Mensagem para Irmã

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"Do alto ela observa tudo,
entre tudo que ela vê,
a lua percebeu você.

Viu que todos os dias
a mesma hora, você esta aí,
sentada sob as constelações.

A lua se encantou com sua beleza
e todos os dias que pode,
ela tenta ficar mais semelhante
a você, por isso, hoje a noite
esta tão linda."

Inserida por HERBERTSOUTO

“Uso você sem sua permissão,
Admissão ou qualquer sinônimo de autorização,
Uso-a como inspiração.

Ao falares, é como se ouvirá uma canção.

Geniosa como és,
Se não quiseres falar;
- Problema seu!

Para mim, só não estarás verbalizando,
Mas, seus traços continuam falando.

Os teus olhos me revelam profundidade.

Seu sorriso, me alegra,
Me faz parar no tempo,
Nesse curto espaço,
O mundo parece justo,
Por haver riso entre os lábios de quem merece.”

Inserida por HERBERTSOUTO

"SOBRE VOCÊ

A seu respeito tenho MEDOS,
Note a complexidade, MEDOS;
Tenho MEDO da exposição a você
Pelo que me causa, provoca e motiva.

MEDO maior por sua ausência,
Pois assim intensifico sua presença
De modo mais abstrato e criativo.

Sou pressionado por meu intelecto
A criar e recriar você de formas que
Só minha perspectiva é capaz.

Mas, acho que nenhum dos MEDOS
Que sua ausência me causa é maior
Do que o MEDO da inércia;
- ACOMODAÇÃO É MORTE!

Posso dizer que a ausência
Da sua presença me faz morrer um pouco.
Um pouco a cada dia, então cabe aqui;
- MORRER AOS POUCOS!"

Inserida por HERBERTSOUTO

“Aprendi da forma mais dolorosa possível que os direitos de um réu são o lema da humanidade:
“-... o que você disser poderá ser usado contra você no tribunal”

Inserida por HERBERTSOUTO

“Se e as críticas são para o crescimento, por que me sinto cada vez menor todas as vezes que lembro delas?”

Inserida por HERBERTSOUTO

“Ela se foi,
Não sei onde encontra-la,
Sempre a elogiaram,
Eu a tinha como tão comum, que
Até achava exagero.

Hoje, que ela se foi,
Percebi quão preciosa ela era,
Essa ausência me causa um vazio tão grande
Que por vezes penso em tomar do cálice supremo,
E por fim ter a solução desta grande perda.

Mas, antes disso lhe deixo um recado;
- Onde estiver, esteja melhor do que eu Alegria."

Inserida por HERBERTSOUTO

“SER HUMANO

Por quê ser humano,
Porque ser assim?
Qual a fonte de tuas ações?
De ondes espelha esse
Gesto rude e insensível?

Por ventura, só houvera em ti
Sentimentos maus e sombrios?

Até quando te estendem a mão, desconfias;
- O que quer este estranho?
Por quê ser humano?
Ao acaso está é tua natureza?
Isso é, ser humano?”

Inserida por HERBERTSOUTO

“Sol, não quero mais vê-lo,
Que minha última memória
Seja a de uma noite fria e chuvosa,
Onde amarguei a fio cada minuto.”

Inserida por HERBERTSOUTO

“O sorriso evita muitos males,
- Ele se foi!
Me deixou, atolado em descontentamentos.”

Inserida por HERBERTSOUTO

“Dizem que quando estamos prestes a morrer,
Um filme passa bem a nossa frente,
- Estou bem acomodado, por favor, pode começar.”

Inserida por HERBERTSOUTO

"MOTIVO

Preciso de um motivo mais nobre para viver!
Da realidade que vivia não tenho mas posse,
Sinto agora nada mais além de um grande vazio,
Em um imenso vácuo com o grito incessante do silencio.

Preciso de um motivo mais nobre para viver,
A grande questão é que não encontro,
E parece ficar ainda mais difícil na medida em que maquio esse estado com um uma piada ou brincadeira leviana e superficial a fim de ter um sorriso ainda mais superficial, com a infeliz falsa esperança de que esse poço de tristeza se esvazie, mas, só continuo nessa incessante tentativa porque sempre esqueço que é um poço e que ele sempre vai brotar.

Preciso de um motivo mais nobre para viver!
Mas, com essa companhia, o silêncio, fica difícil de ter ideias.

Preciso de um motivo mais nobre para viver,
O inerte silêncio não é um bom companheiro,
Ele insiste em chamar sua companheira loucura para se juntar a nós."

Inserida por HERBERTSOUTO

“Minha paixão,
Venha depressa,
A ansiedade já
Me aperta o peito,
Apressa-te, querida morte.”

Inserida por HERBERTSOUTO

eu passaria minhas noites em claro ao seu lado, ouvindo suas declarações falsas e retrucando com verídicas, em alguma cidade insignificante, para pensamentos insignificantes e para um amor, desgraçadamente,
insignificante.

Inserida por crymearivxer

PARADOXAL

Silêncio por favor!

