Mensagem de Perdão
"Hoje, ela apareceu do nada.
Veio me pedir perdão, com palavras ensaiadas.
De olhos lacrimejados e voz embargada.
Frases mal ditas, coisas não ditas, ideias entrecortadas.
Do que me dissera, não pude crer em nada.
Só acreditei no beijo repentino, na nudez e na pele suada.
Acreditei em cada suspiro e após cada gemido, ela dizendo que me amava.
Acreditei quando sobre meu peito, caiu uma lágrima.
Da boca dela, não acreditei no perdão em palavra.
Acreditei no desespero em cada beijo, parecia, que em meus lábios, se afogava.
Fui capaz de crer, quando despida, à luz da Lua, sua pele brilhava.
Refleti só, enquanto ela adormecia, por toda a madrugada.
Eu até queria, mas não poderei perdoá-la.
Não posso correr o risco e perdê-la de vista, espero que amanhã, ela apareça aqui, do nada..."
Só no hoje que podemos viver de forma efetiva, portanto, para o passado, perdão e ressignificação e para o futuro, fé e esperança.
Perdoar a si mesma é o caminho para tornar-se capaz de receber perdão de outras pessoas e, a primeira chave para quebrar os grilhões que nos prendem a dor emocional da autopunição. Este caminho passa pelo amor próprio, que nos torna capaz de acessar o sentimento de autocompaixão, afim de nos tratarmos com misericórdia e bondade.
A narrativa bíblica não é sobre méritos, é sobre perdão, não é sobre punição ou justiça, é sobre celebrar o despertar de um homem que estava perdido e agora recebe uma nova chance de recomeçar.
Perdão, é abrir mão do direito de vingança e deixar que o amor justifique o outro de suas culpas, é dar ao outro direito de recomeço, sem que seus erros o rotulem ou condicionem a uma situação permanente de fracasso.
O meu perdão é eterno, assim é o meu amor, escolhi a paciência para ser meu travesseiro e encostar a cabeça... e a prudência para embrulhar-me e proteger do frio avassalador e deitado na cama da humildade descanso de todo trabalho que fiz.
Deus não criou o mal, foi o próprio homem que o criou.. Deus não obriga ninguém pedir perdão, o homem tem seu livre arbítrio.. Deus não castiga ninguém, o próprio Espírito escolhe sua sentença.. O remorso é o inferno.
Um cristão que não perdoa mostra ingratidão pelo perdão que recebeu de Deus, entretanto afastar-se dos que erram gravemente contra você, mostra prudência.
Conceder o perdão absolve o outro de uma dívida e não quem perdoa. Quando Jesus perdoou aos homens, não era ele o pecador.
Minha solidão e o blues
Listen baby...
Não quero mais viver em vão
pedir perdão
sem ter errado
divago sobre o mundo
sobre minha solidão e o blues
Deus nos concedeu o blues
para nos lembrar que
em momentos assim é melhor calar e escutar
o som da alma
esse é o blues
que reconforta
que me traz clareza
que prova que Deus ouve
Alias Deus é Blues
silencioso, pacato, e terrivelmente verdadeiro
assim me coloco em transe,
sem mais nem menos me sinto repleto de harmonia em meu coração
não preciso de ninguém...apenas dessa sensação esplendorosa
que me reconforta
que me traz clareza, que me prova que Deus ouve
Alias Deus é Blues
e minha solidão é o blues
O perdão é um antibiótico para alma
nos livra de amarguras e solidão
nos cobre com asas perfumadas da serenidade
nos coloca em harmonia e conciliação.
Aprendi que há um abismo entre a mente e o coração. Estou comprando decisão e perdão para construir uma ponte e passar sobre o abismo.
O perdão é unilateral e envolve quem perdoa e quem
é perdoado. Ele é mais importante para quem perdoa,
pois quem precisa perdoar é quem se sente ofendido.
Mas é igualmente importante para quem quer ser
perdoado.
O perdão como todas as escolhas deve ser um ato racional, qualquer coisa se não isso é apenas insistência idealizada e erro desencontrado. Aquele que mantém o que não lhe agrega por medo de perder, toma para si, e merece, os frutos de laços vazios na fome do apego.
O perdão é a dignidade do fracasso, quando se trás para perto de si aquilo que deve ser afastado.
O perdão deve ser o esquecimento, nunca a aceitação, mas o entendimento de que se deve deixar o ressentimento ir. Concedido a si mesmo, por livrar-se do peso de lidar com consequências das escolhas de outrem. Cabe a ele lidar com o arrependimento. Manter quem falha contigo continuamente é tortura e tolice, não seja irracional. Não cultive laços fracos, instáveis, pouco confiáveis.
Tenha força, se afaste. Perdoar o outro por ser humano e errar, é se afastar para que não se repita. Nesse ponto reside a beleza do perdão e o que torna-o minimamente viável.
Perdoe quem deve ser afastado. E, então, os afaste de fato.
O perdão como todas as escolhas deve ser um ato racional, qualquer coisa se não isso é apenas insistência idealizada e erro desencontrado. Aquele que mantém o que não lhe agrega por medo de perder, toma para si, e merece, os frutos de laços vazios na fome do apego.
