Mensagem de Aniversario para um Comediante
No girar das horas
mui lentas,
um ano se passou
sem a justa resposta
e a devolução
da justiça ao General
que é devolvê-lo
à liberdade plena.
O General se
encontra pelo
jeito sem um
novo advogado,
e este poemário
em si não tem
muita utilidade
a não ser de
não deixar
o General cair
em esquecimento.
O poder do amor
e as redes
até o Luís Carlos
conseguiu a libertação,
e até agora só sei que
o físico do General
segue no abatimento
que só aumenta
a visível judiação
da aparência neste
ambiente que ninguém
cultiva a tolerância
e a cristã clemência.
Um ano e um dia,
a luz vem sendo
restabelecida
assim como
a água,
a vida do povo
foi sabotada,
Ainda não
cessou a agonia,
por não ter
nenhuma notícia.
Há um povo que
não se entende:
conspirações,
agressões
e desaparecimentos,
não consigo
culpar o Governo
o tempo todo;
embora eu reconheça
que a emoção
me deixa fervente;
ademais cabe
as pessoas
aprenderem
a se controlar,
e os desafios superar.
Não sei como
se encontra
o General,
só sei que
a última
imagem era
de um homem
visivelmente
adoecido,
pois pela
grave injustiça
ele foi ferido
há um ano
e um dia
vítima de intriga,
não sei como
ele tem estado,
e nem sei
quem é o seu
novo advogado.
Nem um só
instante
nós dois não
esquecemos,
e não há um
dia em que
não paramos
de pensar
nos presos de
consciência,
e todos os dias
rogamos à Deus
que lhes dê
a resiliência
para o peso
que eles e
os deles têm
de suportar.
Falta tudo
e o pouco:
o perdão
e a reconciliação
para espantar
a escuridão
do coração.
Falta o quê
essencial
aos olhos,
ao peito
e tudo
aquilo
que está
impedindo
de trazer
a vida
de volta
para o
seu lugar
para
reconstruir
a Nação
de Bolívar.
Faltam
poucos
dias para
completar
um ano
de prisão
sem sequer
ter tido
o suposto
delito
comprovado
e de fato
julgado.
O General
já era para
ter sido
libertado,
preso segue
injustiçado
e com
o estado
de saúde
debilitado;
e o coração
do povo por
ele anda
angustiado.
O advogado
em sua
nobre luta
jurídica 'sem quartel'
se encontra
mais convicto
do que nunca
da inocência
que todos
têm ciência
e fazem
votos que
se cumpra
a tão esperada
justiça terrena
com a devida
competência.
Não se
prende um
inocente
e leal
soldado
da Pátria,
não se
maltrata
o físico
de quem
em missão
a vida toda
ao povo
entregou,
e à ele nunca
se recusou.
É a epopéia
e indignação
de quem
sabe de
quem se
trata,
e tem
aleveza
que pela
liberdade
de quem
merece
não cruzou
os braços,
e a boca
jamais calou.
Não é
a primeira,
e nem será
a última
vez que
declaro
que da
trincheira
sou o último
soldado
mesmo que
ninguém
em mim
acredite,
sou a tal
poesia que
ultrapassa
a fronteira
mesmo
que se
encontre
fechada
para tocar
o coração
e pedir por
Humanidade.
Não há como
não lembrar,
daqui a pouco
faz um ano,
e não vejo
a glória
da justiça
fazer a tua
liberdade raiar.
Não há como
não lamentar,
a tua inocência
é conhecida
sem receber
alguma mão
estendida,
para fazer
a sua história
esclarecida.
Não há como,
não negar,
que no alto
deste onze
meses
de prisão
injusta
que há
mais uma
fenda
continental
na moral
de quem
da verdade
se autoexila.
Para a indignação
de insistirem
na tua prisão
meu caro General,
não há métrica
e nem rima.
Não há nada mais
Sagrado no peito
Do que essa liberdade
De um oceano inteiro.
As ondas acariciam
As douradas areias,
Cantam as aves
No firmamento,
E reverenciam as sereias.
Não há mais tempo,
Em nem maneira
De conter as correntes
Da fé que nasceu perfeita.
O guerreiro sentou
Na praça na paz,
O quê está escrito
Ninguém mais desfaz.
Cada um conta
a História que quer,
e em nome do poder
acha que pode fazer
tudo o quê quer.
Quase não se
aceita a História,
porque não se
aceita a vida
como ela é,
e se negocia a fé.
Longe de ser
arremedo para
espalhar tal vazio,
quero é varrer
todo o receio.
Quase não se
respeita o arbítrio,
e o tempo de cada
um de aprender,
com partido ou
sem nenhum,
esse é o tal perigo.
Porque Escola
com opinião é
risco de Governo
com bom senso,
e isso mete medo.
Cedo conheci
a dureza da
vida no início
do decolar da
democracia,
Tenho um jeito
duro de falar
as verdades
para prevenir
dos abismos
do destino que
são cavados
pelas leis.
Para um povo
em transe
entender
os segundos
faltantes
para combater
o fascismo
não seriam
o bastante
para o povo
voluntariamente
ensurdecido.
