Mensagem de Dor
Minhas palavras me cortam, mas ainda assim as escrevo para não sentir dor. Então me pergunto: sou apenas eu quem sangra ao ler o que escrevo, ou aqueles que leem sangram mais do que eu?
Deus está preparando algo extraordinário para a sua vida, por isso essa prova, essa dor, esse choro.
Temeis a dor da alma...
Mais que a dor da carne.
Porque tudo que não se completa
É um vazio infinito.
A sua traição pode ter sido apenas virtual. Mas em mim, a dor e a morte que causou, serão eternamente reais!
Como é doloroso não desistir... Peso de nossa consciência e caráter faz este trabalho, mas a dor reflete fisicamente e psicologicamente em nós... O que fazer então? talvez fechar os olhos e por alguns momentos viver no mundo de seus sonhos seja acalentador
AUTOPSICOGRAFIA:
Entre o ser e o ter... Eu não sei!
Qual a dor e a que não foi
Quem sou não sou nem serei
Pois ambas as dores me dói
Quão a dor de se ser rei...
Ansiei ser tudo que se há
Ninguém a mim pôde ver
Se viu não há de encontrar
Senti o meu ser escorrer
Da vida que não me está
"Dor guardada vira veneno.
Dor falada vira remédio.
E leoa que encontra onde falar...
encontra onde se salvar."
Van Escher
A riqueza trilionária só encontra seu propósito quando deixa de contar moedas e passa a curar dores, transformando o poder do ouro na humildade de quem estende a mão para que ninguém mais precise caminhar sozinho ou ser humilhado pelo frio do abandono.
Hoje, o erro torna-se aprendizado e a dor transmuta-se em paz. Uma nova história não começa com o esquecimento, mas com a consciência de que o verdadeiro amor nunca foi uma promessa de outro, mas uma presença que já habita em você.
Ser assistente social é comprender a dor de quem sofre, buscando fazer valer as políticas públicas sociais.
A verdadeira compaixão não busca plateia, nem transforma a dor alheia em espetáculo; ajuda em silêncio, porque sabe que a dignidade vale mais do que a exibição de um ato.
ANTES DA DOR
Autor: Góis Del Valle
Quando tudo ao redor desmoronar,
E a vida parecer te abandonar,
Quando a esperança for só um eco,
E os teus sonhos começarem a sangrar…
Não espere a dor te ensinar
Que Eu sempre estive aqui a te olhar,
Nos teus dias mais difíceis,
Nos momentos que chorou.
Eu sou a paz na tua estrada,
Sou a luz na escuridão.
Se me busca só na queda,
Te esquece do que é chão.
Mas Eu sou teu Deus e te amo!
Quando os aplausos forem ruínas,
E as certezas se partirem ao meio,
Lembra que o amor que te sustenta
Não se apaga ao sopro do medo.
Não espere a dor te ensinar
Que Eu sempre estive aqui a te olhar,
Nos teus dias mais difíceis,
Nos momentos que chorou.
Eu sou a paz na tua estrada,
Sou a luz na escuridão.
Se me busca só na queda,
Te esquece do que é chão.
Mas Eu sou teu Deus e te amo!
AO CALVÁRIO
Autor: Góis Del Valle
Ao Calvário, em passos lentos,
sombra e dor, Sobre os ombros,
a cruz a pesar. No olhar, um mar
de amor, mesmo ao ver a noite
chegar.
Gritos ecoam, pedras no chão,
O açoite rasga a pele em vão.
Mas Ele segue, sem recuar,
Cada ferida, um novo altar.
O céu se curva em pranto e aflição,
O sangue tinge a terra em redenção.
O céu se curva em pranto e aflição,
O sangue tinge a terra em redenção.
Oh, meu Senhor, teu fardo era meu,
Cada espinho rasgava o céu.
Mas em teu olhar, havia a paz,
Que fez do fim, um renascer…
A casa que partiu
Há uma dor que só a família entende,
uma dor silenciosa
que se reparte entre olhares e lembranças.
É a saudade que chega devagar,
mas pesa como o tempo
quando percebemos
que alguém levou consigo
um pedaço de nós.
É a ausência
de quem era o centro da mesa,
de quem unia os caminhos,
de quem fazia da simples presença
um lar inteiro.
Nós voávamos pela vida,
netos, filhos, cada um em sua estrada,
mas sempre havia um caminho de volta.
Voltávamos nos aniversários,
nos Natais iluminados,
ou quando a saudade apertava o peito
e o coração pedia abrigo.
Porque sabíamos
que ali estava nossa casa.
Hoje ainda queremos voltar…
mas o silêncio tomou o lugar da voz,
e o tempo levou embora
quem era o nosso porto seguro.
Agora entendemos:
não era apenas um lugar
que nos fazia voltar.
Era você
que transformava tudo
em lar.
Bradou, bradou!
Da dor virou marca.
Este momento começou,
Grande é o canto em Harpa.
Não há mais o agora,
Fugiu a razão e foi embora.
Onde o encontrarão?
No mais inútil canto de um coração.
Beldade da existência,
Inquietante é a sua ciência.
Ser o elo entre a dor e o ser,
Na amarga rotina de viver.
Genial é um inseto.
Voa pelos ares incertos,
Não há preocupação,
Apenas resta a quietude de não saber o que sentir no coração.
