Mensagem de Amor de Pai para Filha

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Ninguém me Habita

Ninguém me habita. A não ser
o milagre da matéria
que me faz capaz de amor,
e o mistério da memória
que urde o tempo em meus neurônios,
para que eu, vivendo agora,
possa me rever no outrora.
Ninguém me habita. Sozinho
resvalo pelos declives
onde me esperam, me chamam
(meu ser me diz se as atendo)
feiúras que me fascinam,
belezas que me endoidecem.

Ironia

Como é irônica a vida
Como é entranho viver
Tive que novamente amar
Para um antigo amor esquecer
Busquei refugio em outro alguém
E depois de você
Já não vejo mais ninguém...
Você surgiu e me encantou
Seu sorriso doce e angelical
Em pouco tempo me enfeitiçou
Seu jeito irreverente e meio moleque
Fez de você alguém especial
De quem ninguém nunca se esquece

Você me fez sentir um amor sincero e puro
Ao seu lado, sinto que o mundo é um lugar seguro.
Você é minha fortaleza
Seu amor é minha maior riqueza
Você é real, você é meu amado.
Por voe senti um amor inesperado
Não posso mais negar
Não tem como deixar de ser
Jamais poderei viver
Sem ao meu lado ter você

Nós só temos o direito de esperar pelo impossível depois de termos feito tudo o que nos foi possível.

É loucura querer viver um dia à frente do hoje, pois o amanhã é incerto demais para desejá-lo que se faça presente.

Tu é feito flor de cerejeira, simples, delicado, com um significado imenso. Me enche os olhos de alegria, me trás paz.

1 As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram;

2 E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando:
Cantando espalharei por toda a parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

(Os Lusíadas canto primeiro - 1 e 2)

Luís de Camões
Os Lusíadas

Dissimular, enganar, fingir, fechar os olhos aos defeitos dos amigos, ao ponto de apreciar e admirar grandes vícios como grandes virtudes, não será, acaso, avizinhar-se da loucura?

Erasmo de Roterdã
"Elogio da Loucura". eBooksBrasil.com, 2002.

Todas as faltas, e talvez, os crimes, têm, por princípio, um raciocínio errado ou algum excesso de egoísmo.

Não existe boa intenção sem um severo discernimento das próprias motivações.

O tempo é como uma ponte, posto que nos permite fazer a travessia para o outro lado, percorrer novas estradas, buscar novos horizontes, talvez esse tempo nos permita voltar, talvez jamais voltemos, mas o certo é que se tivermos medo da travessia, acabamos morrendo sem saber o que tem do outro lado...

Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.

Tem que haver coerência entre o pensamento, as palavras e as atitudes. Senão, pensar pra quê?

Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.

Caem folhas no chão regularmente, mas o fato é que é sempre outono no outono, e o inverno vem depois fatalmente, e há só um caminho para a vida, que é a vida...

Somos responsáveis pelas condutas pessoais que causam impactos na vida profissional. A ética não é temporária, é linear.

O que faz ela ser quase um segredo é ser ela assim tão transparente, ela é livre e ser livre a faz brilhar. Ela é filha da Terra, Céu e Mar.

Os olhos revelam o que existe na alma mas tambem transbordam as dores escondidas no coração.

Os humanos são como as rosas.
"As vezes só olhamos os espeinhos,e esquecemos da beleza das petala"

"Nem todos os sonhadores realizam seus sonhos, mas todos os realizadores sonham. Eles energizam seus sonhos com ação. A felicidade acontece para aqueles que sonham seus sonhos e fazem exatamente o que é necessário para que eles se tornem realidade."

Paris, outono de 73
Estou no nosso bar mais uma vez
E escrevo pra dizer
Que é a mesma taça e a mesma luz
Brilhando no champanhe em vários tons azuis
No espelho em frente eu sou mais um freguês
Um homem que já foi feliz, talvez
E vejo que em seu rosto correm lágrimas de dor
Saudades, certamente, de algum grande amor

Mas ao vê-lo assim tão triste e só
Sou eu que estou chorando
Lágrimas iguais
E, a vida é assim, o tempo passa
E fica relembrando
Canções do amor demais
Sim, será mais um, mais um qualquer
Que vem de vez em quando
E olha para trás
É, existe sempre uma mulher
Pra se ficar pensando
Nem sei... nem lembro mais