Menina Levada
Sou Tua Menina, Senhor ...
Preciso da tua atenção, cada dia mais. Eu sei que mesmo que eu não entenda, mesmo quando o coração aperta, sei que Tu estás no controle de tudo. Cuida de mim, Senhor... estou crescida, mas não deixo de ser Tua Menina.
Wanessa Guimarães Z96
Menina de leão
cabelos enrolados, pele morena.
O mar parece sua morada.
Coração largo, onde cabem a alegria, a generosidade,
o colo e o aconchego.
Tem abraço de mãe e força de quem sustenta sem alarde.
Faz de si abrigo, mesmo quando o mundo só oferece vento.
Não pede, oferece.
Não cobra, acolhe.
Pode chamar do que quiser,
mas, de verdade, preserve.
Gente assim não se refaz fácil
quando quebrada.
“A menina silenciosamente desatenta pode sofrer tanto quanto o menino agitado, apenas sem incomodar o suficiente para ser vista.”
Do livro TDAH: Déficit de Atenção, Distúrbio ou Apenas Distração?, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A menina silenciosamente desatenta pode carregar um sofrimento imenso justamente porque não incomoda o suficiente para ser percebida.”
Do livro TDAH: A Mente que Não Descansa, de Nina Lee Magalhães de Sá.
A Menina que admirava as Flores
Ela parava no meio da pressa só pra ver o que nascia na calçada. Conversava com as pétalas como quem entende silêncio. Dizia que flor não tem medo mesmo sem plateia. E eu, que só passava reto, aprendi a demorar por causa dela
💕✨️"...mulher com jeito de menina...rosto lindo...faz o sol brilhar☀️...quando penso em você...fico a imaginar...seria ela um anjo em forma de mulher...ou uma linda menina...que a terra veio iluminar?"✨️💕
Mulher linda, divina,
Esse jeitinho de menina,
Que o meu instinto seduz,
Vejo no teu olhar a luz,
Impulsionando-me para um mundo,
De um desejo profundo,
Deste teu corpo macio,
Que me faz sentir calafrios,
Na ânsia de beijar tua boca,
Te fazer ficar bem louca,
Realizando esse meu vício...
És complexa és MISTURA,
És uma menina és MULHER,
És complexa és MISTURA,
Assim pra quem QUISER,
És complexa és MISTURA,
És uma mulher MENINA,
És complexa és MISTURA,
És uma mulher DIVINA,
Este teu jeito me FASCINA,
Sou alguém que PROCURA,
Ser feliz o SUFICIENTE,
Eu serei ETERNAMENTE,
Quem te levará a LOUCURA....
Chinoquita linda e DIVINA,... Com esse jeito de MENINA,... Com esta pose de MULHER,... Bem assim que esse gaudério QUER,... Se tu ainda é SOLTEIRA,... Deixa aberta a PORTEIRA,...Liberta teu CORAÇÃO,... Para que este PEÃO,... Te coloque na GARUPA,... E te leve no UPA E UPA,... Pra morar lá no meu RINCÃO.....
💕✨️"...estava caminhando...quando avistei...seria um anjo ou uma linda menina que a terra veio iluminar?...meus olhos brilharam...se encantaram...tanta beleza...pureza...bela menina...brilho no olhar...estrela a caminhar...veio no mundo iluminar...a luz do meu olhar."✨️💕
O olhar verdadeiro e o sorriso mole de uma menina-mulher que, mesmo sabendo como o mundo funciona, ainda busca ser inocente e sonha grande com esperança.
Dizem que a mulher tem no olhar o brilho de uma estrela. Já as mães têm uma constelação inteira.
A arma mais poderosa de uma mulher não é a espada nem a faca: é o olhar!
Menina-mulher...
Sorriso de menina, olhar de mulher.
Tão bonita é a menina, que já sabe o que quer.
O amor ensina você a ser a menina inocente
Ou a mulher experiente.
A beleza de uma mulher é feita pelo seu sorriso e pelo seu olhar.
Alexandre Sefardi
A menina sonhadora
Eu era uma menina sonhadora.
Daquelas que acreditavam
que o amor era capaz de unir tudo.
Por amar demais minha família,
guardei meus próprios sonhos
na última gaveta do coração.
Sendo filha única,
fiz do cuidado minha missão.
Enquanto muitos corriam atrás da própria vida,
eu estendia as mãos
para segurar a dos meus pais.
Mas havia segredos...
