Mensagem para Alguém Especial que Morreu

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Quando olhar para o abismo tenta te paralisar, lembre-se: a ponte só existe porque alguém ousou construí-la.

Como alguém pode provar que ama o mundo inteiro? É impossível. Essa universalização CRISTÃ forçada estraga o conceito: se sou obrigado a amar meu inimigo da mesma forma que amo meu irmão, então esse amor não vale absolutamente nada!

Se alguém se declara "ex-ateu" e não apresenta nenhuma prova de que já defendeu o ateísmo, isso pode ser apenas uma mentira, e uma forma de chamar atenção!

Negar a evolução é a maior prova possível de que alguém é menos evoluído.⁠

Se alguém sofre eternamente no paraíso ao lembrar dos que ama condenados ao inferno, então o paraíso revela sua contradição: não há apenas um inferno, mas dois.

Você pode ser o melhor amigo de alguém, mas não se engane, ele não é seu "amigo", ele nunca levantará um dedo para te ajudar. No final, você é só o estoque de caridade emocional que ele vai visitar quando a solidão bater.

O indivíduo é a média de sua trajetória, não é definido pela versão final. Se alguém defendeu o ateísmo a vida inteira e converteu-se no último mês de vida, a história deve registrá-lo como ateu.

A fé genuína se basta. Quando alguém dedica a vida a convencer ateus, talvez não esteja combatendo a descrença alheia, mas a própria dúvida que o corrói.

A doença não respeita virtudes nem crenças. Não importa o amor que alguém transmitiu, o caráter que construiu, a inteligência que possui ou a fé que carrega. Às vezes, ela simplesmente chega devorando a todos, sem explicação e sem justiça.

Se religião de fato salvasse alguém, Jesus não teria terminado pendurado numa cruz. A cruz é a maior evidência de que fé e imunidade ao sofrimento não são sinônimos.

Existe uma contradição no desprezo declarado: ao anunciar que alguém não importa, você demonstra que essa pessoa ainda importou o suficiente para receber sua voz.

O réu é muitas vezes o ponto final de uma narrativa que alguém roteirizou mal.

“A liberdade jurídica começa onde termina o direito de alguém transformar sua vontade em destino dos outros.”

A justiça não começa quando o juiz decide, mas quando alguém é capaz de ouvir o outro sem desejar puni-lo.

Toda violência institucional começa com uma pequena exceção concedida à dignidade de alguém.

A justiça não pergunta apenas quem venceu a luta; pergunta por que alguém precisou lutar para ser reconhecido.

A justiça começa quando a vítima deixa de ser apenas alguém que sofreu e passa a ser alguém cuja palavra importa.

O abuso começa quando alguém descobre que pode ferir outro ser humano sem precisar responder por isso.

Prender alguém pode retirar uma ameaça das ruas; prevenir o crime pode retirar uma geração inteira do caminho da violência.

A corrupção é o momento em que alguém decide que sua vontade vale mais do que o direito dos outros.