Mensagem de Aniversario para um Comediante
A graciosidade dos acidentes da vida me fazem crer que o mundo é um poço esbaldante de conhecimento e aventura. E que sem esses, nossa vida não teria o recheio do aprendizado brutal, tão necessário para nosso crescimento diário.
- Você sabe o que é mimetismo?
- Eu não seria um idiota se não soubesse ou... talvez seria se soubesse!
Esquarteja meus sonhos na varanda, tal qual um olhar, diluído em arco-íris. Elucida minha procura lesiva.
'EU, INSULAR'
Minha primeira árvore um desastre.
Caí várias vezes!
Meu primeiro emprego sinistro.
Tudo novidade!
Caminhei sobre pontes de névoas.
Descobri o meu mundo!
Subi escadas de brumas.
Escalei o improvável!
Andei por quilômetros na praia.
Queimaduras ao sol!
Admirando o voo das gaivotas.
Admirando a vida!
Eu insular.
Solitário!
Admirando as águas correntes.
Admirando esse 'Tempo' que passa!
Tentando navegar em canoas.
Redescobrindo o 'meu novo'!
A cada dia.
Sempre!
'PRECISAMOS DE UM AMOR'
Que venha com a neblina
Que venha sem perguntar
Que venha sem cortinas
Que venha equalizar
Do tamanho do pulsar
Do tamanho do mundo
Do tamanho peculiar
Do tamanho profundo
Que transforme vida
Que transforme solidão
Que transforme avenidas
Que transforme coração
Que deixe o 'eu' empirista
Que deixe o 'eu' jesuítico
Que deixe o 'eu' futurista
Que deixe o 'eu' místico
Que tenha degraus
Que tenha lucidez
Que tenha litoral
Que tenha solidez
Para colar na emoção
Para colar na geladeira
Para colar nas mãos
Para colar na lareira
'Suga-me como um livro de romance e re/façamo-los diariamente a última página. Até que o 'sempre' permaneça, rodopiando duas vidas em uma.'
[Fgmts Poema 'PROCURA']
Um dia perceberá a felicidade. Porém, a vida falou tanto o contrário que você acabou buscando-a incessantemente. E às vezes cansado, não compreendeu que ela estava ao lado por tanto tempo. Te chamando.
Eu queria um sentido, sentido ridículo. Entre aspas simples, para deixar evidente. Inequívoco como as nuvens, que se transformam no vento. Que fosse escasso, nada retórico. Pode vir sem aspas, para deixar confuso, mais intruso, menos cênico. Que me abraçasse, aconchegante, desesperado.
'EU QUERIA UM SENTIDO...'
Eu apenas queria,
e chegaste mudo,
forçado.
Fitando as madrugadas insônias,
cervical.
Extravasando improbidade,
sadismo.
Trazendo frio,
calafrio,
noites febris.
Carregando obstinação,
permanecendo há períodos.
Empantufado,
vai dilatando,
no peito não cabe.
E o ar rarefeito,
já falido,
desorienta,
sinuoso,
sem abrigo.
És opaco,
no turvo teatro,
solitário.
Senhor de brasões,
porém medicante,
com seus díssonos.
Poucos te condenam,
ou conhecem.
Mas sempre aparece,
desnudo,
com natureza particular.
Sem se expor a contento,
vai deixando rastro,
lamento.
Eu queria um sentido,
sentido ridículo.
Entre aspas simples,
para deixar evidente.
Inequívoco,
como as nuvens,
que se transformam no vento.
Que fosse escasso,
nada retórico.
Pode vir sem aspas,
para deixar confuso,
mais intruso,
menos cênico.
Que me abraçasse,
aconchegante,
desesperado.
Ontem vi seu nome. Era um nome esquecido. Apagado. Estampado. Ontem vi seu nome, mas não era realmente você. Era um fantasma que assombra as noites calmas. Que me deixa inquieto todas as vezes que vejo....
