Medo de Mudar
Tranquei o medo no compartimento da experiência, esgotei sua força com atitude, agora ele só guarda memória.
O medo é o primeiro passo para a liberdade, parece inverso, eu sei, mas acredite, é o portal escuro que, ao ser atravessado, abre o horizonte do impossível.
Já vivi o fim tantas vezes que aprendi a recomeçar sem medo, a transformar minhas quedas em lições, minhas cicatrizes em histórias, e cada despedida em impulso para seguir. Hoje, sei que todo fim carrega em si a semente de um novo começo e meu coração, embora marcado, continua a se lançar na vida com coragem.
Já abracei o medo e chamei de aprendizado. Abraçar o medo é transformá-lo em professor, com ele aprendemos onde pisar com cuidado.
Chorei com medo, mas segui com coragem, as lágrimas não me pararam, me moveram, medo sentido, coragem atuante, caminho real, segui e tornei o medo em impulso.
Não venha me dizer do seu medo do escuro. Não venha me dizer do seu medo do passado. Não venha me dizer de banalidades nas cidades...
Se com as armas que brincamos, nós mesmos arrumamos nossos funerais, se com as armas que brincamos, nós mesmos nos machucamos...
Eu quero amor e não quero guerras...
Um homem veio pra trazer a liberdade universal em todos corações. E não a soberba, nem a hipocrisia viessem dominar a cada um de nós...
Para que reconhecessem que o amor supera tudo em meio a crises capitais, governamentais e, em tempos de guerras ao mundo veio trazer a paz!
ENGESSAR A VIDA ATRAVÉS DA ESTUPIDEZ E DO MEDO
O estúpido que tem medo não está sendo estúpido por falta de informação;
ele é estúpido porque escolheu o medo como identidade.
Você pode trazer gráficos, estudos, testemunhos, lógica cristalina,
pode alinhar os fatos como soldados em perfeita ordem;
ele vai olhar para tudo isso e ver apenas mais uma ameaça disfarçada.
Porque o medo dele não mora na cabeça.
Mora no peito, na barriga, naquele lugar escuro onde a razão não tem chave.
A razão convence quem já está meio convencido,
quem tem um cantinho de dúvida que ainda respira.
Mas o medo absoluto é uma religião sem hereges:
o fiel não quer ser salvo daquilo em que acredita;
ele quer ser salvo pelaquilo em que acredita.
Você pode provar que o monstro não existe,
mas se o monstro é a única coisa que dá sentido à vida dele,
ele vai preferir o monstro à paz.
Então não há argumento que chegue,
não há frase bem construída,
não há metáfora bonita o suficiente
para convencer o estúpido que se alimenta do próprio pavor.
O que há, quando muito, é o tempo.
O tempo que às vezes cansa o medo,
que desgasta a armadura,
que faz a pessoa acordar um dia e perceber
que passou a vida inteira tremendo de um fantasma
que nunca lhe tocou de verdade.
Ou então o encontro.
Não o encontro com a razão,
mas com alguém que vive sem aquele medo
e, estranhamente, continua vivo,
continua inteiro,
até sorri.
Aí, só aí,
num instante em que a guarda baixa,
pode nascer uma pergunta pequenininha, quase inaudível:
“E se eu estiver errado?”
Essa pergunta é o único buraco
por onde a luz consegue entrar
numa cabeça que se fechou para o mundo
achando que assim se protegia dele.
Antes disso,
guarde sua energia.
Não se gasta pólvora com quem já decidiu
que o estrondo é música celestial.
O estúpido pelo medo
só se convence
quando um dia o medo o cansa
ou quando a vida, com sua paciência cruel,
lhe mostra que sobreviver sem pavor
também é possível
e, pasmem,até mais bonito.
FOMO
"Fear of Missing Out"
["O medo de perder algo" ou "O medo de ficar de fora", éo medo de não saber o que outras pessoas estão fazendo].
