melhor de nós aos programas de ação que nos propomos a realizar, exercitando entendimento e tolerância, conscientes de que para coibir quaisquer calamidades, no terreno do espírito, a paciência é o preservativo ideal.
Não te detenhas a lamentar problemas e crises.
Se te engajaste na causa do bem, guarda-te em serviço constante e, usando paciência e amor, certamente vencerás.
De uns tempos pra cá
telefone, bicicleta
minhas saídas mais secretas
tô pensando em deixar
dê no que tiver que dar
seu amor me basta ter
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá
Coisas são só coisas
servem só pra tropeçar
têm seu brilho no começo
mas se viro pelo avesso
são fardo pra carregar
Natal é o maior dos dons,
Nas celestes alegrias,
Que nos ensina a ser bons
Com Jesus todos os dias.
Natal! Barcarola em prece...
Revelação!... Maravilha!...
Na Manjedoura que brilha
Ganha a paz vida e louvor...
É a glória de Deus que desce
Envolvente, bela e pura...
E a Terra põe-se à procura
Do Reino de Luz e amor.
Cada vez que o Natal volta de novo
A contar e fulgir,
Cristo retorna ao coração do povo,
aclarando o porvir.
Natal!... O mundo é todo um lar festivo!...
Claros guisos no ar vibram em bando...
E Jesus continua procurando
A humildade manjedoura do amor vivo.
Natal! Eis a Divina Redenção!...
Regozija-te e canta renovação,
Mas não negues ao Mestre desprezado
A estalagem do próprio coração.
Aprendɑ ɑ viver dentro dɑs suɑs possibilidɑdes.
Buscɑr umɑ vidɑ de ɑpɑrênciɑs, forɑ de suɑ reɑlidɑde,
só o levɑrá pɑrɑ um ɑbismo sem voltɑ.
Construɑ ɑ suɑ vidɑ ɑos poucos,
lutɑndo ɑ cɑdɑ diɑ e extrɑindo dɑ vidɑ
o que elɑ tem de melhor – ɑ simplicidɑde.
Nina diz que, embora nova
Por amores já chorou que nem viúva
Mas acabou, esqueceu
E ela sempre se perguntava qual era o problema
Amava muito?
Sofria muito?
Sentia muito.
Vovó a colocou no colo e explicou a situação:
Amar não é problema
As pessoas são.
Não deixe se enganar mano, não vai cair maná do céu, nem pão nem peixe nem pastel, mais mande logo um cartão postal, quando chegar no nirvana.
Seis da tarde
Como era de se esperar
Ela pega
E me espera no portão
Diz que está muito louca
Prá beijar
E me beija com a boca
De paixão...
Depois de passar pela escuridão, você descobre que a luz não está no fim do túnel, a luz está em você
TAPERA ESQUECIDA
De passagem no Sertão,
Eu parei pra contemplar
A tristeza de um lugar
Esquecido num grotão.
A palavra solidão
Não descreve uma tapera
Tão deserta que coopera
Com o vil termo ruína...
A Caatinga Nordestina
Dizimada não prospera!
Na tapera eu vi sentido
D’um celeiro de lembrança
E lembrei que fui criança
Num lugar bem parecido.
Senti-me desprotegido,
Órfão de identidade
Tomado pela saudade
Do meu tempo pueril...
Retomei o meu perfil
Com certa dificuldade!
No terreiro desolado,
Um grande mandacaru,
Ao longe pés de umbu,
Pinhão na cerca trançado
Que apesar de estar florado
Parecia mais alerta
Naquela cena deserta
Como um aflito recado
De um chão desertificado
Em decadência, na certa.
Apenas um solitário
Concriz catando no mato
Na calha de um regado
Seco compondo o cenário,
O pássaro qual relicário
Trouxe-me sinal de vida.
Apressei minha partida
Um tanto impressionado
Por ali ter contemplado
A tal tapera esquecida.
SOB AVARIA
Sinto-me sendo punido,
Porque o véu da poesia
Fez de mim um ser ungido
No parnaso e na porfia
Da verve que alimenta
Os poetas de magia.
Só sendo castigo ou erro
Em minha epigenesia...
Quem sabe minha genética
Ocorreu sob avaria?
