Memória

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Vasculhando na memória algum assunto, encontrei a carta que eu rabisquei na capa de um livro: “pra você”, era o destinatário. Não sei por que não mandei, talvez não quisesse passar a limpo o passado. Em letras garrafais eu te dizia: “acertei o caminho não porque segui as setas, mas porque desrespeitei todas as placas de aviso”. E achei curioso eu usar essa metáfora sem nem ao certo saber o que queria te dizer com isto. E, depois de repousadas aquelas palavras, percebi quanta coisa eu escrevi pra você, querendo dizer pra mim. Porque eu jamais chegaria aonde cheguei se só andasse em linha reta. Tive que voltar atrás, andar em círculos, perder dias, perder o rumo, perder a paciência e me exaurir em tentativas aparentemente inúteis pra encontrar um quase endereço, uma provável ponte: a entrada do encontro. Você tão ocupado com seus mapas, tão equipado com sua bússola, demorou tanto, fez sinais de fumaça e não veio. Você simplesmente não veio. Mas me ensinou a intuir caminhos certos, a confiar nos passos, a desconfiar dos atalhos. Porque eu estava do outro lado e só. Sem amparo. Mas caminhava. E você estava absolutamente equipado com seu peso. E impedido de andar por seus medos.

" A gratidão é a memória do coração"

Se eu te dissesse que na minha memória você é o único, eu não estaria mentindo, não estaria fingindo, nem nada. Eu seria sincera, porque na minha cabeça são suas lembranças que correm soltas. Tenho uma vontadezinha meio abstrata de te ligar e te dizer tudo o que eu sinto, mas tenho um medo grande danado de remar contrar a maré e perder o fôlego. Você não sabe, nem sonha, mas eu tenho vivido com essa sua presença meio distante, meio sem cor, meio mórbida. Com essa alegria passageira e estranha de te ter aqui e não te ter ao mesmo tempo, porque é chato demais te ter sozinha e não nos termos no mesmo instante. Você bem que poderia vir aqui agora e me deixar te mostrar que eu sou sim a louca que banca a durona, que tem o orgulho maior do mundo, mas que eu também tenho um coração que é mole pra caramba e que tá doido pra ser entregue a você de mãos beijadas. Vem! Vem que eu te mostro que é amor, que é profundo, que é intenso, que é de verdade e que pode ser mais. Vem pra que eu possa te fazer feliz, te fazer sorrir e ser o motivo. Eu faria qualquer coisa pra ter você aqui, agora.

O tempo leva tudo,ate mesmo a memoria.

As guerras não têm memória e ninguém se atreve a compreendê-las até não haver vozes para contar o que aconteceu, até chegar o momento em que já ninguém as reconhece e regressam, com outra cara e outro nome, para devorar o que deixaram atrás.

Como diz Alcione em uma de suas canções " a paixão tem memória" eu também tenho, talvez por isso, não consigo deletar a nossa !

“A memória é uma artista estranha, refaz as cores da vida, apaga o medíocre, guarda só os traços mais bonitos, as linhas mais tocantes.”

Para ser feliz é preciso ter duas coisas básicas, a primeira é uma memória fraca, a segunda eu não me lembro...

Seria bom ser normal, sorrir com as luzes de Natal, beber a memória, celebrar o esquecimento, vivendo de agradar pessoas. Mas ser “bicho” é a coisa mais humana que a minha esperança alcança.

Você?
É pra guardar na memória...
Deixar florescer.

Começar...
Hoje vou reordenar minha memória. Estou começando um dia novo, num novo tempo, num ano novo. Meu ano começa hoje e serei obrigada a sonhar tudo de novo. Meus sonhos se tornam realidade quando eu quero!

Em memória a Tiradentes: Está na hora do povo passar a forca para o outro lado.

Existem apenas duas formas para se tornar imortal, uma delas é na memoria das pessoas, a outra é nas paginas de um livro.

O que fica em nossa memória é o que encanta nossos olhos e o que toca nosso coração.

Cada estrada, uma memória, sua história.

Sua memória era algo tangível e pesado, e eu a levaria comigo.

Saudades são lembranças boas
que ficaram guardadas na
memória da gente

Grandes lideres somam vitórias na memória mas pecam diante da história quando minimos detalhes lhes retiram a glória.

A alma e o espírito dos meus ancestrais permanecerão vivos para sempre em minha memória!

O encontro

Uma memória, uma xícara de café, uma boa música e um perfume marcante.
Estaria ela esperando alguém?
Certamente sim. Mas ela não espera um homem de barba feita, terno e um buquê na mão. Ela espera o seu antigo eu, ansiosa, atenta a janela.
Entre uma golada e outra de café, sentada na mesa vê o seu eu chegando... toda preocupada se a roupa se adequa, se o corpo se esculpe com aquele vestido vermelho de alta costura, se o status do aplicativo foi atualizado. O antigo eu senta na mesa, mas se recusa ao café. Quer um vinho em uma boa taça, que é para garantir a próxima atualização do status. Não olha para a atual, não tem tempo para isso. Liga a câmera frontal e confere se o cabelo e a maquiagem estão intactos. Para quem? Por quem?
Para o mundo virtual.
Ela, o eu atual, olha fixamente para a estante, onde as fotografias não mostravam o amor e a cumplicidade de alguém e sim os momentos luxuosos vividos e os países visitados: sozinha.
Mergulha em pensamentos e revive a morte dos pais, naquele acidente de carro em que somente ela sobreviveu. Entretanto lembrou -se das mensagens de consolo que recebeu pelo celular, percebendo mais uma vez o quanto as pessoas deixaram que o celular as substituíssem. Mensagens de fé, amor, consolo e carinho, mas o calor de um abraço e o toque das mãos naquele momento não existia mais.
O eu atual começou a elucidar as coisas e resolveu entregar ao antigo eu todas as memórias que para ela se tornaram fúteis. Sem expressão nenhuma entregou também o celular.
O tempo passou e...
As pessoas que sentiram sua falta no meio virtual a viam caminhando todos os dias (coisa que ela não fazia antes) no parque. Ela estava abrindo horizontes e fazendo coisas que acabara de descobrir que gostava. Começou a trabalhar numa creche e descobriu uma paixão por criança. Abraços não faltavam mais na rotina da nova "tia".
Cada dia mais trazia para si o contato corpo a corpo, olho a olho.
A casa que já não tinha mais cor começou a colorir-se novamente. A mesma recebia muitas visitas e passava horas lembrando vagamente das paisagens que conheceu mundo afora e transformando em arte com seus pincéis multicores. Pintava quadros lindos que tiravam o fôlego e mexiam com o intelectual.
Após esse encontro, ela afirma que não retomou a vida e sim que aprendeu a viver. Pois antes ela existia em um mundo oco, de curtidas e meias palavras e não sentia o prazer, o real prazer de existir.
Quem sabe em uma caminhada matinal ou em um momento inesperado ela tromba com o amor da sua vida. Afinal, agora ela é real e desperta olhares reais.