Mel
Trabalhar com literatura no Brasil é uma das coisas mais difíceis que existe. E é uma pena, por que isso inibe jovens e pessoas que escrevem e que não tem espaço. É muito difícil sobreviver às editoras e as livrarias.
Eu queria ter só um pedacinho da força desse mar de hoje. Só um pouco dessa fúria, desse descontrole, dessa coragem... Quanta loucura molhada.
A beleza sempre vai embora. Temos que saber construir coisas que não vão embora, independentemente do tempo e dos vincos na pele.
A tendência é as pessoas se preocuparem com o raso, com aquilo que é o mais superficial de você. É difícil que a mídia esteja preocupada com a trajetória, com a caminhada que construímos.
Não tenho preocupação em desvincular minha imagem de Rebelde, sim somar. Fui rebelde e vou ser para sempre.
Eu quero fazer um pedido: todo mundo que está aqui, só está aqui porque acreditou nesse sonho. Então, por favor, por nós, cresçam acreditando no sonho de vocês, e assim a gente vai continuar vivo, para sempre, dentro de cada um.
Por favor, não desperdicem o tempo todo de vocês, guardem um pouquinho pros livros, que eles fazem uma boa diferença.
Estrada eu sou, estrada eu vou. E o que seria da estrada se não fosse o movimento? Que triste ou que doce sina levara a todos os lugares sem nunca neles estar. Tenho aprendido com ela que a espera que edifica o tempo, que o estático pode ser a inquietude e que o silêncio conta história nesses erros esquecidos. A estrada nos pertence ou somos nós que já fazemos parte dela.
Para mim, o ciúme é um bolo com muito fermento: se você for deixando crescer, ele toma conta do forno todo.
Me preocupo em ser um exemplo, não só para eles (os fãs), mas para mim mesma. Acho que incentivar a poesia e a leitura fazem parte disso. Foi o que me formou como pessoa sensível, então eu tento compartilhar.
Faz tempo que eu não me vejo mais menina. Saí de casa cedo, isso amadurece a gente na marra e eu sempre fui mais madura, desde nova. Quando a gente recebe contas para pagar e tem que tomar as próprias decisões, acho que bate uma sensação diferente. Vida de gente grande dá trabalho, então é fácil reconhecer. Eu vou citar Adélia Prado porque para mim, ser mulher é como ser o mundo inteiro. "Mulher é desdobrável, eu sou".
