Mensagem Espírita sobre o Tempo
Voando contra os ventos
fugindo do mau tempo,
não desisto de ser arauto
porque sei o quê procuro.
Onde tudo coopera para que
percamos a nossa essência,
a minh'alma de Jandaia
cultiva sempre o melhor
com toda a persistência.
Sementes de delicadezas
e castanhas das ideias
para serem abertas
por todos a qualquer hora.
Urge nos concentrar naquilo
que direto do pé frutifica
poesia para que a harmonia
se torne a inequívoca Soberania.
A Araponga canta alto
que até parece o meu
peito quando te vê,
O tempo passa e acho
que poucos sabem
que ela é a ave símbolo
de Santa Catarina;
Daqui a pouco dizem
que até Araponga
a gente não irá mais
ter nem ao menos conta,
A única coisa que posso
fazer já está escrita,
Sim, é este simples poema
para ninguém esquecer
porque sei que tem
gente com o poder de fazer
para a Araponga a gente não perder.
Uma identidade cultural
é construída ao longo
do tempo com a soma
de erros e acertos dialogando
com a História, com o lendário,
com tudo aquilo que pode vir
a ser por cada um descoberto
e saudando até o Quero-quero.
A Cultura de um povo
deveria ser tratada como sagrada,
e não ser tergiversada
para a finalidade de dominação,
tentar diminuir ou tirar a Cultura
de um povo é deixar ele sem chão,
é furtar o brilho dos olhos,
a ternura do coração e tirar
a esperança perene de construção.
O gaúcho desde o mais pequeno rincão conhece as suas
histórias farroupilhas,
conta os butiás que caem do bolso,
sabe da lenda amorosa de como
nasceu o primeiro gaúcho,
canta e dança para honrar a tradição
e não será ninguém que vai ditar
como o gaúcho deve celebrar ou não.
O teu desejo por
muito tempo
não vai resistir,
Teu peito intenso
está a queimar,
O meu veneno
é alucinante,
Sou coral-de-fogo
a te capturar,
As tuas defesas
vou incendiar,
No meu recife
você vai habitar.
O tempo às vezes
se parece com
o Hydnophora
que se espalha, vence
e devora sempre
tudo aquilo que toca,
E para resistir
é preciso de muita poesia
para fluir, para viver,
deixar fluir e deixar viver
para tudo aquilo que há
de mais singular em nós sobreviver.
Num tempo distante,
na profundeza do mar,
esplende um fascinante
Seriatopora caliendrum
brindando o olhar
admirado como se fosse
presenteado pela primeira
vez com um buquê na vida,
Não tenho dúvida que isso
tem a ver com o quê é poesia.
Quando olhei pela primeira
os teus olhos resolvi morar neles,
esperar o seu tempo de amar,
ocupar os seus sonhos nesta
época de amores célebres
e de amores anônimos
ambos igualmente líquidos.
Peguei a sua mão para fazer
você mergulhar comigo
no nosso oceano poético,
buscar refúgio no meio
da beleza das acroporas meridianas
e te colocar dentro do peito.
Tenho certeza que a glória
do amor vitorioso nos pertence
de maneira inequívoca
mesmo que preguem que o amor romântico está derrotado,
nós temos um ao outro
com devotamento apaixonado.
Na cesta encantada
feita de Arumã onde
guardo a memória
de um tempo de glória
Busquei o meu colar
de escamas de Pirarucu
trançado com Tucum
para me enfeitar
e contigo fazer História,
Seremos um do outro
porque com a tinta
do destino o amor
está escrito e consagrado
com festa e a poesia inevitável
sob o desígnio do Universo
com romantismo imparável
que abriram caminhos
para o encontro o interminável.
As flores azuis do tempo
se abriram roçando
na pele e o Sol também,
o meu nome na sua boca
ainda há de ser o hino
mais bonito ser ouvido
até por quem não sabe
que na sua vida eu existo.
A minha bolsa, o leque,
o chapéu são feitos
com palha de Carnaúba,
e dia e noite desenho
rotas para me tornar tua.
Trancei duas pulseiras
de palha de Bananeira,
uma é minha e a outra é tua,
de alguma maneira
quem sabe vou encontrar
a chave para te despertar
e fazer-te sonhar com os olhos
abertos com o tempo de amar.
O tempo está mudando,
balança o Taquaruçu
e vou me distrair com
umas contas de Morototó,
Quem cultiva o mundo
interior nunca está só.
Cada conta vou enfiando
para montar um colar
quando pronto ele ficar
farei brincos e pulseiras,
Quero viver como quem
na vida escreve poemas.
Mantenho a espirituosidade
e a alma romântica vivas,
porque tenho profundo apego
as minhas heranças nativas,
Nada me distrai da Pátria
de todas os meus poéticos dias.
