Mensagens de Amor para Recem Casados

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A intolerância irracional de muitos escusa ou justifica a hipocrisia ou dissimulação de alguns.

A maioria das mulheres quase não têm princípios: conduzem-se pelo coração e, quanto aos seus costumes, dependem daqueles a quem amam.

Nunca a polícia terá espiões comparáveis aos que se colocam ao serviço do ódio.

O amante é um arauto que proclama onde existe o mérito, o espírito ou a beleza de uma mulher. Que proclama um marido?

Agrada-nos o homem sincero, porque nos poupa o trabalho de o estudarmos para o conhecermos.

Para o homem, apenas há três acontecimentos: nascer, viver e morrer. Ele não sente o nascer, sofre ao morrer e esquece-se de viver.

Depois do espírito de discernimento, o que há de mais raro no mundo são os diamantes e as pérolas.

As paixões perdoam tão pouco quanto as leis humanas, e raciocinam com mais justeza: não se apoiam elas numa consciência que lhes é própria, infalível como o é um instinto?

Quem sem descanso apregoa a sua virtude, a si próprio se sugestiona virtuosamente e acaba por ser às vezes virtuoso.

Os homens são poucas vezes o que parecem; eles trabalham incessantemente por parecer o que não são.

Não devemos julgar os homens por aquilo que eles ignoram, mas por aquilo que sabem, e pela maneira como o sabem.

O pretexto normal dos que fazem a infelicidade dos outros é de quererem o bem deles.

Não existe vício que não tenha uma falsa semelhança com uma virtude e que disso não tire proveito.

Pecado e inferno estão casados, a não ser que o arrependimento anuncie o divórcio.

Eu sempre supus que o amor era uma desvantagem perigosa, obrigado pela prova definitiva.

"Pena que agora é tarde"
"Não. Quando falamos de amor, nunca é tarde."

A maioria das recém-casadas trata a felicidade como uma droga amarga; engolem-na dum trago sem a saborear.

O amor-próprio dos tolos desculpa o das pessoas inteligentes, mas não o justifica.

O nosso amor-próprio exalta-se mais na solidão: a sociedade reprime-o pelas contradições que lhe opõe.

Mors Amor

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"