Mensagem de Autoestima

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"Um dia o fim chega...
Mas, não precisa ser hoje!"
Haredita Angel
22.04.13

Sou o sopro que aprende a existir no agora,
e o tempo que em mim desaprende a correr.
Hoje renasço naquilo que nunca fui embora,
e celebro o infinito que insiste em ser

Hoje eu fechei a porta não porque deixou de doer, mas porque doía demais mantê-la aberta.

O Mar Está Ali

O mar está ali.
E hoje, Marli, é você quem parte.

Suas malas estão prontas,
e o caminho se abre à sua frente.

Ao atravessar o jardim,
não olhe para trás.
Sorria.
Você sempre foi do bem,
sempre amiga,
sempre luz.

Lembramos dos seus cabelos vermelhos,
da sua ousadia serena,
da sua marca única,
gravada em nós.

O mar está ali.
E nele deixo, por ora, o meu adeus.

Que a luz divina te cubra por inteiro,
que a paz te envolva,
e que o amor te conduza.

O mar estava ali.
Agora, ele vive em outro lugar —
dentro de nós.

Meu adeus a você, Marli.
Com amor,
com saudade,
com gratidão.

Minha amiga, te amo.
Que Deus, em Sua infinita misericórdia,
esteja com você.
Adeus, Marli.

Hoje me visto de mim

Eu não me vesti de medo para me proteger, pois acreditei que a vida seria fácil.
Mas, por sorte ou abençoada pelo toque divino, aprendi com o tempo.

Hoje, visto-me de estabilidade, de amor e de felicidade, que já fazem parte de quem eu sou.

O meu “eu” de hoje

Sempre que acordo triste, o meu lado poético se afasta.
Sinto-me tomada por uma tristeza semelhante à de um amor que foi embora e não voltou. Então, genuinamente, crio memórias da época em que éramos dois em um mundo de mil e tudo isso contribuiu para o meu “eu” de hoje.

Raiz, Não Rótulo

Ouvi dizer que fui narcisista.
Nunca concordei, e hoje tenho a certeza de que sempre fui raiz.

No amor, há muitos amores,
e cada vida é única em seus ensinamentos e espelhos.

Tudo teve, e ainda tem, o sabor de um amor sincero.
E a minha sensação, tão importante para mim,
carrega o gosto sereno de missão cumprida.

Antes, as frases eram fortes, às vezes tristes, mas carregadas de verdade e profundidade, hoje, tornaram-se raridade. Vejo uma enxurrada de palavras feitas apenas para agradar, para ecoar no vazio de mentes que pouco pensam, palavras que satisfazem apenas meia dúzia de analfabetos funcionais. A escrita que outrora feriu, que fez refletir e transformar, hoje se curva à mediocridade, à busca fácil pelo aplauso imediato. Parece que a profundidade se tornou inconveniente, e a verdade, um luxo que poucos se permitem escrever ou ler.

Hoje, ao voltar os olhos e reconhecer o caminho percorrido, as batalhas vencidas, as perdas transmudadas, a jornada inteira resplandece de sentido. Cada conquista miúda ganha peso e brilho, mesmo aquilo que o mundo chama de ínfimo é, para mim, prova concreta de resistência, de trabalho e de um cultivo paciente do meu próprio ser.

A dor de hoje é músculo do amanhã, raiz profunda, semente que germina em terra árida.

Aquilo que um dia te reduziu ao chão, hoje te ergue como um testemunho vivo do poder da superação.

Caí tantas vezes que aprendi a medir a altura do chão. Levantei com precisão, passo a passo. Hoje caminho sem medo do vão.

Um dia eu já chorei por perder tudo, hoje choro por gratidão, as lágrimas mudaram de endereço, meu rosto aprendeu outro brilho.

O que tentei esconder virou força para mostrar, transformei vulnerabilidade em alavanca, hoje exponho o que me fez inteiro.

Não busco abrigo, eu o crio, a casa nasceu das minhas mãos, e hoje habito onde antes só soprava o vento.

Meus erros me trouxeram pulso, com ele corrijo-os e avanço, a direção é mais nítida hoje.

Cada recomeço me fez mais inteiro, as quebras costuraram-me com nova trama, hoje sou a soma de todas as reconstituições.

A dureza se transformou em precisão, a pressa em disciplina, hoje entrego obras aperfeiçoadas.

O desprezo alheio virou combustível discreto, usei-o para polir minha determinação, hoje ele alimenta minha calma.

Quando a sorte faltou, inventei processo, o processo substitui a sorte com hábito, hoje sou fruto dessa construção.