Menina Especial
Para a menina de 9 anos que ainda mora em mim,
Oi, pequena.
Sei que você olha para o mundo com olhos curiosos e um coração enorme. Você acredita que tudo vai dar certo, e eu queria poder abraçar você agora e dizer que a vida será exatamente como imaginou. Não será.
Nós vamos passar por frustrações. Algumas pessoas vão nos decepcionar. Faremos escolhas erradas, e em alguns momentos você vai se perguntar se foi suficiente, se fez o bastante ou se a culpa era sua.
Mas escute bem: a culpa não precisa morar no nosso coração. Estou lutando todos os dias para libertar nós duas desse peso.
Quero que saiba que muitos dos nossos sonhos se realizaram. Nós nos tornamos enfermeiras. Também cuidamos de pessoas, e descobrimos que cuidar é uma das formas mais bonitas de amar. Cada paciente nos ensinou um pouco sobre coragem, fragilidade e esperança.
A vida seguiu um caminho diferente do que você imaginava. Nós não tivemos filhos. Mas Deus encheu nossa vida de sobrinhos, e nós os amamos com uma intensidade que talvez você ainda nem consiga compreender. O amor encontra muitos jeitos de existir.
Também preciso contar que alguns amores não deram certo. Houve despedidas, lágrimas e dias em que parecia impossível acreditar novamente. Mas, um dia, encontramos o grande amor da nossa vida. E então entendemos que o amor verdadeiro não chega para nos completar, e sim para caminhar ao nosso lado.
Quero que você saiba que somos felizes.
Não uma felicidade perfeita, porque ela não existe. Temos feridas emocionais que ainda estamos aprendendo a curar. Há dias difíceis, dias de silêncio, dias em que a alma pesa. Mas nunca deixamos de acreditar que tudo vai ficar bem.
Você vai descobrir que é muito mais forte do que imagina.
Aprendemos a gostar da nossa própria companhia. A solidão deixou de ser um castigo e se tornou um lugar de encontro com nós mesmas. Hoje sabemos apreciar o silêncio tanto quanto a agitação. Gostamos do movimento da vida, das conversas, das risadas, mas também amamos os momentos em que só existe o som do vento.
Somos apaixonadas pela natureza. Amamos trilhas, o cheiro da terra molhada, o verde das árvores e o céu aberto. Descobrimos que Deus também fala através das montanhas, das flores e dos caminhos.
Continuamos sendo exatamente como você é: curiosas. A cada fase da vida descobrimos um novo hobby, uma nova paixão, um novo aprendizado. Somos do tipo que muda, reinventa, experimenta e nunca deixa de aprender. Hoje gostamos de coisas que um dia juramos que nunca gostaríamos.
Escrevemos.
Escrevemos poemas, pensamentos e estamos escrevendo um livro. As palavras se tornaram nossa forma de transformar dor em beleza e saudade em esperança.
Lemos muito. Observamos as pessoas. Gostamos de conhecer o mundo, de aprender histórias e de enxergar beleza nos pequenos detalhes.
Você continuará sendo intensa.
Vai amar profundamente. Vai chorar profundamente. Vai rir até perder o fôlego. Vai cair, levantar e recomeçar tantas vezes que um dia perceberá que essa é a verdadeira coragem.
Não tenha medo de mudar. Não tenha medo de sentir. Não tenha medo de ser diferente.
Continue sonhando.
Mesmo quando a vida parecer dura, nunca deixe morrer essa menina de nove anos que acredita no impossível.
Ela é a parte mais bonita de nós.
Com amor, orgulho e esperança,
Você, aos 32 anos
A MENINA DA SOLEIRA.
Obs. Interpretação livre feita por:
Marcelo Caetano Monteiro.
Ninguém sabe ao certo quem ela foi.
Talvez jamais tenha existido como indivíduo, mas apenas como símbolo. Ainda assim, há imagens que parecem guardar uma memória silenciosa, como se a tinta absorvesse lágrimas que o tempo já esqueceu. Esta é uma delas.
Sentada junto à fria coluna de pedra, a jovem permanece imóvel. O cesto ao seu lado revela uma vida de trabalho simples. O lenço cobre-lhe os cabelos não por elegância, mas por necessidade. Seus olhos, porém, são o verdadeiro centro da pintura: não choram. Há tristezas que ultrapassam as lágrimas.
