Mensagem de Amor de Pai para Filho

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Canta o Aracuã
na hora que ele quer,
Tendo o teu amor,
nada mais vou querer
a não ser viver ou viver.

Murtillas na boca,
comigo no coração,
celebração de amor
e muita inspiração
com Versos Intimistas
para a consagração.

Cada um dos meus Versos Intimistas
a intimidade celebra contente
com aroma de amor narivo e Calafate,
Sou eu a dona da tua devoção,
da liberdade e de toda a intimidade.

Está vendo, meu amor?
Tem florada de Goiaba azeda
em tempos de calor.
Está ouvindo, meu amor?
A canção do Reisado
pela voz do cantador.
Está sentindo, meu amor?
E o meu querer querendo
porque é você quem faz
o meu coração continuar batendo.

Tenho morada garantida
no teu pensamento,
As tuas linguagens secretas
do amor e das flores,
confirmam o sentimento:
Que sou a que liga
o céu e a terra em mim
baixo o Hemisfério Austral.


Não acredito em acidente,
é tudo muito coincidente.


Ñuble, Biobío, a Patagonia
dos dois lados me doem,
Tudo na minha terra me dói
e Tariquía me preocupa,
E em ti sei que também
dói de maneira absoluta,
muito próximo de tortura.


Não acredito em acidente,
tem muita gente conivente.


Querem transformar a vida
continente totalmente numa
vida distópica e absurda,
E ficam testando a paciência
para uns como ciência oculta,
e plantam a coletiva dúvida.


(Da nossa parte para eles não
existe perdão, esquecimento,
e tampouco nenhuma desculpa).

Não tenho vocação
para ser Paraselene,
trago amor perene
como a Lua Austral
que te pertence infrene.


No alcance das mãos,
a ternura no céu íntimo
possuidor das estrelas
que iluminam o destino,
que com astúcia mimo.


Não tenho outro padrão
que não me faça única,
ou que não me faça tua;
sou a tua sublime loucura
de amor que em ti perdura.


Até porventura quando
estiveres por acaso distraído,
eis-me como a tua contínua
busca que reina absoluta,
a intocada fortaleza que perdura.

O Sol se pôs e a Lua se ergueu,
foi no Galo da Madrugada
que o amor para nós aconteceu
numa noite estrelada --
O mundo parecia que parou,
e no final era só você e eu.

⁠Piúva eflorescida
no Mato Grosso do Sul
do meu bonito amor,
Moda de viola
encantada para me levar
onde você for,
Versos Intimistas
para celebrar o andor
de amar imensamente
a cada instante da gente.

⁠O luxo do teu amor
sei que me pertence,
Como nunca deixe
de pertencer-te,
Você me puxou
pela mão e me deu
uma fita de cetim
para dançar contigo
a Dança do Tipiti,
Deste dia bonito
jamais me esqueci.

O Teatro Mudo do Amor

Vidas ligadas, mas pedindo socorro.
Um homem e uma mulher caminhavam ouvindo que a lei diz: quem compra a morte também deve morrer.
Mas será que você não percebe que nem tudo o que se ouve faz sentido?
Embora, às vezes, possa até parecer o correto.

Eu acreditei em um conto de fadas, mas acho que você foi um tirano.
Então, perdi-me em uma piscina de desilusões, onde até o seu quarto ainda fala comigo.

As mãos que antes andavam dadas agora estão rachadas.
Entre um homem e uma mulher, já não existe mais a confiança que deveria existir.
E foi assim que começou o teatro mudo.

O amor feliz não precisa de falas.
O coração em festa já grita sozinho.

E a desilusão também.
Porque existem silêncios que dizem tudo.

Palmas para mim.

MÃE
Magnitude tão especial

Não se pode esconder o excesso de amor incondicional dentro do peito de uma mulher que é mãe.

Quando a maternidade chega, uma infinidade de coisas acontece dentro do seu corpo: mistérios e milagres se fundem. Ela cede espaço, doa vitaminas, sangue, alimento e tudo aquilo que um dia também lhe foi doado, para receber seu filho.

Tudo nela se desloca, muda de lugar e se transforma para proteger a vida que carrega. No fundo desse coração encharcado de amor, existe uma fortaleza criada para servir de suporte seguro, forte e confiável.

Somos fortaleza, somos força, somos mãe.

E, como sempre digo: Dia das Mães são todos os dias.

Feliz Dia das Mães a todas!

O Quase Perfeito do Amor

Eu perco o ar ao falar de amor.
Você deveria ceder antes.

Tivemos paz, vivemos um romance.
Nada que envolva o amor é supérfluo.

Aquele nosso quadro fala —
ele narra a sujeira do desamor
e mostra que só o amor prospera.

