Mensagem para Mim

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Em mim vive Araverá
sob o toborochi.
Trazes tudo de colibri,
tu me envolveste
e assim me seduziste.


Cortejando-me total
com o teu caporal,
de ti não paro de querer
o tempo todo o sideral.


Não sei se é delírio
ou muito perto disso:
insisto ser o teu destino.


Tudo tem sido motivo
para deixar bem claro isso.

A IA para mim é uma bússola, mas não a constituição total da informação ou da verdade.


Eu uso a IA, mas dependendo do tema vou pedindo fontes para a própria e buscando outras.

Atados por dentro,
abrindo o peito
e habitando a alma,
Para mim nunca
fostes estrangeiro,
O nosso sentimento
não é passageiro,
Não há um só
dia que não te queira
comigo em Rodeio.

Muito brega o candidato do vote em mim porque eu sou um coitado.


Ninguém merece votar em coitado...


Respeite a inteligência dos eleitores!

O mundo para mim está polarizado em quem é a favor do neocolonialismo e quem é contra o neocolonialismo.


Esquerda, centro e direita só são embrulhos em alguns casos.

Uma porção de mim encontra
o que dizem ter sido descoberto
há pouco mais de cinco séculos.


Historicamente, quase ninguém
fala que ela foi invadida;
vive no limiar entre a morte e a vida,
é sobrevivente da morte em vida,
resiste a isso tudo: é ameríndia.

Borboletas nômades
dão asas às melíades
da ancestralidade.


[Todas vivas em mim.]

"Na moral... você só nasceu na década errada. Está tudo certinho para mim: corpo, cabelo, sorriso, o olhar, inteligência e os passos que você dá... Tem uma mistura às vezes meiga, mas forte também. Eu admiro sua essência toda, que é incrível. Só o detalhe da década errada... se não fosse isso, eu acho que teríamos uma conexão ainda mais especial."

Há um desejo em mim
que não faz barulho,
mas pronuncia seu nome
o tempo inteiro.

O Turbilhão


Existe um vendaval morando em mim.


Ninguém o vê.
As pessoas enxergam o meu sorriso,
as minhas palavras,
os meus poemas.
Mas ninguém escuta o barulho dos destroços que carrego por dentro.


Há dias em que tudo o que eu quero
é ir embora.


Ir embora das expectativas,
das decepções,
das promessas quebradas,
das portas fechadas,
das pessoas que só lembram de mim quando precisam.


Quero ir embora da culpa que me veste,
do cansaço que me acorda,
das batalhas que ninguém imagina que luto.


Mas, no fundo,
não quero desaparecer.


Quero encontrar um lugar
onde eu possa respirar sem pedir desculpas por existir.


Quero voltar para mim.


Porque há muito tempo
venho morando na vida dos outros
e esquecendo de cuidar da minha.


Talvez esse turbilhão
não seja um fim.


Talvez seja a tempestade
arrancando tudo aquilo
que nunca foi abrigo.


E quando o vento passar,
se passar,
espero encontrar entre os escombros
a única pessoa
que nunca deveria ter abandonado:


eu.

Tantas tacadas eu já peguei,
que o acesso à mim mudou de lugar.
Hoje, quem quiser entrar,
precisa saber ficar.


Não abro mais portas
pra quem chega fazendo barulho,
nem entrego meu caos
pra quem nunca soube cuidar do meu silêncio.


Intimidade não é presença,
é permanência.

Hoje eu observo antes de abrir.
A última vez que confiei sem filtro,
quase me perdi de mim.

Os desejos são por mim, e eu me alegro.

Não pela inveja que desperto,
mas porque aprendi a reconhecer meu próprio valor.

Quem deseja ocupar meu lugar
talvez não saiba dos caminhos que percorri,
das noites que atravessei
e das marcas que carrego em silêncio.

Eu me alegro,
porque finalmente entendi:
não é sobre ser melhor que alguém,
é sobre ter me tornado alguém
que nem eu mesma imaginava ser.

Sou uma fonte que transborda.
O problema é que, de tanto receberem de mim, muitos se esquecem de que até uma fonte seca, quando ninguém a alimenta.

A FEBRE
Quando o sol se despede,
uma chama se acende em mim,
não de calor do dia,
mas de um fogo que vem de dentro,
sutil, insistente,
que me envolve no escuro.
Durante o dia, rio e caminho,
o mundo me segura, me distrai,
mas a noite… ah, a noite
me consome como brasa viva,
sussurra meus medos,
faz dançar a febre que carrego.
Procuro a calma nos lençóis,
na respiração que estica e solta,
no silêncio que às vezes dói,
mas que me ensina a ouvir
a voz do meu próprio peito,
a poesia da minha febre,
que queima e revela
quem eu sou quando ninguém me vê.

"Ofereci confiança, oportunidade e parte de mim em forma de negócio.
Era amor, era fé, era acreditar no outro.
E quem não correspondeu, quem não valorizou, mostrou apenas sua própria medida.
Não perdi nada: Só reconheci onde minha energia vale e onde não deve ser desperdiçada.
O valor não está no que dei, mas em quem sou.. Inteira, lúcida e inteira de novo."

"Às vezes, algo desperta em mim sem aviso.. Uma brisa que chega de repente, um cheiro que carrega lembranças que não sei nomear, um calorzinho antigo que tinha se escondido. É uma sensação sutil, quase secreta, que me envolve e me lembra de que há partes minhas que dormiam, e agora estão acordando só pra me fazer sorrir por dentro."

Fragmentos de mim

me olho e não me reconheço,
mas ainda sinto, ainda escrevo.
a dor insiste,
mas eu aprendi a dançar no meio dela,
mesmo com tudo do avesso.

“Quero que conheça um pedacinho de mim” é a forma mais doce de dizer me importo com você.

Sou feita de restos que insistiram em ficar,
pedaços que o tempo não quis levar.
Metade de mim é calma aprendida,
a outra metade ainda é incêndio que não se apaga.