Mensagem de Despedida a Avo
Quem tem personalidade é obrigado a se renovar sempre. Quem não tem tá sempre copiando, e a originalidade se perde em tantas cópias.
Há sempre o gosto de solidão no teu beijo. Não sei se a tua, ou a minha, talvez uma mistura das duas solidões, como se fossem apenas uma.
Não necessito de mais descrições. Se for pra ler do que sinto, leio o que eu escrevo. Eu quero mesmo coisas novas.
Quanta inutilidade atravessam meus caminhos... São jogadas ao acaso, e as vezes atrapalham meus passos, tropeço e caio.
As vezes a gente imagina o que se passa com uma pessoa, mas nem sempre o que elas exteriorizam é do que tá cheio o coração.
As vezes eu não tenho paciência pra explicar porque tô certo. Deixo as pessoas pensarem que elas tinham razão.
Quero um amor sincero, inocente, incontaminado de mentiras em forma de verdades, compreensivo de todas as insignificâncias que o acompanha.
Estar em um lugar onde não se conhece ninguém é ouvir chamados na rua e ter certeza que não é pra gente.
Não se justifica poesia. Não tente se redimir nas linhas finais de ter sido grosso demais, duro demais, profundo demais no começo.
Tem gente que chama as frustrações de experiências. Pra mim não, são tragédias. Dias que chovem muito por dentro.
Pior é descobrir que o que sempre achou de melhor em você e guardou pra alguém especial não serve para nenhuma as pessoas. Ninguém quer.
Não pense que conhece tanto alguém assim. O descobrimento é diário e eterno. As pessoas mudam porque devem, porque querem. isso é inevitável.
Tenho mania por explicação pra assegurar que fui bem entendido. Não há espaço pra dúvidas, há não ser quando eu permito, propositalmente...
Tu disses ao vento que me excluiu de teus pensamentos
Ele veio até mim e disse: é mentira
De um amor despedaçado permanecem as feridas
Mas as lembranças que cercam se tornam como pedras
Que desabam nas tentativas esquecidas
E esmagam as frases não ditas
Introdução do talvez ou nunca
Na brisa que sinto há palavras escondidas
Em destinos confusos sem planos
Nos corações mortais machucados
Cicatrizes abertas e o frio que gela
É teu nome que ouço de dentro da cela
Reproduzido em milhões nas paredes riscadas
Marcas do delírio e é escuro, sem janela
O que poderia ter sido se não fosse a pressa
Das vezes que rimei da angústia que deixou
Frieza de emoções é o que restou
Não puder amar foi a pior sequela
Pra todo sentimento agora há cautela
O ANO QUE FOR
Espero que um dia possamos iluminar
O casulo dos flashes e ambições.
Taca fogo nessa Babilônia!
E poder ouvir o som de Bob em dialetos de paz.
Pois quero ser feliz também
Andar pela ilha, aldeia, Brasil
E aqui não ser forasteiro.
Com a princesa do cerrado
Ver a cor da praia dos golfinhos
Cantar quando você acordar.
Misteriosa atração o presente de um beija-flor
Que pode ser em paz, a cor
O fundo do mar, A hipnose do amor.
Verbalize povo brasileiro! É nossa missão...
Para ver o vôo do Carcará
A semente nativa no toque do berimbau
O discípulo de Mestre Bimba
Gingando e fazendo aú de cabeça
Não esquecendo Palmares o ano que for.
Pois sei que o homem do povo é um leviatã
Eu luto, pois eu eternamente cantarei a paz!
E não se fará gotas de vidro minhas lágrimas.
Verbalize povo brasileiro! É nossa missão...
Tô de bem com minha positiva vibração
'Mano velho', leve com você de vez
O que diz meu REGGAE DE RAIZ...
aNDRÉ DO a. goMEs.
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