Menina Gente Boa
O amor começa
quando a gente para de mendigar espaço
na história dos outros
e começa a escrever,
com coragem,
a nossa própria história.
A gente vive como se tivesse tempo de sobra. E o tempo… anda de fininho, pregando peça na gente. Poucas coisas nos humanizam tanto quanto o luto. É um choque seco, direto. Um corte na ilusão de que tudo pode esperar, de que dá pra deixar pra amanhã. Porque, quando a perda chega, de repente, o amanhã que a gente guardava com tanto cuidado… não existe mais.
A gente passa a vida fazendo planos como se o calendário fosse o nosso aliado, como se o relógio estivesse do nosso lado. E o luto escancara isso sem delicadeza nenhuma. Perder alguém muda o jeito como a gente enxerga o tempo. Você percebe que ele não era tão longo quanto parecia. Que aquela conversa podia ter acontecido. Que aquele abraço podia ter sido dado. Que aquele café não precisava ter esfriado.
É como se o relógio risse da nossa pressa. A gente corre para tudo… menos para o amor, menos para o afeto. E aí, quando não dá mais, a gente entende. Entende tarde. Entende na dor.
O luto humaniza porque tira a gente do automático. Ele quebra essa ideia de controle que a gente insiste em ter. Ele lembra que a vida não é um projeto infinito. É uma travessia. Uma viagem.
O tempo não avisa quando vai acabar. Mas sempre mostra, do jeito mais duro, que ele nunca foi garantido. Zero garantias.
Às vezes, a gente considera uma pessoa especial não porque, de fato, ela seja, mas por ser parecida conosco.
Tanto casas quanto corações necessecitam de faxinas frequentes e a gente até as faz mas, assim como casas todo coração tem um canto difícil de varrer.
Quando descobrimos que só pedimos o que não temos, a gente para de pedir amor e começa a se preocupar em doá-lo.
Tem gente na internet que consegue se apaixonar por perfil fake… porque, aparentemente, filtro e conversa pronta já viraram prova de amor moderno.
Tem gente na internet que acaba se apaixonando por perfil fake… hoje em dia nem o cupido precisa trabalhar, o estelionatário já faz o serviço completo.
A gente não cansa de uma vida cheia de compromissos, dia a dia corrido, agenda lotada, excesso de trabalho. A gente cansa de uma vida vazia, sem objetivos, sem sonhos e nenhuma emoção.
A gente sabe que o amanhã não nos pertence, mas insiste em complicar, ao invés de viver com a simplicidade, leveza e encanto de quem já entendeu que está só de passagem nessa vida.
“Será que esse seu ciúme todo ainda vai acabar fazendo a gente esquecer o mundo lá fora e transformar toda essa tensão em amor, carinho e vontade de ficar perdido um no outro?”
A gente estranha as pessoas agirem diferente do que agiríamos em uma mesma situação porque se esquece que elas agem de acordo com os princípios e valores delas e não dos nossos.
A música através de suas palavras e ritmos expressa exatamente aquilo que a gente está sentindo no momento.
Parece óbvio mas, não é. Às vezes, só depois de muita dor e sofrimento a gente consegue enxergar que não precisa ser 8 ou 80, que entre os dois existem mais 78 possibilidades.
A gente sabe que é abençoado quando os motivos que temos para ser gratos são infinitamente maiores que os que temos para reclamar.
