Mensagem de Amor de Pai para Filha

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Agimos como gostaríamos de ser porque, quando há tempo para pensar, escolhemos a versão de nós que queremos apresentar ao mundo. A ação comporta cálculo, linguagem, educação, desejo de reconhecimento.

Mas a reação acontece antes da diplomacia do pensamento. Ela atravessa nossas defesas e revela aquilo que ainda não conseguimos elaborar: nossas feridas, medos, ressentimentos, necessidades e modos aprendidos de nos proteger.

Por isso, não somos necessariamente aquilo que fazemos quando estamos no controle. Há algo de nós que aparece quando o controle falha.

É justamente aí que a frase se torna incômoda: nossas reações talvez não revelem quem somos por inteiro, mas revelam quem ainda somos quando não conseguimos escolher quem ser.

E talvez seja nesse intervalo, entre o impulso que nos atravessa e a resposta que aprendemos a construir, que começa o trabalho de transformar-nos.

Às vezes, passamos a vida procurando um lugar para pertencer, sem perceber que o verdadeiro endereço sempre foi interno. Há casas enormes onde a alma permanece sem abrigo, e espaços pequenos capazes de acolher uma existência inteira. No fim, lar não é o lugar onde repousa o corpo, mas onde o coração não precisa se defender.

A soberba nasce da necessidade de provar. A soberania nasce da capacidade de ser. Quem é soberbo fala para ser admirado. Quem é soberano escuta sem se sentir diminuído. Um precisa vencer disputas invisíveis, o outro já fez as pazes consigo mesmo. A soberba procura aplausos. A soberania procura coerência. Uma depende do olhar dos outros, a outra repousa em si mesma. Talvez por isso a soberba faça tanto barulho e a verdadeira grandeza quase sempre chegue em silêncio. Quem precisa parecer maior do que todos ainda não encontrou o próprio tamanho.

Algumas coisas precisam de tempo porque ainda estão encontrando a forma possível de existir. E você não precisa se machucar para provar que está avançando.

Há lugares que não aparecem nos mapas, conversas que desmontam certezas e experiências que a imaginação nunca ensaiou. Só as encontra quem atravessa o desconhecido sem pedir garantias e recusa o hábito preguiçoso de julgar o livro pela capa.

Conhecer novas paisagens nunca foi apenas mudar de horizonte. É permitir que os olhos aprendam um vocabulário que ainda não conheciam.

Existe uma beleza que só acontece quando saímos do caminho habitual. O mundo continua sendo o mesmo, mas alguma coisa em nós ganha outra janela.

Tenho a impressão de que os olhos também colecionam memórias. Cada paisagem bonita amplia o repertório da alma. Depois de contemplar certos reflexos, certas luzes e certos horizontes, voltamos diferentes, não porque o mundo mudou, mas porque carregamos dentro de nós mais maneiras de enxergá-lo.

Passamos tempo demais tentando salvar versões de nós que já cumpriram seu papel. Continuamos repetindo gestos, sustentando personagens e defendendo identidades que um dia nos protegeram, mas que hoje apenas nos apertam por dentro.

Existe um luto que quase ninguém nomeia: o de deixar de ser quem aprendemos a ser para abrir espaço para quem já estamos nos tornando.

Nem toda mudança começa quando a vida muda. Às vezes, ela começa quando finalmente paramos de insistir em caber onde a nossa verdade já não respira.

O espelho não devolve apenas feições. Devolve escolhas. Cansaços. Contradições. Devolve a distância entre quem acreditávamos ser e quem estamos nos tornando enquanto ninguém está olhando.

A análise é o lugar onde a fala deixa de servir apenas para explicar a vida e começa, finalmente, a transformá-la.

Passei anos tentando descobrir quem eu era. Hoje desconfio que a pergunta mais honesta nunca foi essa. A verdadeira pergunta é: o que em mim ainda espera a coragem de ser vivido?

A falsidade tem uma estranha capacidade de tranquilizar. Ela preserva versões, protege personagens e adia encontros inevitáveis. A sinceridade faz o contrário. Ela abre as janelas, deixa o ar entrar e revela a poeira que aprendemos a chamar de normalidade. Talvez seja por isso que ela assuste tanto. Não porque seja dura, mas porque, depois que a verdade ilumina um cômodo da alma, continuar vivendo no escuro deixa de ser destino e passa a ser escolha.

Não confunda paciência com submissão.
Paciência não é permanecer onde você desaparece. Não é aceitar o desrespeito em nome da esperança, nem chamar de maturidade o hábito de engolir o que machuca.

A paciência continua de mãos dadas com a dignidade. Ela sabe esperar sem se abandonar. Sabe que algumas coisas amadurecem devagar, mas também reconhece quando o tempo deixou de cultivar e começou apenas a adiar o inevitável.

A submissão é mais silenciosa. Ela costuma vestir a roupa da compreensão enquanto vai apagando a própria voz. Um dia você percebe que não está mais esperando o outro mudar. Está esperando voltar a existir dentro da própria vida.

Existe uma diferença enorme entre dar tempo a alguém e entregar o próprio tempo a uma ferida que já decidiu não cicatrizar.

A primeira é um gesto de amor. A segunda costuma ser o jeito mais lento de desaparecer.

"Não podemos fazer grandes coisas, mas podemos fazer pequenas coisas com eficiência e grande amor, por isso, não reclame das dificuldades, siga em frente" Ademar de Borba

Solidão


⁠Todos nós somos sozinhos,
‎uns um pouco menos, outros um pouco mais,
‎mas mesmo assim, somos sozinhos.
‎
‎A solidão é uma dádiva,
‎quando se sabe aproveitá-la,
‎ou pode ser um peso,
‎carregado por uma dúvida:
‎
‎o porquê sou tão sozinho?
‎
‎Essa pergunta não sei responder,
‎só o que falta é tentar entender.
‎Ser só pode doer até ver que consegue viver em um mundo onde,
‎só houver você .
‎
‎Talvez a resposta não seja fugir,
‎mas aprender a existir em mim,
‎porque no silêncio que eu tanto temi,
‎encontrei partes que ainda não vi.
‎
‎Isadora de Lima
‎
‎

Hipócritas


Quando você já experimentou os dois lados da moeda,
‎você percebe o quão hipócrita é.
‎Em um dia sendo oprimido, no outro, opressor.
‎Em um dia te olham torto, no outro, quem olha é você.
‎
‎De um lado da moeda,
‎te deixam de lado, formam suas panelas, e o intrometido é você.
‎Quando senti esse sentimento tão vazio,
‎parecia o fim do mundo.
‎Só torcia para que alguém olhasse, sorrisse e puxasse algum assunto.
‎Pensei comigo mesmo: “Será que estou tão errada em tentar interagir?”
‎
‎Mas daí nós vemos, de repente, do outro lado da moeda,
‎e percebemos que o que mais temi, cometi,
‎e vi tarde demais que excluí uma das várias pessoas
‎que passaram por mim.
‎

FRASE LINDA DO IMPERADOR JULIO CESAR SOBRE O SENTIMENTO MAIS NOBRE ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER:
"As vezes sinto que ja te amei na encarnação passada e jurei te amar em todas as outras que virão, então não me culpe por te amar tanto assim, só estou cumprindo a minha promessa´"´. Júlio César