Segredos antigos,
guardados pelo tempo e pelo silêncio.
Meus pais se casaram depois de dezoito anos,
e eu...
nem sequer fui convidada.
Conheci aquele dia
pelas fotografias.
Aos vinte e dois anos,
construí minha própria casa de boneca.
Casei, tive uma filha,
e acreditei que ali
morava a felicidade.
Então a vida virou a página.
Meu pai adoeceu.
Minha mãe carregava feridas
que nunca cicatrizaram.
E aquela menina,
agora mulher,
voltou para a casa onde nasceu,
com uma filha pela mão
e um filho crescendo no ventre.
Descobri também
que meu casamento estava desmoronando.
Era dor demais
para um único coração.
Perdi meu pai
quando meu menino tinha apenas um ano.
Depois veio a separação,
as discussões,
as ausências,
e o silêncio de um pai
que deixou de estar presente.
Aos trinta e seis anos,
eu era filha,
era mãe,
era pai,
era abrigo.
Enquanto enfrentava
a Síndrome do Pânico,
levantava todos os dias
como quem veste uma armadura invisível.
Criei dois tesouros:
uma menina
e um menino.
Cuidei da minha mãe,
forte e rígida,
mas também guerreira.
Aprendi que, às vezes,
a força nasce
quando ninguém mais pode nos sustentar.
Vieram críticas.
Poucas mãos estendidas.
Mesmo assim,
eu continuei.
Houve uma chance
de recomeçar no Sul.
Mas o amor pelos filhos
falou mais alto.
E eu fiquei.
Mais tarde,
conheci outro homem.
Sabia que ele não seria
a rocha firme dos meus sonhos.
Mas ambos carregávamos
nossas próprias tempestades.
Talvez não fosse amor perfeito...
Talvez fôssemos apenas
duas pessoas tentando sobreviver.
Os filhos cresceram.
Construíram suas histórias.
E eu...
perdi minha mãe para a COVID.
Perdi muito também
do que havia construído.
Ainda assim,
não perdi tudo.
Porque ninguém consegue arrancar
de uma sonhadora
a capacidade de sonhar.
Hoje,
eu não imploro mais por amor.
Aprendi que a paz
vale mais do que qualquer companhia.
Minha casa ficou silenciosa.
Meu coração,
mais reservado.
Mas existe uma diferença.
Antes,
eu sonhava pelos outros.
Hoje,
eu finalmente começo
a sonhar por mim.
E talvez...
esse seja o sonho
mais bonito de todos.
Ah! Menina mulher
Por quem em apaixonei
Teus olhos refletem
A pureza da verdade
Neles, o universo!
Teus lábios despertam-me
o desejo de tocá-los com carícias.
Teus lindos cabelos
Como pérolas enfileiradas
Exalam um perfume
Como lírios no campo
Tua pele limpa e cálida
Com um perfume tão próprio
E tão gostoso
Com um corpo definido
Uma obra de rara beleza,
Como um livro inspirado
na milenar sabedoria do oriente.
Quisera eu fosse um passarinho
Para te despertar
com o mais belo dos cânticos
E exprimir o quanto és bela
E o quanto eu te amo!
(Raul Gabriel)
Não se engane com o calendário: há maturidade em quem tem 20 e uma alma de menina em quem já passou dos 30
Hoje me encontrei pensando na minha versão criança: como aquela menina estaria orgulhosa da mulher que me tornei e dos méritos conquistados. Pois um ser pequeno acreditou em si mesmo, buscou os horizontes da vida e buscou o conhecimento, tendo a dedicação como base e sem esquecer as suas raízes.
Saber que a flecha 🏹 e o arco precisam de foco, disciplina e impulso me fez forte. Caí várias vezes, tirei as pedras do caminho e as carreguei comigo; a cada dia acordo mais sorridente, pois as pedras já estão tomando forma
Interesse
Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino
Meu interesse é muito raro não me desanima
É a paixão que dura um dia inteiro e a tarde termina
Meu interesse é longe distante de qualquer caminho
É o lenço que foge das lágrimas e chora sozinho
Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino
Meu interesse é um subir pra baixo descendo pra cima
É o punho girando o pandeiro dessa minha sina
Meu interesse não soma valor nem é levado em conta
É o sorriso no rosto menino depois que apronta
Meu interesse é entrar de cabeça na paixão menina
Não está escrito no bilhete aonde ela termina
Meu interesse é viajar na frente desse amor menino
Até que o samba alegre dessa vida chegue ao seu destino
A MENINA DA SOLEIRA.