Para que o meu dia não seja totalmente perdido, escreverei um poema. Falarei de amor. Paixão. Solidão. Algo que deixe meu coração mais patético. Mais corroído. Mais solitário e banal.
'REENCONTRO'
Serei neurastênico ao vê-la. Esguichar-me-ei pelas ventanas como um louco paralisado pelos terremotos vivos. O relógio amordaçado falará aos quatros ventos enquanto ficarei na calçada ambígua.
Afundarei silente, ruidoso tal qual um quarto escuro, exceto pelo cintilar das insônias. Descobrirei textos frágeis e não sonharei palavras. Saudarei raios, trovões, penúria, chuva, sete mares.
A luz que nascera na maternidade se tornará rupestre, corpo celeste e o escalar das montanhas será avesso. O elo, com sofreguidão, irá distanciar-se do intermitente alvo. Dizer 'adeus' sempre foi atrito, dilema. Não mais que um bocejar: desconforto!
A vida é um pouco 'disso' misturado à 'aquilo'. Mistura invulgar. Cachoeiras. Ribanceiras. A vida torna-se retratos. Cria novos quadros. A vida só faz sentido quando a soma dos vários sorrisos, tornam-se maiores e verdadeiros.
Eu seria um imbecil se afirmasse ser infeliz. A felicidade não está no início, tampouco no fim. Ela está no percurso e cresce na medida exata se assim você o permitir. A minha tem vários nomes...
Escrevera uma vida falando de um poema. E no final, percebera que o poema eram apenas rabiscos. Não valera tanto a pena!'
Singular e exuberante como as flores que, preenchidas de sentidos para exalarem, deixam um perfume de beleza. Levada pelos ventos, e forte na sua essência...
'BRASIL BRASILEIRO'
O meu brasil brasileiro,
é um país de estrangeiro,
que esquece dos próprios brasileiros.
Com seus funk's dançando até o chão,
mas é de perder a dança pra corrupção.
Brasil de vicissitudes,
outros de poucas virtudes.
Que venera carnaval,
mas que não dá importância para o carnaval que é a família.
Cultura de tirar vantagens,
rudes ao extremo,
votando em corruptos todos os anos,
apoiando a malandragem em Brasília,
sem atitude nas eleições.
Perdendo a identidade...
O meu Brasil Brasileiro,
é um país cavalheiro até por demasia.
Que tem suas utopias todas as manhãs..
Que acorda cedo p'ra sustentar a família,
que se debruça no álcool todos os dias!
Mas tem amor no coração,
acolhendo àqueles que não tem opção.
Brigando por seus direitos,
esquecendo de olhar-se no espelho.
É também um país de medíocres,
e um povo de opinião,
compartilhando o pão com quem não tem.
Que precisa aprender um pouco mais.
Para tornar-se vigoroso,
mais povo brasileiro...
"Suga-me como um livro de romance e re/façamo-los diariamente a última página. Até que o 'sempre' permaneça, rodopiando duas vidas em uma..."
"Esquarteja meus sonhos na varanda, tal qual um olhar, diluído em arco-íris. Elucida minha procura lesiva..."
LAR DOCE LAR
Nas ruas,
o barulho tardio.
Pessoas atônitas,
andando de um lado para o outro.
Há crianças perdidas.
Observa-se penumbras.
Pássaros voando sob telhados...
Tudo à céu aberto,
cheiros triviais,
desses sentidos no aconchego do lar.
Em flash back,
as feridas vão se abrindo,
uma a uma...
A percurso será longo,
como a acre canção que não finda.
A chegada cortante,
como o rio e seus talha-mares.
Lentamente,
tudo fica longínquo...
Ventos formam alusões,
e o infinito distorcido aparece.
A metrópole dá lugar a paisagens exuberantes.
A cidade vai encolhendo com seus arranha-céus.
O coração distante,
bate descompassado...
Os olhos molhados agradecem,
na esperança que as telas se reiterem,
e os quebra-cabeças regressem um a um como antes.
A saudade vai sendo esquecida.
E o doce lar vai abraçando seu tirano,
serenamente...
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