Pode-se imaginar que seu nome fosse Élise.
Nasceu em um pequeno vilarejo europeu, onde o inverno chegava antes da esperança. Filha de um artesão e de uma costureira, aprendeu cedo que a infância nem sempre conhece brinquedos. Enquanto outras crianças corriam pelos campos, ela remendava tecidos, carregava cestos e observava, pela janela, a vida passar.
Seu pai morreu durante uma epidemia. A mãe, consumida pelo sofrimento, resistiu apenas alguns anos. Restou-lhe a cidade grande, onde a multidão era capaz de ignorar uma alma inteira.
Todas as manhãs caminhava até a praça levando pequenas flores, linhas e fitas para vender. Nem sempre conseguia compradores. Em muitos dias voltava apenas com o peso da fadiga.
Foi numa dessas tardes que encontrou abrigo diante da porta de uma antiga igreja.
Ali permaneceu sentada.
Não esperava esmolas. Esperava alguém.
Talvez um irmão desaparecido. Talvez um amor prometido. Talvez apenas uma palavra que lhe devolvesse a certeza de que sua existência ainda importava a alguém.
Os sinos tocaram inúmeras vezes.
As estações mudaram.
As pedras envelheceram.
Mas a espera continuou.
Há uma estranha mística nos lugares onde muitas preces foram pronunciadas. As igrejas antigas parecem guardar o eco das vozes, dos arrependimentos e das despedidas. Sentada naquela soleira, Élise acreditava que Deus, mesmo em silêncio, ainda caminhava entre os homens.
Os idosos diziam que ela conversava com o vento.
As crianças juravam vê-la sorrir para alguém invisível.
Os mais céticos afirmavam tratar-se apenas da solidão.
Ninguém conseguiu provar qualquer dessas versões.
Certa manhã de inverno, encontraram apenas o cesto.
Ela havia desaparecido.
Não havia pegadas na neve.
Nem sinais de violência.
Somente um pequeno ramo de lírios brancos repousava onde estivera sentada.
Alguns disseram que um convento a acolhera.
Outros acreditaram que sucumbira ao frio durante a madrugada.
Houve quem jurasse que, nas tardes silenciosas, uma jovem de lenço escuro ainda podia ser vista junto à velha porta, olhando calmamente para quem passa, como se aguardasse alguém que ainda não chegou.
Talvez toda grande espera transforme o ser humano em memória.
Talvez existam pessoas que nunca deixam um lugar, mesmo depois de partirem.
E talvez seja por isso que certas pinturas continuam olhando para nós.
Não porque estejam vivas.
Mas porque ainda esperam.
A Menina Que Esperava
Na pedra fria adormeceu a flor,
Levando em si o último calor.
O tempo antigo lhe roubou a cor,
Mas não venceu a força do amor.
Seu lenço ocultava a oração,
Seu peito guardava a solidão.
No velho templo fez habitação,
Esperando em paz a salvação.
Passava o inverno, o sol, o verão,
Mudava o mundo, não seu coração.
Cada badalo trazia emoção,
Sem responder à sua aflição.
Um dia a aurora rompeu o véu,
E a neve branca beijou-lhe o céu.
Ficou o cesto, calado, ao léu;
Quem foi embora não disse adeus.
Se alguém perguntar quem ela foi,
Responda apenas: "a dor constrói".
Pois quem na esperança firme se põe,
Mesmo partindo... jamais se destrói.
Há olhos que o tempo não faz fechar,
Há vozes que o vento insiste em guardar.
E quem ama tanto sem reclamar
Continua, em silêncio, a esperar.
Menina, mulher
Menina doce e sapeca, ao mesmo tempo, mulher cheia de responsabilidades e atitudes serenas;
Mulher forte, decidida, com jeito de menina alegre e inocente;
Menina com traços de boneca, mulher com o corpo de manequim;
Mulher que sabe amar como ninguém, menina que sabe o que é ser amada.
Sou mulher...Sou menina...
Sou uma mulher que anda de salto alto. Ás vêzes...
Uma menina que brinca quase todo o tempo...