Obs. Interpretação livre feita por:
Marcelo Caetano Monteiro.
Ninguém sabe ao certo quem ela foi.
Talvez jamais tenha existido como indivíduo, mas apenas como símbolo. Ainda assim, há imagens que parecem guardar uma memória silenciosa, como se a tinta absorvesse lágrimas que o tempo já esqueceu. Esta é uma delas.
Sentada junto à fria coluna de pedra, a jovem permanece imóvel. O cesto ao seu lado revela uma vida de trabalho simples. O lenço cobre-lhe os cabelos não por elegância, mas por necessidade. Seus olhos, porém, são o verdadeiro centro da pintura: não choram. Há tristezas que ultrapassam as lágrimas.
Pode-se imaginar que seu nome fosse Élise.
Nasceu em um pequeno vilarejo europeu, onde o inverno chegava antes da esperança. Filha de um artesão e de uma costureira, aprendeu cedo que a infância nem sempre conhece brinquedos. Enquanto outras crianças corriam pelos campos, ela remendava tecidos, carregava cestos e observava, pela janela, a vida passar.
Seu pai morreu durante uma epidemia. A mãe, consumida pelo sofrimento, resistiu apenas alguns anos. Restou-lhe a cidade grande, onde a multidão era capaz de ignorar uma alma inteira.
Todas as manhãs caminhava até a praça levando pequenas flores, linhas e fitas para vender. Nem sempre conseguia compradores. Em muitos dias voltava apenas com o peso da fadiga.
Foi numa dessas tardes que encontrou abrigo diante da porta de uma antiga igreja.
Ali permaneceu sentada.
Não esperava esmolas. Esperava alguém.
Talvez um irmão desaparecido. Talvez um amor prometido. Talvez apenas uma palavra que lhe devolvesse a certeza de que sua existência ainda importava a alguém.
Os sinos tocaram inúmeras vezes.
As estações mudaram.
As pedras envelheceram.
Mas a espera continuou.
Há uma estranha mística nos lugares onde muitas preces foram pronunciadas. As igrejas antigas parecem guardar o eco das vozes, dos arrependimentos e das despedidas. Sentada naquela soleira, Élise acreditava que Deus, mesmo em silêncio, ainda caminhava entre os homens.
Os idosos diziam que ela conversava com o vento.
As crianças juravam vê-la sorrir para alguém invisível.
Os mais céticos afirmavam tratar-se apenas da solidão.
Ninguém conseguiu provar qualquer dessas versões.
Certa manhã de inverno, encontraram apenas o cesto.
Ela havia desaparecido.
Não havia pegadas na neve.
Nem sinais de violência.
Somente um pequeno ramo de lírios brancos repousava onde estivera sentada.
Alguns disseram que um convento a acolhera.
Outros acreditaram que sucumbira ao frio durante a madrugada.
Houve quem jurasse que, nas tardes silenciosas, uma jovem de lenço escuro ainda podia ser vista junto à velha porta, olhando calmamente para quem passa, como se aguardasse alguém que ainda não chegou.
Talvez toda grande espera transforme o ser humano em memória.
Talvez existam pessoas que nunca deixam um lugar, mesmo depois de partirem.
E talvez seja por isso que certas pinturas continuam olhando para nós.
Não porque estejam vivas.
Mas porque ainda esperam.
A Menina Que Esperava
Na pedra fria adormeceu a flor,
Levando em si o último calor.
O tempo antigo lhe roubou a cor,
Mas não venceu a força do amor.
Seu lenço ocultava a oração,
Seu peito guardava a solidão.
No velho templo fez habitação,
Esperando em paz a salvação.
Passava o inverno, o sol, o verão,
Mudava o mundo, não seu coração.
Cada badalo trazia emoção,
Sem responder à sua aflição.
Um dia a aurora rompeu o véu,
E a neve branca beijou-lhe o céu.
Ficou o cesto, calado, ao léu;
Quem foi embora não disse adeus.
Se alguém perguntar quem ela foi,
Responda apenas: "a dor constrói".
Pois quem na esperança firme se põe,
Mesmo partindo... jamais se destrói.
Há olhos que o tempo não faz fechar,
Há vozes que o vento insiste em guardar.
E quem ama tanto sem reclamar
Continua, em silêncio, a esperar.
