Mensagem de Aniversario para um Comediante
CAMORRA (do espanhol):
No dicionário, significa briga, rixa, desordem. Mas na alma de um homem que não se ajoelha para o sistema, camorra é mais do que isso. É o estopim da revolta justa. É o confronto inevitável de quem se recusa a abaixar a cabeça.
Enquanto o mundo se adapta ao erro, o kamorrista escolhe o combate. Ele entende que há guerras que não se vencem com flores — mas com postura, disciplina e coragem.
A camorra, nesse contexto, não é vandalismo. É reação.
Não é desordem. É recusa à ordem podre.
O fraco foge do conflito. O kamorrista o encara como um batismo.
Porque há momentos em que lutar não é uma escolha —
É a única forma de continuar sendo homem.
O homem certo não te promete o mundo… ele ergue um abrigo ao teu lado, feito de afeto sólido e lealdade inquebrável, onde nem a tempestade ousa entrar.
Provações são como tinta em um tinteiro; nela mergulho minha pena e coleciono páginas de conhecimento que registram todos os meus pensamentos.
TELEFONE
Estou concentrada e, num disparate, o susto
Um trim, trim, trim
É o telefone a tocar
Esvazia-se momentaneamente o meu cérebro
Inusitadamente, inconscientemente
Como um afogamento é a sensação
Raiva, ódio, sofrimento
Mas tenho que falar
Alô, Oi, Sim, sei lá o quê
Do outro lado, um “como vai você”?
Então reflito, falar
Como vou? Nada mudou
Vou indo, sem pensar
Num presente indecente
Com um muro a minha frente
Mas o que interessa, como vou?
Vou a pé, de trem, de ónibus
Vou como bem me apetecer
Como posso também, não ir
Vou bem, vou mal
Que diferença faz
Que farás por mim
Independente da resposta que receber?
Mas depois que me deixou por um momento, no vazio
Minhas respostas se tornam monossilábicas
Como tu queres ser perfeito
Com seu tosco telefonema?
Atrapalhando o meu estado criativo
Minha concentração perfeita
Meu invólucro intransponível
Quebrado por um telefonema inútil.
Sonhos de menina mulher
Fantasiei quando menina
Casar e ter meus filhos
Um menino e uma menina
De olhos bem clarinhos
Não foi fantasia
Foi um sonho realizado
Tive um casalzinho
De olhos clareados
Sonhei também como mulher
Fantasias até perversas
De viver com o meu companheiro
Como amantes exotéricos
Neste sonho glorioso
Quis conhecer lugares
Fazer coisas loucas
Sem traição, na liberdade
Mas este companheiro? Não tive
Não acompanhou a minha ilusão
Achou melhor a acomodação
Sobre o mesmo colchão
Não cativou a amada
Para viver os mesmos valores
Preferiu afagar os seus sonhos
Com a mulher da vida errada.
Neste caso, só agradeço
Ao sonho que tive com os filhos
Pois o sonho de mulher
Caiu no precipício.
Tatuagem
Vou tatuar o meu corpo
Com um Escorpião
Porque sou racional,
Mas destrutiva de coração.
Não, não - Vou tatuar Ideograma japonês.
Representando a minha índole refinada
Pelo meu bom gosto estético
Fidelidade e amor.
Oras! O Coração em chamas
Para mostrar o meu domínio
Tipificar este poder
Apenas cognitivo do meu ser.
E o Tubarão?
Caminho na solidão
Curiosa por missão
Sem submissão.
Vou, é tatuar um Dragão
Para sentir o meu controle
Meu desejo
Minha auto-afirmação.
Ou caio na esparrela
Tatuando os símbolos Tribais
Neste motivo abstrato
Voltar-se-ão olhares que sinto escasso.
Ou uma Lagartixa?
Para manter o meu autocontrole
E a contenção dos sentimentos?
Que lamento! Tatuagem.
Setembro de 2003 em Portugal
Está um lindo dia
O sol brilhante o céu sem nuvens
Dá vontade de sair.
Imagino o mar deve estar magnífico
Mas estou presa as raízes
Dos meus sonhos infantis.
Coisas que idealizei
Momentos que revelei
Decisões que tomei
Estão agora reflectidos
Em minha face lânguida
Da perversidade que não imaginei.
Sofro ora agora
Pelo destino que me dei
Que outrora não consegui, livrar-me.
Chora meu coração
Pela empatia que concebe
Pelo outro sofrimento.
O quê deu errado?
Quem foi o culpado?
Que magia negra foi esta?
Que consegue sempre me consternar
Colocando-me com o ego arrependido
Daquilo que não quis fazer?
Foram erros de placenta
Que a regressão não consegue explicar.
Concepção talvez indesejada
Que reflecte na pessoa mal amada
De forma desesperada
Mas não consegue se livrar.
Passo agora este mal presságio
Para os entes mais queridos
Que no futuro se acharão esquecidos
Do ventre que os gerou
Moribundos e mal amados
Na mesma cadeia de valor.
O sonho
Você corre, corre atrás de um sonho.
Mas você não conhece o sonho
Então, você vaga de um lado para o outro,
Considerando as coisas pontuais como realizadas
Mas você volta para casa
Fica ali calado
Frio
Embutido
Imundo
Moribundo
Chora e ri embriagado
A noite cai
O estomago enjoado
Adormece
E o sonho que sequer foi sonhado
Morre com o sono
O dia nasce novamente
E você volta a correr e corre atrás do sonho.
Assalto ao coração
Bateram em minha porta
Eu a abri com um sorriso
E para a minha surpresa
Era um assalto.
Fiquei estarrecida
Numa mistura de êxtase e medo
Mas, durante aqueles momentos
Tentei fazer todas as leituras possíveis.
Mas, quando a porta se fechou
Notei que o meu estômago não mais aceitava a comida
Os meus pulmões já não queriam respirar
O meu coração sangrava.
As minhas pernas paralisavam
Os meus dedos começaram a esfriar.
Mas, na fuga do sentimento a razão sobressaiu
Pensei então…
Cometi um grande erro
Abri a porta desprevenida
Deixei entrar com um sorriso
Quem me era desconhecido.
Serenidade que se impõe.
“Há um ponto na travessia do espírito em que o rigor da razão cede lugar à dignidade da amizade, pois é nela que o ser humano reconhece não apenas o sentido do pensar, mas a nobreza de existir em comunhão.”
“As pessoas tendem a atravessar a gentileza como quem passa por um silêncio familiar, quase invisível aos sentidos habituados, mas despertam de imediato diante da grosseria, pois o estrépito moral sempre chama mais atenção do que a virtude discreta.”
DANÇAR UM BOLERO
Maria Laura Flôres
Não quero ver o mundo
Desse jeito
Não quero pensar
Que tudo é mesmo
Como eu vejo
Quero esquecer
De toda essa realidade
Deixe-me pensar
Que estou
Que estou simplesmente
Dançando um bolero
Vi um fraco derrubar um forte, com um pedaço de chicote. Mas danado era o rei, um rei de muita sorte.
Por ela eu errei meus versos, ouvi piadas maldosas, e ela, nem um abraço me deu.
E ela, só se lembrou do adeus.
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