Sou uma mulher que luta...
E uma menina que chora...
Sou uma mulher cheia de desejos...
E um menina cheia de sonhos, planos e projetos...
Sou uma mulher que briga, e briga feio...
E uma menina que perdoa, facim, facim...
Sou uma mulher que faz regime, quando quer...
E uma menina que se “entope”
de guloseimas, quando gosta...
Sou uma mulher que grita, e alto...
E uma menina que ouve, só o que quer...rs
Sou uma mulher que fica triste...
E uma menina que dá risada...
Sou uma mulher que tem grandes irmãos...
E uma menina cheia de “coleguinhas”...
Sou uma mulher que acredita em Deus...
E uma menina que confia no
“Papai do céu"...
Sou uma mulher que "se encanta"...
E uma menina que aplaude...
Sou uma mulher que sobrevive
sem o carinho de determinadas pessoas...
E uma menina que chora de
saudades..
-Haredita Angel
Ainda sou a menina flor!
Aquela por quem um dia você se apaixonou.
Em teus braços me fiz mulher.
Entre os lençóis do amor me fiz mãe.
Entre passos no tempo me fiz vó.
Fostes o homem que me viu crescer.
És o homem que eu sonhava ter.
Desde que a flor era menina...
Flor menina.
☆Haredita Angel
"Eu tô pensando quê eu menina usava apenas
o dedo do meio pra mandar um recado.
Hoje tá melhor, usa-se os dez e faz-se um coração."
Haredita Angel
13.08.17
Sou uma mulher que adora flores,
e uma menina que corre atrás das borboletas.
Sou uma mulher que peca, e uma menina que todas as noites reza e pede a benção
do Papai do céu e da Mamãe do céu.
Sou uma mulher que sabe que tudo tem; Começo, Meio e Fim, e uma menina inimiga
dos fins.
Sou uma mulher que procura entender tudo, e uma menina que teima em não compreender nada!
Haredita Angel
08.08.25
Amo essa menina.
Amo essa mulher.
Do jeitinho que ela é...
Ora menina birrenta.
Ora adolescente briguenta.
Ora mulher... só mulher a satisfazer o seu homem....Eu!
Haredita Angel
14.02.24
"...e a mulher madura esqueceu de avisar à menina da quarta série que ela cresceu!"
Haredita Angel
23.03.26
Filha ( Pai de menina )
Filha, meu pequeno infinito,
quando você chegou, o mundo mudou de nome,
e tudo que antes era caminho solto
ganhou direção no brilho do teu olhar.
Sou pai de menina
— e isso é ser abrigo,
é aprender a ser forte com delicadeza,
é segurar tua mão sem
prender teus passos,
é te ver crescer e ainda assim
querer te proteger do vento.
Se um dia o mundo parecer
pesado demais,
lembra que teu lugar sempre
será meu abraço,
onde o medo se desfaz em
silêncio
e teu sorriso volta a ser casa.
E quando você voar
— porque eu sei que vai
— leva contigo tudo que te ensinei
em amor,
mas deixa comigo um pedaço teu, bem guardado,
porque ser teu pai…
é o que dá sentido a tudo em mim.
MULHER
Parabéns, MULHER,
Menina ainda flor,
Moça em seu vigor,
Mãe em dever,
Amiga em saber.
Parabéns, MULHER,
Amiga e amante,
Companheira e confidente,
Mais preciosa que diamante,
Conselheira prudente.
Parabéns, MULHER,
Atleta e trabalhadora,
Enfermeira e educadora,
Apesar de todas as lutas,
Guerras e disputas,
És vencedora,
E de minha gratidão merecedora.
Parabéns por todos os dias.
Provérbios: 31. 10. Álefe. Mulher virtuosa, quem a pode achar? Pois o seu valor muito excede ao de joias preciosas. - Bíblia JFA Offline:
Sorrisos de Vidro
Menina de cabelos cacheados,
carregava nos olhos
a luz que toda infância merece.
Mas quem deveria protegê-la
foi quem lhe roubou os dias,
transformando abraços em medo
e o silêncio em prisão.
Dos primeiros anos
até os doze,
ela aprendeu a sobreviver,
não a viver.
Cresceu.
