Mensagem de Dor
Veja da janela o mundo que criamos, pobre garoto. As flores do jardim estão mais vívidas como nunca. Foram regadas com sangue inocente, sangue velho e jovem. Elas alucinam nossas mentes com um perfume belo e mortal; são a representação do nosso egoísmo e escolhas vazias, que tanto feriram ao mundo e a nós mesmos. Vê, pequeno, minúsculo garoto?
E quando eu me for,
Os filhos dos filhos vão cantar
Lembranças de amores,
Canções das minha dores.
Vão deixar flores,
Pois ouviram rumores
Da minha presença em todas as cores.
A maior batalha que enfrentamos não é contra o mundo exterior, mas sim contra as vozes internas que nos dizem que não somos bons o suficiente.
E para as dores incuráveis
Jamais mensuráveis
Vastas
E eternamente nefastas
Eu digo: Ei, aqui estou
tu não és simples, custou
Ergui minha muralha
Com a madeira que talha
O destino incerto
Mas, eu desperto
E caio em mim
Como quem desvenda o tal latim
Que a vida é muito mais
Do que dores que a própria traz
"Assim, ele se viu diante da dolorosa verdade de que, embora seu amor por ela fosse profundo e eterno, a única escolha possível era deixá-la partir, guardando para sempre os sentimentos mais puros, mas nunca podendo tê-la ao seu lado."
Terei de observar você ser feliz, Porém não comigo…
Estou tão dolorida...
Que nem coragem de pegar
A dita caneta, tive ainda
Algumas dores
A caneta não suportaria
O papel? Certamente se rasgaria
Sepultarei te Lancinando
Eu confio em você
Mais do que qualquer outro
Mas a sua presença me faz querer morrer
Mesmo que eu já me sinta morto
Eu sei que você não quer me aborrecer
Porém a gana é minha paixão
Nada que faço, consigo exercer
Meu desprezo, meu padrão
Se a vida acabará, pra que ter esperança?
Se eu existo por existir
Então por que a vida ainda me cansa?
Eu não consigo não mentir
É que eu não tenho mais confiança
Minhas frases, todas, eu tenho de planejar
Por isso eu sempre devo me conter escuso
Talvez eu devesse parar de tentar
Mais do que incompleto, eu me sinto tremifuso.
E mesmo que eu esteja apaixonado
Eu sinto que nada nunca deveria ter acontecido
E garanto que não chegarei ao meu culminado
Pois a incerteza me instiga nunca ter nascido
Perdi o fascínio pelas coisas simples. O tempo passou e se encarregou de levar consigo as surpresas. Como eu gostaria de voltar ao tempo onde tudo era fantástico! O céu e suas estrelas já foram mais belos, e o mar e seus segredos, mais profundos. Queria ser novamente da realidade um novato, para que cada dia fosse, de fato, como o primeiro.
Temo que tenha perdido a habilidade de amar. Talvez tenha escondido meus sentimentos tão fundo no peito que já não os encontro mais. A verdade é que já amei facilmente. Talvez fácil demais. E andando sempre com o peito aberto, só poderia retornar com o coração ferido. Hoje, após todas as cicatrizes, não consigo amar como antes.
Informações nossas células recebem
Não deixe a ansiedade contaminar
Qualificar os pensamentos é importante
Use o bom senso, primeiro com você
Invista em bons hábitos
Não polua a sua mente
A cura interior tira manchas e dor
Recebemos o que damos.
Fosse manhã ou noite, sexta-feira ou domingo, era tudo indiferente, o que havia era sempre o mesmo: uma dor surda, torturante, que não sossegava um instante sequer; a consciência da vida que não cessava de afastar-se sem esperança, mas que ainda não partira de todo; a mesma morte odiosa, terrível, que se aproximava e que era a única realidade; e sempre a mesma mentira. Para quê então os dias, semanas e horas do dia?
Renovação
A Páscoa é um tempo de renovação,
Mas que renovação é essa afinal?
Se a vida é só sofrimento e aflição,
E a morte é inevitável e fatal?
Entre a luta do bem contra o mal,
Não há esperança de paz e união,
A vida é um eterno carnaval,
Onde impera a dor e a desilusão.
Mas eu não me curvo ao desespero,
Nem desisto da luta interior,
Acredito que há um caminho certo,
Através da nossa evolução,
Podemos alcançar a nossa redenção,
E transformar a nossa vida em luz e amor
Sob o Manto da Angústia
Compreendo que o mundo é um fardo a carregar,
Às vezes, enlouquecemos nessa jornada,
A realidade, qual pesadelo a nos assombrar,
Ferindo a alma em cada madrugada.
Na vida, somos versos dissonantes,
Em um poema que a loucura recita,
Nossas mentes, labirintos errantes,
Buscam uma luz que a dor mitiga.
Oh, Augusto dos Anjos, mestre da angústia,
Em tuas pegadas, traço meu caminho,
Nesta poesia, mergulho na tormenta,
Explorando o abismo, de olhar mesquinho.
Que este poema, em sua negra essência,
Seja um tributo ao teu estilo, em obediência,
E que na dor e na sombra, encontremos a ciência,
Da vida, da morte, da nossa existência.
[...] Mas se um dia você voltar a tocar a porta, nenhum amor no mundo vai me fazer abrir, não de novo, porque aquele foi último tapa que você me deu. Obrigada por ir embora, se foi de coração, se faz parte do “show”, não se prestes a tanto, se se arrependeu, espero que Deus o perdoe, e se quiser mudar e voltar, não ouse [...]
Não sei dizer
qual é a parte
do meu corpo
que dói mais
acho que são
todas aquelas
em que a sua boca
passeou
por último.
Olho sempre adiante. Além do que meus olhos conseguem me mostrar.
Estou sempre no futuro, enquanto vivo meu presente e revivo meu passado na minha mente.
Então lembro, vivo e antecipo, sempre simultaneamente.
Meu sorriso parece que se foi com você, tento trazê-lo de volta, me lembro que ele nunca estava longe com você aqui.
A dor do luto me fez esquecer a alegria de viver!