Sou como espuma-do-mar
Dispersa na maresia!
Na ruminação do tempo
Tenho buscado trazer
O fardo que me pertence
Sorrindo, pra não sofrer,
Na ordem do crescimento
Das malhas do meu tecer.
Causei ciúmes no amor
Que um dia me amou também,
A despeito dos meus versos
Procurou me ver além...
Mas restou-me a poesia
Por ser o meu único bem!
O ROUXINOL E EU
Por vezes, quando eu canto, o rouxinol
Responde-me trinando o seu cantar,
Mas sei que ele quer mesmo é me agradar
Nas manhãs que saudamos ao deus sol.
O meu trovar tropeça em tom bemol
Já que o meu canto é simples laurear...
E o rouxinol, contralto singular
Que por si só encanta, qual farol!
Mesmo assim eu me sinto tão feliz
Por ser de cantador, um aprendiz
Que vive a declamar os versos seus.
O rouxinol e eu, consortes somos,
O que já me é bastante, pois compomos
Ajustado dueto... Préstimos meus!
ENTRE TANTOS PASSARINHOS
Há dias que sou amor
Espalhando alegria...
Em outros sou beija-flor
Sendo a própria Poesia
Do Reino da Natureza
Onde infinita beleza
Ao vento é melodia!
Beija-flor em um jardim
Traz vida, ornamentação
E serve de trampolim
Para toda floração
Como fosse querubim
Ou rosto de arlequim
Espalhando ilusão!
Vejo como complemento
Das flores, o beija-flor
Que vive sempre sedento,
Não renega seu amor
Entre as flores tão singelas.
Quase sempre abro as janelas
Para alcança-lo onde for!
As vezes as consequências
O obriga fazer seus ninhos
Em urtigas venenosas,
Bem no meio dos espinhos
Em qualquer recanto achado.
Beija-flor é abençoado
Entre tantos passarinhos!
TODO TEMPO O TEMPO TODO
Majestosa é a natura
Que apresenta fauna e flora!
Coloração se mistura
No Vergel a toda hora!
Eu que sou um nordestino
Que tem força igual bambu,
Meu contemplar vespertino
Exalta o mandacaru!
Sobre o bem viver das aves
Quase sempre me debruço...
Porque vivem sem entraves,
Com Deus controlando o pulso!
Todo tempo o tempo todo
Pulsa a vida em nosso ser,
Não importa, se no lodo,
Ou onde o ente viver!
"A Poesia é" mui bela...
Nos eleva às alturas...
E nos faz navegar nela
Sobre mares de ternuras!
MANDACARU EM FLOR
A flor do mandacaru
Traz beleza e esperança
Ao semiárido cinzento,
Qual marco de confiança,
A transmitir singeleza
À Caatinga, à natureza,
Num sugerir de aliança.
Desabrocha entre espinhos
Esbanjando majestade,
No atrair de passarinhos
Que a beijam com bondade.
Mandacaru faz-se grato,
Floresce solo, no mato
Seco, mostrando humildade.
O mandacaru em flor
Devolve vida a savana,
Mata branca nordestina
Que de seca, desengana!
Bendito seja o cardaeiro
Que junto ao juazeiro,
Mostra resistência e gana!
Salve o vermelho fruto
Do mandacaru primeiro,
Sã porção que alimenta
A atraídos pelo cheiro,
Passarinhos, roedores,
Que desfrutam dos primores
Presentes no tabuleiro!
A política, a Religião e o Futebol só serve para dividir o povo, são paixões capazes de imbecilizar o homem, pois, toda contestação é inútil. Discutir racionalmente com o outro uma opinião de origem afetiva ou mística só terá como resultado exaltá-lo.
Visto que os tolos acreditam que politica, religião e futebol não se discute, por esse motivo os ladrões continuam no poder e os falsos profetas continuam a pregar, conscientes de que o melhor catalisador para o emburrecimento é o apego incondicional a uma ideologia.
Todos sabemos que a Política, a Religião e o Futebol há muito tempo tornou-se a arte da conquista e da conservação do poder e a luta contra essas instituições são difíceis, porque elas são organizados, e nós não.
Com adaptações de Chico Nauta
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