Mensagem Póstuma
Poema Para Paulo Leminski
vai
meu amigo
desta vez
não vou contigo
a morte
é um vício
muito antigo
só que nunca
aconteceu
comigo
pode ir
que eu não ligo
eu fico por aqui
separando
tijolo do trigo
A noite chega, e agora começa a minha vigia. Não terminará até a minha morte. Não tomarei esposa, não possuirei terras, não gerarei filhos. Não usarei coroas e não conquistarei glórias. Viverei e morrerei no meu posto. Sou a espada na escuridão. Sou o vigilante nas muralhas. Sou o fogo que arde contra o frio, a luz que traz consigo a alvorada, a trombeta que acorda os que dormem, o escudo que defende os reinos dos homens. Dou a minha vida e a minha honra à Patrulha da Noite, por esta noite e por todas as noites que estão para vir.
Sempre detestei a necessidade de dormir, assim como a morte ela coloca até os homens mais poderosos sob suas costas
A morte do amigo nos leva junto
Nos rouba o passado e apaga o futuro
Perdemos o melhor de nós mesmos
Resta a casca,
Os planos, as boas intenções perdem o sentido.
Parece que recomeçamos do zero, derrotados
Não, não tenho um final feliz pra contar
Estamos sempre entre a vida e a morte, esperando para continuar. No final, nós aceitamos. Fazemos as pazes com o diabo e seguimos em frente.
O amor é maior que o pecado, que é fraqueza e vaidade. Ele é maior que a morte; está sempre disposto a aliviar e a perdoar; sempre disposto a ir ao encontro do filho pródigo. Tal revelação do amor e da misericórdia tem na história do homem uma forma e um nome: Jesus Cristo!
Preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue.
Botão de Rosa
Nos reconcavos da vida jaz a morte
Germinando no silêncio.
Floresce como um girassol no escuro.
De repente vai se abrir.
No meio da vida, a morte jaz profundamente viva.
O POETA PEDE AO SEU AMOR QUE LHE ESCREVA
Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.
Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de kordiscos e açucenas.
Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.
( tradução: William Agel de Melo )
Aceito a morte não apenas por ser inevitável, como também construtiva. Se não morrêssemos, não apreciaríamos a vida
Você se importa tanto que sente como se estivesse sangrando até a morte de tanta dor.
Eu sozinho sou mais forte
Minh'alma mais atrevida
Não fujo nunca da vida
Nem tenho medo da morte
Eu sozinho de verdade
Encontro em mim minha essência
Não faço caso de ausência
E nem me incomoda a saudade
Eu sozinho em estado bruto
Sou força que principia
Sou gerador de energia
De mim mesmo absoluto
Eu sozinho sou imenso
Não meço nunca o meu passo
Não penso nunca o que faço
E faço tudo o que penso
Eu sozinho sou a Esfinge
Pousado no meio do deserto
Que finge que sabe o que é certo
E sabe que é certo que finge
Eu sozinho sou sereno
E diante da imensidão
De toda essa solidão
O mundo fica pequeno
Solidão!!!
Eu sozinho em meu caminho
Sou eu, sou todos, sou tudo
E isso sem ter contudo
Jamais ficado sozinho
Em nossos dias, mais que a ausência ou a morte de Deus, é proclamado o fim do homem.
(Dilemas de época)
- Relacionados
- Homenagem Póstuma
- Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
- Frases de despedida para refletir sobre finais e recomeços
- Frases de saudade para dizer tudo o que o coração sente
- Textos de Saudade
- 63 mensagens de falecimento para confortar uma perda
- Frases de saudades de quem morreu para manter viva a sua memória