Podem vir mil
solos de guitarra
que não serão
suficientes,
Resistência
é um caminho
que abre a
vida inteira.
O irmão do General
manifestou o apelo
por ele pedindo
o digno respeito,
e há um único
defensor no caso;
a injustiça segue há
mais de sete meses
atormentando a gente.
Não vou parar
de reclamar,
Tiraram a joia
da espada de Bolívar,
Da onde nunca
deveriam tirar,
Passaram da hora
de o libertar.
Parece até que
querem criar o quê
não houve porque
sabem que o tempo
corrói a memória,
os meus versos não
permitirão derreterem
a verdade e a história
que todos sabem que
Miguel é inocente.
O destino é
como um rio
que sabe
o lugar
e onde
irá chegar
mesmo
em meio
a turbulência
que o faz
transbordar,
O calendário é
como as águas
que não
conseguem
represar,
É mais preso
como aquele
que preso
por causa
da consciência
todos sabem
que assim está,
Não só aquele
que prendeu,
mas quem não
consegue por ele
se indignar,
Mais um dia
sem notícias,
Não paro
de perguntar.
Desde o dia
13 de março
sem nenhum
contato,
Correram
três semanas
e amanhecerá
mais um dia
sem nenhuma
notícia,
Não vou buscar
conformação
porque enquanto
houver
necessidade
serei poesia
até por
precipitação;
Porque se você
nasceu
para ficar
calado,
Tenha a total
certeza,
que não é para
permanecer
ao meu lado.
Rodeio sob o Céu
A cidade de Rodeio
sob o céu armado
desta tempestade,
Um sonho apaixonado
contigo no domingo,
Te quero sempre como
meu eterno namorado.
Não sei mais como
falar ao meu povo,
estou o desconhecendo,
ele luta por um projeto
de poder e ignora que
vive bem abaixo dele.
Não foi por falta de luta,
falei tanto e constatei
que ninguém me escuta,
onde foi que eu errei?
Não foi por falta de aviso,
mas quando alertei que
o sentimento pátrio havia
se esvaziado já imaginava
de que estávamos em risco,
e a democracia em perigo.
Não sei o quê fazer,
antecipo o meu desterro,
e a única coisa que fica
deste presente é o medo.
Não sei o quê fazer,
só sei que povo que
não age com civilidade
entre si colabora para
que tiranos se instalem
e se perpetuem no poder.
Não sei por onde começar:
mas sei que terei de algum
dia na minha vida recomeçar,
mistério do tempo samovar.
Como as rodas
de um caminhão,
Gira o sonetário
pelo mundo todo,
Pelo seu povo
ele pede socorro;
Ele caminhoneiro,
petroleiro
E leal guerreiro,
também é Mãe
da Nicarágua
Que reclama
pelo bom filho.
Mãe oceano de amor,
de coragem e poesia,
Fazendo frente contra
aquilo que não serve:
Rejeita o autoritarismo.
Vai além e enfrenta,
materializando bem
Mais que a ousadia
celebrada pelos poemas
Que enervam os tiranos
Só para provar
Que o amor é eterno,
e que os poetas estão vivos.
As letras nos pertencem, nós poetas conseguimos com talento relatar
a conjunturade mais
de um país num único poema.
A consciência tem dado
Voltas em círculos,
Porque levantar
Não tem conseguido,
Há um povo coagido,
A Justiça em exílio,
Quem pensa tem sido
Preso ou perseguido.
A Ditadura ganhou
Um jogo por ela perdido
Feito de falsa promessa;
As flores do calabouço
Devem ter desaparecido,
Nem os generais mais
Antigos escaparam
Do brutal autoritarismo.
A firmeza das ruas vazias
Tem feito a sua cabeça
Com a melodia, eco e refrão,
O mundo vê a agonia
Da Estrella pedindo justiça
Em nome do amor no coração.
Um dia depois da tempestade
uma trégua ensolarada
para Rodeio e ao amado Vale,
Ensinamento valioso da Natureza
para toda a Humanidade.
Uma idéia para quem não quer um político naquele local: ir ao menos um dia antes ou ir um dia depois, daí você não encontra ele, dã!
O capítulo sombrio que
se avizinha do mundo
e do nosso continente,
vem chegando com
um intrigante prato
de entrada indesejável,
Só sei que nós nesta
América do Sul precisamos
dialogar e proteger
com raça a nossa gente.
Sem mordaça continuo
pedindo a liberdade
de um General acusado
falsamente de instigação
a rebelião e pedindo a liberdade
de uma tropa igualmente,
não tem dado para ignorar
a solidão Waraó e Pemone
no Esequibo que está no limbo
da Justiça indevidamente.
Sem entender a receita que
no guia é muito difícil de aceitar
a continua prisão dos jovens
presos da revolta do Chile
que lutaram pela Nova Constituição,
não dá para fingir que é
injusta a mapuche reclamação.
No tempo se diluindo
como creme de abóbora
nos ponteiros do relógio,
gostaria de estar lendo outro
futuro para todos nós
ou mesmo até o reescrevendo.
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