Memória
A preservação da memória histórica cultural de uma região, realiza-se por intermédio das pesquisas e seus registros atemporais.
A educação é o fio condutor que entrelaça cultura e memória, permitindo o resgate de histórias silenciadas pelas desigualdades sociais.
Resgatar a memória coletiva é um ato político que educa, valoriza identidades e denuncia as estruturas econômicas excludentes.
A memória é o alicerce invisível de uma comunidade; quem a esquece, constrói o futuro em terreno instável.
Onde há memória coletiva, há força comunitária — e onde há esquecimento, há abandono da própria identidade.
Quando se fala em bênçãos Logo vem a memoria: carro, casa, dinheiro, promoção etc... Mas a maior bênção concebida ao homem foi cravada na cruz do calvário. Jesus morreu para nos dar a maior bênção que se pode pensar ou falar, a nossa SALVAÇÃO.
O fim não combinava com a gente, mas hoje voltamos a ser dois estranhos, mas dessa vez com memórias!
Na memória de quem ama não há lugar para o esquecimento, só para a saudade daqueles que durante a vida nos trouxeram tanta alegria. Sentirei sua falta.
• TRES MESES ANTES
• Autor: Tadeu G. Memória
o Apesar do sincero arrependimento, do pedido de perdão, ficou a lembrança de sua amiga Lucila, ali com seu marido, no seu leito conjugal. Dimas, o marido, também se mostrou arrependido e pediu-lhe perdão.
o ¨ Setenta vezes sete¨, ficava tentando fazer essa conta, sem entender a parábola; sem compreender que cristo com aquilo queria dizer: perdoai infinitas vezes. Mas como, se uma única vez já parecia impossível? Na verdade dissera que perdoara, mas aquela cena não saia da sua mente: lucila sobre Dimas, subindo e descendo, ali no seu leito conjugal...
o Ali, da janela do vigésimo andar, de frente para o mar, ficava olhando a ilha, ali adiante da praia do Leblon, parecia uma aquarela, aquela vista. Se fosse uma ave, voaria para a ilha, porque, talvez só a ilha lhe compreendesse por parecer tão só como si mesma. Lá embaixo, os carros, as pessoas, tudo parecia tão pequeno, parecia um mundo de brinquedo... seríamos isso para Deus? Com quantos perdões se faz uma vida? Olhava os casais lá embaixo, imaginando quantos dramas.
• Olhou novamente a foto do seu casamento, fazia isto toda vez que estava insegura; vestido branco, véu e grinalda, quinze anos, feliz e apaixonada; evitara filhos, foi uma decisão mútua, mas agora, talvez estivesse melhor com alguém para dividir aqueles momentos: talvez este alguém desse mais sustentabilidade ao seu casamento. Reparou novamente nos aposentos como se buscasse quaisquer resquícios daquele sentimento; olhou o liquidificador, o ventilador, a cama; era a testemunha de que ela se entregara totalmente... no guarda-roupas, sua saia jeans dizendo sim pra calça dele... bonés, cuecas, calcinhas e sutiãs naquele afã de cumplicidade... resto de café no copo e migalhas de pão por sobre a mesa. Beijou seu retrato de casamento de maneira que ficasse ali a marca dos seus lábios, escreveu algo no espelho: “três meses antes...¨
• Esforçara-se para que tudo voltasse a ser como era antes. Festas, reuniões nos finais de semana entre os três, para que não ficasse nenhum constrangimento. Mas : ¨nada do que foi será do jeito que já foi um dia...¨ ficava sempre um pé atrás, uma desconfiançazinha, por mínima que fosse. Voltou novamente à janela, à aquarela que era sua vida; se fosse uma gaivota e não se sentisse tão idiota... se fosse um condor e acreditasse no amor, planaria sobre o Himalaia. Tomou uma decisão, despiu-se totalmente, soltou os cabelos longos e dourados, subiu na janela, cantarolou novamente a música do Lulu: ¨tudo passa, tudo sempre passará...¨ subitamente formou-se lá embaixo uma multidão, já se ouvia a sirene do carro de bombeiros... três meses antes sentia-se tão feliz, e, Lucila era o grande motivo da sua felicidade. À ela se entregara três meses antes... até conseguia perdoar Dimas. Mas Lucila, era uma mágoa muito mais profunda.
• Dimas ainda entrou no apartamento, mas não teve tempo de segura-la. Ela voou como uma gaivota pra ilha... ela planou como um condor sobre o Himalaia ... e como um beija-flor, ali no jardim do condomínio, ela viu a multidão ao redor do seu corpo caído, sobre uma poça de sangue, sem entender tanto estardalhaço, e, como uma ave, subiu para o infinito...
