Medo de Mim

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Eu gosto da minha solidão,
da paz que encontrei em mim,
do silêncio que não pesa
e da liberdade de ser quem sou.


Mas estar bem sozinho
não significa não querer amar.


Ainda desejo encontrar alguém
que saiba ficar, cuidar e sentir.
Alguém que faça questão,
que escolha o amor todos os dias
e entenda que amar também é presença.


Não quero alguém para preencher vazios.
Quero alguém que chegue para somar,
que caminhe ao meu lado
sem me fazer perder de mim.


Porque aprendi a ser inteiro sozinho.
Mas, no fundo, ainda espero
encontrar alguém que queira amar
com a mesma verdade e intensidade
que eu tenho para oferecer.

Que tudo o que transborda de bom em mim alcance a todos: os que me querem bem e os que não me querem, também.

Que saudade boba é essa que ainda não chegou até mim em forma de abraço demorado?

Segredos


Perguntaram-me o que tenho guardado dentro de mim.
São tantas coisas que falar seria tirar de dentro do meu peito
Todos os meus segredos – e os segredos do mundo.
E os segredos do mundo não devem ser revelados.
Mas descobertos.
E essa descoberta flui naturalmente.
Porém, o caminho é árduo,
Repleto de tropeços.
E a montanha? Íngreme!
Os passos? Longos e cansativos!
A vida mostra todos estes caminhos
E todos os segredos escondidos.
Enxergá-los?
Só se estivermos atentos.

⁠Glória pra mim é ter conhecido a bíblia e ainda conseguir ser amigo do autor.

⁠⁠Sem as Divinas Lembranças Coloridas que Eternizastes em mim, jamais eu suportaria lembrar de um dia tão cinzento.

⁠Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, poupe-me ao menos dos amantes da espetacularização.


Não temo os tropeços, as tempestades ou a morte — nem minha, nem dos meus — pois nenhum destes barulhos consegue ser mais ensurdecedor que o espetáculo feito deles.


Há cálices que não doem pelo amargor do conteúdo, mas pelo coro que se forma ao redor deles.


O tropeço ensina, a tempestade depura, a morte silencia — todas cumprem um papel sagrado no trato da alma.


O que fere é o aplauso, o holofote aceso sobre a dor alheia, a pressa em transformar cruz em palco e lágrima em argumento.


Quem caminha com fé não pede a ausência da noite, mas a dignidade do escuro.


Não implora pela fuga da provação, mas pelo recolhimento necessário para atravessá-la.


Há dores que só frutificam no segredo, há processos que se perdem quando exibidos.


O espetáculo rouba o sentido; o silêncio, ao contrário, devolve profundidade.


Por isso, minha súplica parece-me justa: se o cálice não puder ser afastado, que ao menos não venha acompanhado da plateia.


Que a dor seja escola, não vitrine.


E que o barulho venha do céu, não dos que confundem compaixão com curiosidade e fé com entretenimento.


Amém!

⁠Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, permita-me ao menos cuidar dos meus antes de sucumbir-me ao cansaço da alma.


Há momentos em que a fé não implora o milagre da retirada do cálice, mas a misericórdia de adiá-lo por amor.


Não é a negação do sofrimento, mas o reconhecimento de que há responsabilidades que ainda pesam mais do que a própria dor.


Quando a alma se vê exausta, não é rebeldia suplicar por tempo; é humanidade.


É dizer: Pai, eu aceito o peso, mas deixa que minhas mãos ainda sirvam, que meu olhar ainda proteja, que minha presença ainda seja abrigo.


Pois, há dores que não escolhem hora, mas há amores que não aceitam partir sem antes cumprir o cuidado.


Cuidar dos seus, mesmo à beira do esgotamento, também é uma forma silenciosa de oração.


É fé traduzida em gesto, em permanência e renúncia…


Não se trata de heroísmo, mas de fidelidade: a fidelidade de quem sabe que o fim pode esperar alguns instantes quando o amor ainda precisa ficar.


E talvez seja nesse intervalo — entre o cálice e a rendição — que Deus mais se revele.


Não como quem afasta a dor, mas como quem sustenta o coração para que ele não se torne empedernido.


Porque às vezes, a maior graça não é ser poupado do sofrimento, mas não deixar de amar enquanto se sofre.

Não espere de mim nenhum tipo de romance, seja em gestos, em namoro ou até nesse tal de amor sincero de novela; eu simplesmente não funciono assim."

“Eu não evoluí. Eu sobrevivi às versões de mim que já não podiam continuar existindo.”

Por mais diferentes lugares por onde vagueiam os meus pensamentos, além de aqui dentro de mim, sempre encontram os teus que acolhem o melhor do meu eu.

Uma metade de mim dá vida ao seu sorriso; a outra metade simplesmente se encanta ao te ver sorrir.

Essa inquietude rompe o silêncio e percorre os espaços vazios que habitam dentro de mim.

Ainda que eu caminhe nos trilhos que a vida reserva para mim, o tempo e o vento, às vezes, insistem em mudar o rumo, como se soubessem que certos desvios são necessários para nos levar exatamente onde precisamos estar.

Algo em mim desperta ao simples som do seu nome.

Eu te vejo tão distante, e ainda assim tão dentro de mim.

O infinito, para mim, é amar você. É encontrar paz no seu sorriso, força no seu abraço e felicidade em cada momento ao seu lado. Meu amor por você não tem fim, apenas cresce a cada dia, como algo que o tempo jamais poderá apagar.

Você chegou de forma inesperada e transformou tudo em mim. Tocou minha alma com delicadeza e intensidade, despertando sentimentos que eu nem imaginava existir. Sua presença ilumina meus dias, faz meu sorriso nascer com facilidade e enche meu coração de gratidão. Ao seu lado, descobri que o amor tem o poder de renovar a vida e dar um novo significado a cada instante.

Ama-me sem pressa. Desperta em mim um fogo que percorre cada centímetro da minha pele, deixando meus sentidos à flor da pele. Há um desejo intenso que cresce a cada pensamento em você, uma vontade que se torna impossível de ignorar. Meu corpo e minha imaginação parecem chamar pelo seu toque, enquanto a expectativa do nosso encontro transforma cada instante em pura ansiedade e paixão.

Vem pra mim e nunca mais me solta. Quero me perder no teu abraço, morar no teu coração e fazer do nosso amor o meu único destino. É com você que eu quero ficar, hoje, amanhã e para sempre.