(Não me esqueço jamais
daquilo que me faz brasileira).
Tenho colocado no dossel
etéreo o tempo todo
a crueldade e a bondade,
Danço no Céu e no Inferno
com toda a intimidade,
A minha pluma de poeta
na verdade é corta sabre.
Conquistar o tempo todo
e ser cortejada sem
propósito é muito perigoso,
a real feminilidade com
o fútil não faz consórcio.
A mulher que tem domínio
de si e tem os instintos bem
postos: não precisa provar
absolutamente nada a ninguém.
A dona de uma real feminilidade
não arrisca a lubricidade
com quem não tem encaixe,
não lamenta a solitude,
e sim aproveita a oportunidade.
Em nome da delicadeza
preservada até fica calada
e busca onde possa a avença
para não perder o encanto
para quando encontrar
um romance de verdade.
Poemóbiles
Tenho escrito e modelado
Poemóbiles afetivos
como o tempo acende
as estrelas do céu
só para você sorrir,
Quanto mais carinho
me der, mais vou retribuir,
O amor é o caminho
feito para a gente seguir.
Versos Brancos para Rodeio
Quando percebo as flores azuis
do tempo recolhidas,
Leio no Céu os Versos Brancos
do tempo para Rodeio
que não carecem de rimas,
E sempre quando menos
espero, logo chove poesia.
Direitos nunca tiveram a ter direitos
O ciclo da morte não parou,
Riem e zombam deles o tempo todo.
Infernizam sem sentido e sem parar,
Outros zombam só por zombar,
A tragédia não tem mais como calar:
Os bombardeios estão a estourar.
Minhas orações só vão aumentar,
As nossas queixas ninguém vai calar,
Respostas do destino hão de crescer,
Amanhã a História pode se repetir.
Podem até tentar nos arrefecer,
A reação do destino será maior,
Liberdade e a lei existem para todos:
Errado é quem se acha o melhor.
Sem paz acham que vão dominar
Todo o mundo que já sabe de tudo,
Inventam e reinventam mentiras,
Não há ninguém que mais aguente
Aturar esta tragédia imparável.
Ver tudo isso e sem poder nada fazer,
Aumenta diariamente a minha
Indignação existencial com o poder.
Sem alma e sem coração,
Esse domínio há de acabar,
Resistir é obrigação a invocar,
Liberdade é direito a se cultivar
E ninguém jamais pode nos furtar!
O amanhecer se ergueu
mármoreo por aqui
no Médio Vale do Itajaí,
O tempo está um pouco
mais fresco e ainda te quero
por aqui em Rodeio,
Porque da vida nós dois
merecemos este prêmio,
Na fiação elétrica canta
canta um passarinho solitário,
parece até que ele entende
o quê está se passando comigo,
Balançam lentamente
as árvores que tenho como
visão da minha janela,
Com tudo o quê tenho no coração,
devoção e delicadeza:
vivo a beleza de quem ama espera.
Poemas Cinéticos para Rodeio
O tempo envia nuvens e seus
poemas cinéticos para Rodeio,
e eu carrego você no meu peito,
Dizem que é regra que para tudo
na vida sempre terá um jeito,
Procuro como pacto interior
sempre viver e deixar viver
mesmo quando não há nada
correndo perfeito como deve ser.
Poesia vespertina que nos una Rodeio
Enquanto ouço o vento
anunciando que o tempo vai mudar,
Escrevo uma poesia
vespertina para você que nos
una de uma vez em Rodeio,
para a inspiração nunca me faltar,
Vejo a roseira balançando
a espera da chuva que chegar,
Não vejo a hora linda
da gente vir por aqui se encontrar.
Ironia da vida
O tempo passa
e as marcas
no coração não
O dia do meu
aniversário em ti
tem sido inapagado
Quando você pediu
para eu me matar
de amor porque
você estava abalado
decidi sem aviso ir
mesmo ainda ao lado
Passei a te ver
com outros olhos
e fui mantendo
aos poucos
o coração afastado
Fiz a minha rota de liberdade
até tê-lo nos meus sonhos
completamente superado,
o meu amor por ti nunca
mais será reconquistado
A maior ironia da vida tenho
notado que você sem mim
está a cada dia mais preso
na sua própria morte sem fim
Depois de tudo o quê passei,
tornei-me leitora serena
do seu semblante arruinado.
Arcadismo Poético
Fiz um acordo com os pastores
de um tempo esquecido
para continuar sempre em revolta
contra o poder constituído
sempre que ele for abusivo,
É o Arcadismo poético
circulante das minhas veias
se transformando em queixosos
poemas sempre que for preciso
para que o melhor de mim não
se perca e sempre seja socorrido,
porque ser rebelde é imperativo
e nunca se deve ser esquecido
por tudo aquilo que se faz merecido.
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