CONSUMATUM EST
Autor: Tadeu G. Memória
Chorou no meu ombro, confessou-se arrependido: “foi um ato impensado, mas ele andava cantando Dita...’’ O boato andava solto na boca da vizinhança, e como vovó já dizia; quando o povo fala, ou foi , ou é, ou está para ser. Na verdade, já vira Vidigal conversando com sua mulher, Dita, (Benedita Borges do Amaral Paes Leme), era um nome de fazer inveja a qualquer pé-rapado. Foi numa manhã de domingo, então convidara o sujeito para uns tragos; passaram a tarde, entraram pela noite... foram horas de pesadelo; eram três por uma... Vidi bebia três doses, e, Tuca, uma... e as vezes fingia que ia cuspir, e punha pra fora. Meia –noite Vidi mal se punha de pé. Teve de amparar-lhe no ombro até lugar ermo e aturar comentários indecorosos e indesejáveis, sobre as delícias de sua esposa. Consumara o fato. Dois dias depois o corpo do infeliz fora encontrado: hematomas, perfurações, e, até queimaduras na face, na louca tentativa de desfigurar-lhe, para que não fosse reconhecido.
A polícia chegou fácil,ao tucá, não deu-lhe tempo nem mesmo de livrar o flagrante. O ciúme é um monstro de olhos verdes, verdes como os de Dita, desejada, cobiçada, amada... sempre notara a forma indecorosa de como Vidigal olhava a sua indivisível Dita; nunca falara nada porque, afinal Vidi era um bom parceiro para os rachas, tanto os da praia como os das cervejas; era um bom papo, contudo, andava conversando com demasiada freqüência com sua fogosa Dita. Até que inflara-lhe o ego, tanto desejo por algo que lhe pertencia, mas o ciúme...
“foi um ato impensado...” não parava de repetir. Agora sua única alegria, resumia-se aos dias de visita, mas a cobiça já aparecia nos olhos dos outros presos; era obrigado a ouvir comentários como: “meu irmão, tudo isso é só teu?” “isso não é mulher para um homem só”, “que busanfa aloprada, meu chapa”. O turco já tinha até presentes para oferecer-lhe... sentia-se ameaçado mais que nunca; contudo o diretor mostrara-se, repentinamente, cordial e atencioso; prometera-lhe cela individual e regalias que apenas o seu nível primário não lhe facultava. Diante de tanta gentileza não furtou-se a falar-lhe do receio que lhe causava, a amada e o Junior sozinhos na favela. Ouvira do diretor, a generosa promessa de visitá-los... na verdade, na última visita, ela chegara no mitshubish do diretor; tinha nas orelhas brincos lindos de pedras verdejantes como os seus olhos, um sorriso promissor e confiante num futuro de melhores dias...
Mas isso foi há três meses, Tuca nem chegou a tomar conhecimento de que, Dita mudara-se para um apartamento na aldeota, antes de “se”enforcar com uma “Teresa” na solitária...
Ainda vos amo como nunca antes.
Como se o antes não houvera, uma memória intrínseca.
A teu amor já não me encontro, aos teus pensamentos, tampouco!
Ô doce loucura de amar!
Há dias em que minha memória sente saudades daquele trem que, ao atravessar a ponte suspensa, me leva de volta a um tempo distante. Um tempo em que o cheiro do verde e da areia quente, misturado aos trilhos velhos e enferrujados, trazia um aroma doce e juvenil. Esse aroma penetra em mim, trazendo a nítida sensação de um “eu” puro e transparente, onde o medo não existia, nem permitia existir.
Gratidão
Além de ser a "Memória
Do coração"
É o sentimento que identifica
A sensibilidade de uma pessoa.
***
O portador
da ingratidão,
sofre de amnésia,
não
tem memória
sua mente e coração 💗
foram rakeados...🔓
***
✍️..."Mesmo distância
teu rosto, teu semblante,
permanece aqui na memória...
E eu aqui distante
me derramo em poesia,
em um oceano de imaginação
que o coração
sai criando telinhas com textos, que falam de uma felicidade,
que só existe na eternidade."✍️
***
*
O povo que não gosta de antiguidades,
é uma nação sem memória,
esquecem do começo da história,
que envolvia a lei divina,
e por transgredi-la escolheram o pecado e a morte, e nessa exclusão
aceitaram a imperfeição
do primeiro homem Adão.
*
(Baseado no livro de Gênesis 3:1-24)
***
✍️
"Quem esqueceu o seu passado, ficou sem história
e sem memória...
...Se houve uma existência então existiu uma identidade."
***
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