Mensagens de Ânimo e Coragem

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Há dias em que a esperança veste roupas velhas e disfarça o medo. Ela caminha pela sala, tropeça, ri, insiste em ficar. Não é heroica, é teimosa e essa teimosia me sustenta, um ato minúsculo que repele a avalanche de desistências.

A esperança às vezes é só isso: uma vela pequena num quarto grande. A vela não engana, sua luz é frágil e treme ao primeiro vento. Mas enquanto arde, confessa coisas que o escuro se recusa a dizer, e eu me agarro a esse fio de chama como se fosse um novelo de sentido.

A esperança, às vezes, é um fósforo mal aceso. Basta um sopro e ela some, mas volta a arder. Eu coleciono fósforos na caixa do costume. Quando a noite aperta, acendo como quem pede socorro. E a chama pequena faz todo o caminho parecer possível outra vez.

Há noites em que a esperança veste roupas de luto. Parece estranho, mas existe beleza até nisso. Aceitar o luto como parte do caminho é bem-vindo. Porque nele às vezes surge um novo broto. E o broto é o começo de outro começo.

A esperança às vezes é um rascunho reaproveitado. Não tem a pompa do novo, mas carrega história. Reutilizo, retoque, e faço dela peça que serve. Nada de desperdício quando o que se tem é pouco. E o pouco, bem cuidado, chega longe.

Quando a saudade alcança, não nos dá esperança, só dá pancada, vem sem aviso, acerta o peito, desorganiza o fôlego e nos lembra, com brutal delicadeza, que houve amor onde hoje só mora o vazio.

A esperança madura não exige certezas absolutas. Ela cresce em terreno de perguntas bem feitas. Satisfeita com pouco, ela floresce mesmo na escassez. Cultivá-la é trabalho de jardinagem diária. E os frutos, quando vêm, têm sabor de testemunho.

Nasci com um cansaço atávico, como se minha alma carregasse o peso de séculos e a esperança estivesse permanentemente em débito.

Minha mente é um território hostil após a meia-noite, lembranças andam armadas e a esperança raramente faz o turno da noite.

Minha esperança é uma sobrevivente teimosa, mesmo ferida e sem fôlego, ela insiste em se manifestar nos escombros.

A esperança é uma visita inesperada, ela senta em silêncio, não promete nada, mas sua presença torna o ar menos pesado.

O tempo é um alfaiate cruel que vai apertando nossas roupas de esperança até que não consigamos mais respirar sem sentir a costura do passado nos sufocar. Aprendi a andar nu de expectativas, vestindo apenas a pele crua da realidade, por mais fria que ela seja nas manhãs de junho.

A esperança é uma teimosia quase sagrada que insiste em existir mesmo quando tudo dentro de você já desistiu.

Eu permaneci não porque havia esperança, mas porque algo em mim se recusou a obedecer ao fim.

Existe uma esperança que não salva, ela não acende luz alguma. Não guia, não aquece, fica ali, mínima, quase ausente, como a fresta estreita por onde o ar insiste em entrar quando tudo já deveria ter sufocado. É estranha, silenciosa, não promete futuro, nem redenção, apenas suspende o fim. Há dias em que ela pesa mais que o próprio desespero, porque continuar, mesmo sem horizonte, exige um tipo de coragem que ninguém celebra, um tipo de fé que não se nomeia. Ainda assim, ela permanece, como um resto de pulso sob a pele fria, como um corpo que não sabe mais viver, mas também não aprende a desaparecer, não é luz, mas também não deixa escurecer.


- Tiago Scheimann

Viver é equilibrar-se no fio da navalha entre a memória que nos prende e a esperança que nos puxa, tentando não cortar os pés enquanto caminhamos em direção a um futuro que nunca promete nada, mas que nos seduz com a possibilidade de um novo amanhecer.

"As profecias bíblicas não são para produzir medo, mas sim esperança nos salvos."

AINDA HÁ ESPERANÇA


Na Amazônia, coração da Terra,
Agora impera, a seca e o silêncio,
onde havia vida sem fim.
Árvores secas, rios vazios,
Um eco de desolação, um sonho ruim.


O homem, cruel e implacável,
Queima a floresta, sem piedade,
O verde desparece,
Deixando cinzas e tristeza.
Os animais buscam refúgio,
Em áreas remotas, sem abrigo.
Os indígenas choram,
Porque sua terra corre grande perigo.


Mas ainda há esperança,
Na chuva que volta, na vida que renasce.
A Amazônia, resiliente,
Se recompõem e se renova.
Nossa responsabilidade,
É proteger e preservar,
Para as gerações futuras deixar,
Um legado para uma vida nova.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

*Grito da Liberdade*

Eu mudei sim, eu era doce, mais leve, cheia de esperança.

Mas fui testada até o meu limite.

Confundiram minha calma com fraqueza.

Pisaram, cobraram, machucaram.

Quando reagi, me chamaram de louca e exagerada.

Quando cansei, disseram que mudei, me tornando egoísta.

Mas ninguém viu o que fizeram comigo, ninguém sentiu e nem se redimiu.

Esperaram eu partir para sentir algo sobre mim.

Eu peguei o pouco e construí o meu muito.

Ergui-me do nada e sem ninguém.

Você pode mais do que imagina,

E, quando se ergue, é uma força da natureza.

Às vezes, se defender é o único jeito de continuar de pé,

E a sua voz é um grito de liberdade.

Não se omita quando se sentir sufocada.

Grita!!!

Esperança na espera
Uma sala vazia
se acha agora
Um relógio
num tic-tac⁠
Marca a hora.
E arrasta o ponteiro
O dia inteiro!
Conto a respiração
ao invés das horas.
E aprendo que silenciar
é abrir-se por inteiro.