Vestiu sorrisos,
escondeu cicatrizes
e fez do próprio coração
uma fortaleza sem janelas.
Agora seduz,
abandona
e parte corações,
como se cada homem ferido
pudesse pagar
pela dor de um único monstro.
Mas nenhuma lágrima alheia
devolve uma infância roubada.
E quando a noite cala o mundo,
ela encara o espelho
e encontra a mesma menina
de cabelos cacheados,
ainda esperando
que alguém a salve
do passado que nunca foi embora.
Seus sorrisos são de vidro:
brilham para quem olha,
mas por dentro
estão quebrados,
e cada pedaço
ainda sangra,
Sangra na sua
Própria Loucura.
É comum que as filhas de reis se tornem rainhas, mas Deus demonstra Sua grandeza ao pegar uma menina pobre, sem pai e sem mãe, e fazê-la sentar-se em uma posição de honra.
Rainha Esther.
Entre a menina e a mulher
Tenho andado sozinha.
Não porque não queira companhia, mas porque há caminhos que ninguém pode percorrer por nós. Há silêncios que precisamos atravessar sozinhas, perguntas que somente o tempo sabe responder e versões de nós mesmas que precisam partir para que outras possam nascer.
Tenho andado assim: aprendiz, menina, mulher.
Às vezes, ainda sou aquela menina que se assusta diante do mundo, que procura abrigo, que acredita, que espera, que guarda sonhos como quem protege uma pequena chama do vento. Em outras, sou a mulher que a vida foi esculpindo à força de perdas, recomeços, esperas e algumas dores que ninguém viu.
E talvez crescer seja justamente isso: não abandonar a menina que fomos, mas aprender a acolhê-la com os braços da mulher que nos tornamos. Quando me perco, já não procuro alguém para me encontrar. Volto para dentro, procuro os pedaços que deixei pelo caminho, recolho meus sonhos, escuto meus silêncios e sigo.
Porque descobri que, muitas vezes, quando penso que estou perdida, estou apenas deixando de ser quem já não cabe em mim. Tenho andado sozinha, sim, mas já não caminho vazia. Levo comigo a menina que ainda sonha, a mulher que aprendeu a resistir e todas as versões de mim que tiveram coragem de continuar.
E talvez seja esse o meu verdadeiro encontro: quando me perco da menina, encontro a mulher. E quando encontro a mulher, finalmente compreendo que a menina nunca esteve perdida. Ela apenas estava me esperando crescer o suficiente para voltar para casa.
*Menina das Vieira*
Ela é a menina das Vieira
Que veio de tão longe
E que morava tão perto
Já chegou semeada,
E cheia de vida
Pra dar vida a mais uma vida
Veio de longe o destino
Mas ficou perto o carinho
No ventre um mundo inteiro
No peito um amor pioneiro
Ela é chegada, é casa, é chão
É começo é continuação, e toda minha inspiração
(Saul Beleza)
*Menina Vieira,*
Você não deixa ser amada.
É como fruta madura, pronta, doce, na hora certa de ser colhida.
Mas se esconde entre as folhas.
Com medo da mão, com medo da queda, com medo de não ser guardada direito depois.
Menina, não precisa se esconder mais.
Eu não quero te arrancar do pé com pressa.
Quero te colher com cuidado. Te esperar amadurecer no meu tempo, no meu peito.
Quero ser cesto, não faca. Quero ser casa, não fome.
Se entregue.
Deixa eu te amar do jeito que você merece: sem susto, sem pressa, sem ter que se esconder entre as folhas pra se proteger.
Você já tá pronta. E eu já tô aqui.
Só falta você acreditar que pode ser colhida sem ser machucada.
Deixa eu te amar, Menina Vieira.
Só isso.
(Saul Beleza)
”Tentei isso com aquela menina: 'Apesar de nunca termos conversado, você me diz algo!' Mas não é que funcionou? Ela gostou e namoramos por quase dois anos!”
Frase Minha 0227, Criada no Ano 2008
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"O que também me fez fugir das redes sociais foi aquela menina que quis saber meu peso e altura. Achei que ela iria me presentar com um caixão. Oh, Raios... Qual outra razão para tal pergunta?"
Frase Minha 0460, Criada no Ano 2010
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
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