Vês como estou feliz?
Ópio de teus júbilos descasos
Trancafia-me nesta minha, tão conhecida tua, esperança
Não vês agora minha tristeza?
Ousas tirar de mim tal ilusão?
Como podes tirar a minha droga de esperança?
Vício que acaricia ao me me espancar

Como ousas não me machucar?
Teu sadismo me acalente
Ao longe tu ris até de fratura exposta
Mostrando o cálcio que tu usas
Para erguer este império de mentiras.

Majestosa construção!

Ora Alice, quanto mais de propósito
Me jogo neste seu país de maravilhas,
Mais perto fico de sua distância
E quanto mais teimo em permanecer
Pior se torna a volta.

Sabes tanto quanto eu que tudo não passa de fantasia, de finitude plena, mas a liberdade de sonhar estar contigo, me desanima da realidade, tão infinita e instintivamente tácita.

......em um suspiro,
Percebo que voltei, ouço o silêncio e a incalculável escuridão,
Ouves tais gritos?
Volto ao normal,
Retorno à minha ida...
Mas espere...

Vês como estou feliz?

Inserida por jorge_andre_gasperin

DUROS DIAS

Ó adorável Dora Doralice
Diga-me, o que desejas?
Dois dias depois de alguns dias distraidos e distantes
Dá a mim uma desagradável dúvida
Desde a despedida, os dias dominam a degeneração do meu cotidiano
E a dinâmica de minha desilusão
Discute, e dispõe-se a lhe dizer:
Duras tantos dias por desgosto?
Ou diz não dizer, para não deixar tão a Deus dará?
Durante o dia deprecio duas declives depressões
Da minha e da tua
Diria eu distintas
Mas não dito, pois tu não me disseste das suas demandas
Despercebido deserto de deplorável desgosto
Desfaz-se destas ideias
Debelar-se é um demérito
Se diante de tais decepções desesperar-se
Delata dos teus débeis desabafos
Duvido eu dispensar
Mas, se durante tal diálogo, dependência de você eu demonstrar
Não só peço, desejo, demonstro,

Diversas

Desculpas.

Inserida por jorge_andre_gasperin

O EU E O AMANHÃ

Finges não me ouvir
Finges não me ver
Ignora minha efêmera existência

A noite morro
Entrego ao sono meus resquícios de lembrança
À manhã
Um outro que não eu
Ignora o meu velar
Com os restos do cadáver recompõe as não suas idéias
OLHA A HORA
Falho ser novo
De novo se atrasa
E de tanto ser novo
Possui um velho pensar

Inserida por jorge_andre_gasperin

MANEQUIM

Longos cabelos de plástico
Falsos olhos, armados de arame
Cheiro artificial, corpo em fogo
Flores mortas
Química pura

Amor próprio, apenas por próprio amor dos outros
Hipovascularização, hiper hipócrita, hipnotizante...
Uma vida em incontáveis divisões
Todos de tua, nenhuma para si

Aparentemente ilusória altura
Impostora pele, cor mendaz, toque sintético
Intocável boca
Vermelha, falsa, lilás

E no fim, nada,
Tudo a todos,
Em todos nada
Todos em tudo
A si nada, nem ninguém

Inserida por jorge_andre_gasperin

DOÇARIA

Se tendes a ser doce comigo
Diabetes? Eu? Não.
Apenas tenho insuficiência de insulina,
E alguns problemas com amigos.
Insuficiência renal? Eu?
Sou suficientemente capaz de saber que um rei como o próprio,
Não deixa de reinar por falta de um trono. Tolas pedras matemáticas,
Somam-se de uma em uma
Falhas em copiar a dor que tu me trazes.

A tangente lhe proporciona a oportunidade de ser moça,
Um doce,
Bomba de lactose.
Intolerância? Em mim?
Sou tolerantemente tolerável o bastante
Para tolerar qualquer tolice sua,
Se ao todo e por toda,
Sem sombra de dúvidas e sobretudo,
Fizeres por mim.

E o calor deste veste sobre meu corpo nu, Tanto quanto o seu,
Já me basta para dormir,
Sem nem ao menos precisar sonhar.

Inserida por jorge_andre_gasperin

E SE...

O ato de ser, estar, pensar
Nos permite um mundo ilusório
Onde, como se em uma ficcional ilusão,
Voltar e refazer toda uma vida
Parece não tão improvável
Quanto a real impossibilidade.

Inserida por jorge_andre_gasperin

TER E TENTAR

Estar com outro
Não é estar
Sentir, consentir
Nada mais é do que um lapso do que não foi
O que poderia ser, imaginar,
Talvez em outra linha temporal
Uma chuva sem previsão, um baque, um pingar
Talvez no final, não seja como não é,
Não seja o que você achou que seria, talvez,
O desejo, uma perspectiva de algum outro "e se?"
Nos escapa de um limite natural,
A dor de não ter algo que de fato não é tudo que não pude ter,
Ecoa, marca e demarca um decurso lacunar, Tira o gosto do estar,
Tira ao todo a função máxima de ser; viver.

Inserida por jorge_andre_gasperin