Mensagem para Alguém Especial
Clame com todas as suas forças para Aquele que perdoa os seus pecados, até que tenha o amor de Deus derramado em seu coração.
Descobri que o amor de verdade dói, mas não aprisiona. Não cria cárceres emocionais, não rompe limites saudáveis, nem sequestra a paz de quem ama.
Ele nasce de uma maturidade silenciosa, daquela que compreende que amar não é possuir, mas cuidar. É uma espécie de fé depositada em quem enxergamos de verdade, para além das aparências, reconhecendo tanto a luz quanto a sombra que habitam o outro.
E, justamente por vê-lo inteiro, escolhemos potencializá-lo.
Há pessoas que, simplesmente por existirem, mudam tudo. Trazem consigo algo que beira carinho, ninho, presença. Tornam-se cuidado, cumplicidade e abrigo, tanto naquilo que possuem quanto naquilo que lhes falta.
Porque o amor maduro não ama apesar das faltas; ama também através delas.
E talvez seja essa a sua forma mais bonita: quando duas incompletudes deixam de exigir perfeição uma da outra e passam, juntas, a construir paz.
[Verso 1]
Olhar-se no espelho deveria ser
o mais simples gesto de amor,
não o altar secreto do ego,
nem um julgamento sobre a cor,
sobre o corpo, o rosto ou a idade,
sobre tudo o que o tempo tocou.
O espelho não conhece a alma,
só devolve aquilo que encontrou.
Mas existe um rosto atrás do rosto,
uma história atrás do que restou,
uma criança pedindo cuidado
e um adulto dizendo: “Eu aqui estou”.
Faça a sua parte com amor e fé.
Jesus informará ao seu pai, o dono universo sobre as suas necessidades.
PARAGENS
Boa noite, amor!
Se a noite for boa pra você...
Se for noite nas suas paragens
Não sei por onde você anda
Nunca mais um olá, uma mensagem...
Mas assim é a vida,
Uns passam, outros ficam...
Acho que fiquei
E aqui nessa periferia
Município de Melancolia,
Distrito de Saudade...
Passava um sorriso doce
Um olhar tão meigo que me fazia sonhar
Com tudo e muito mais
Com um lugar tão doce
Que tinha a meiguice de felicidade
Agora eu moro no estado do nunca
Que faz fronteira com quiçá,
Muito próximo das cercanias do jamais
OUTONOS
Às vezes o amor parece belo
Às vezes é um elo com a dor
Às vezes tudo perece
E fica só uma flor
Marcando juras de um amor eterno
Presa entre as páginas
De um caderno perdendo a cor
Às vezes nada disso acontece
E a noite fica vazia
Às frases bonitas se calam
Se perdem na monotonia
Então os poemas não acontecem
As canções se perdem na nostalgia
As flores murcham entre espinhos
Nos outonos das nossas utopias
É melhor ser chato, exagerar, se esmerar em cuidados por amor, do que por culpa da negligência, sofrer através da perda as agruras da dor.
Mentes pequenas criam preconceitos; almas doentes esquecem a empatia. Onde falta amor... o julgamento já fez moradia.
Guarde sua arrogância, seu poder e sua falta de amor. No fim, até as raízes mais profundas apodrecem. Humanos e árvores bebem da mesma fonte e compartilham o mesmo destino: secam, caem e viram pó.
Nada é mais perigoso
que o silêncio que
existe entre
duas respirações
que se desejam.
O amor é o infinito
instante em que a
pele reconhece a alma.
A vida evoca que devo continuar,
a existência permanece onde a dor grita. E o Amor ensina-me, todos os dias, que a ferida se transforma em superação, não em aprisionamento.
O amor é onde a pele aprende a pensar, um enigma que respira dentro do peito.
É o que nos desfaz para que possamos ver,
e o que nos refaz
quando já não sabemos quem somos.
No fim, o amor é isto:
um silêncio que nos reconhece
antes mesmo de chegarmos.
O amor: ensina que nada floresce
sem silêncio, e quando verdadeiro,
é sempre uma espécie de primavera interior.
O Amor é desejado por muitos mas, poucos terão a oportunidade de sentir a verdade absoluta deste excelso sentimento.
Amor é encontro de pertenças de almas, que se perderam nas vidas e nas mortes. Sem domínio, sem lugar, existindo apenas na liberdade de compartir o sentimento.