Era um laço que jamais sangraria.
De mãos dadas, éramos bem-amados.

Sou um homem, mas, às vezes,
carrego pensamentos que julgo femininos, talvez eu esteja tomado
por uma ideia de amor mais que perfeito.

Eu só quero ser amado.

E ainda me choca pensar
que alguém de confiança
possa estar te traindo.

Não há interesses mais confusos e covardes quanto aos que confundem amor com carência, e acabam após saciados.


Porque o Amor Verdadeiro não se esgota quando a fome é saciada — ele nasce justamente quando o outro deixa de ser remédio para a solidão e se torna companhia na inteireza.


A carência só quer preencher um vazio; o amor, transbordar!


Quem ama pela falta, consome, desgasta e até usa o outro.


Quem ama por plenitude, compartilha o que tem de mais inteiro.


Por isso, é tão fácil ver relações que começam com tanta intensidade e terminam em silêncios tão ensurdecedores — eram tão somente gritos de necessidade disfarçados de afeto.


O amor não almeja saciedade, mas sim, permanência.

Aprendi que tudo feito com muito Amor e Carinho dá certo…


Inclusive Brigar!


É raro alguém conseguir Brigar com tanto Amor e Carinho, sem deixar o pincel cair de propósito — só para rabiscar o perdão no meio da discussão.


Porque certas brigas nascem apenas para nos lembrar que o Abraço é o ponto final mais bonito…


Os abraços grandes, os memoráveis, nascem das mãos livres… e dos corações presos — ao desejo de amar.


Com carinho — à prima, Elaine Ferreira.

⁠⁠Por um mundo onde os relacionamentos sejam Alicerçados pelo Amor, e Sustentados pelo modo de Relacionar, não pelo MEDO.

⁠Cravemos os dentes
na carne um do outro,
em busca do sangue
de um amor já morto.


A fatalidade do acaso
fez do instinto o desejo
e a sobrevivência do querer:
sangrar para existir.


Cravemos os dentes
na boca um do outro,
em busca da saliva
de um beijo roto.

Há acontecimentos na existência que marcam como amor ou paixão avassaladora. E, às vezes, tentamos reescrever essa história — mover o enredo, deslocar o sentimento, transplantar a emoção para outro contexto, outra pessoa, outro encantamento. Mas não funciona.


No universo emocional, certos eventos só acontecem uma vez.
Não é possível reconstruir o que o caos, em sua precisão secreta, nos ofereceu como vivência única.


Há experiências que pertencem a um instante irrepetível, e nenhuma tentativa humana consegue reescrever aquilo que nasceu para acontecer apenas naquele momento — e nunca mais. Evan do Carmo

O AMOR, QUANDO ELE CHEGA


I
O amor, quando ele chega,
altera o tempo e o clima,
transforma a rota do vento,
desloca o eixo da Terra
e o hemisfério se inclina.
II
O amor, quando ele chega,
organiza o caos infindo,
desmantela o imponderável,
rasga as vestes da razão,
e o que antes era utópico,
nas cordas do coração,
desamarra o improvável.
III
O amor, quando ele chega,
desperta o desconhecido,
faz oscilar estações
pra confundir os sentidos.
IV
E, nessa linha de sombra,
respira uma verdade fatal:
o amor, quando ele chega,
nos expõe à vil tragédia
que não raro é seu final.

Quando o amor encontra seu lar, ali permanece, não por inércia, mas por escolha. Ele se acomoda nos gestos mínimos, na repetição dos dias, no reconhecimento silencioso de um no outro. Ficar não é fraqueza, é decisão cotidiana. O amor cria raízes, aprende o ritmo da casa, conhece seus ruídos, suas sombras e suas promessas.


O vento não chega de uma vez. Ele começa como estagnação, como descuido quase imperceptível, como a falsa segurança de que tudo está garantido. É a falta de escuta, a ausência de curiosidade pelo outro, o adiamento constante do cuidado. O vento é o silêncio que se prolonga, a palavra que deixa de ser dita, o toque que vira hábito sem presença.


A casa não cai por ódio, nem por grandes tragédias. Cai porque deixa de ser habitada por dentro. O vento apenas revela o que já estava frágil. O amor não acaba quando o vento sopra; ele se desfaz quando ninguém mais sustenta as paredes.

O amor sobrevive a ambientes insólitos, sem a menor condição favorável. É atemporal, " ...superior ao tempo". É imortal.

Vive do passado, espera no presente e se prepara para o futuro. O amor é grande no dizer, gigante no mostrar, alegre no falar, sábio no calar e inteligente no esperar. O amor não tem tempo, tem momento. Tem ocasião, oportunidades que virão.