Medo de Mim
Há dias em que caminho como quem atravessa um inverno sem fim. Dentro de mim, tudo parece frio, pesado, quase irreconhecível. Cada passo é menos coragem do que insistência em não cair. E sigo, não porque a dor diminuiu,
mas porque me recuso a deixar que ela escreva o fim da minha história.
Quem é Esse?
Quem é esse
que conhece a tempestade do meu ser
e ainda assim vê beleza
em mim, toda quebrada,
cheia de falhas e imperfeições?
Quem é esse
que acalma o meu interior
e me envolve numa paz
que excede todo entendimento?
É Ele quem me conduz
pelos percalços da vida,
mesmo quando o medo grita
e as ondas se levantam.
Ele está no meu barquinho…
e mesmo quando parece silêncio,
basta eu confiar.
Dono de tudo —
da ciência, do céu, da terra e das águas,
Ele vê o profundo,
conhece cada pensamento meu,
cada parte que escondo
e cada parte que sou.
E ainda assim…
me chama de filha.
Esse é Jesus —
presença que não abandona,
amor que não desiste,
paz que me sustenta.
Helaine Machado
Gosto de você, gosto muito de você, eu acho até que te amo, mas não deixei de gostar de mim! O seu Ego possessivo não mudará isso em mim.
Obrigado por tudo o que vivemos, mas hoje escolho a mim. Adeus e que você encontre a sua felicidade.
Você se foi, mas esqueceu de levar o espaço que ocupava em mim. Agora, vivo em uma casa cheia de ecos de um amor que não tem mais volta.
Para mim, amar uma mulher de verdade é entender que ela não é minha propriedade. Amar é respeitar sua autonomia e deixá-la viver sua própria essência.
O problema de dar o meu melhor para a pessoa errada é que, agora, o que sobrou de mim parece insuficiente para a pessoa certa.
Sempre fui um náufrago de mim mesmo, boiando em incertezas. Mas no meio de tanto mar, seu abraço foi a primeira vez que senti o chão firme.
Não importa quanto tempo passe, eu guardo em mim a certeza de que o meu abraço é o seu lugar. Vou te mostrar que o 'sempre' começou no dia em que te vi.
Eu sei que você tem perguntado por mim. Ouço suas dúvidas ecoando por aí, questionando se eu sequer te conheço ou se já estou a caminho. A verdade é que eu também estou nesse labirinto.
Talvez eu esteja agora mesmo em uma livraria que você frequenta, ou talvez eu more em outra cidade e o destino ainda esteja organizando as passagens. Enquanto você se pergunta o que eu "faço da vida", eu sigo aprendendo a ser a pessoa que você espera. Estou aprendendo a amar, a errar e a me preparar para quando nossos mistérios finalmente se cruzarem.
Não ache que estou me escondendo de propósito. Às vezes, a vida exige que a gente "morra de amores" em outros lugares primeiro, só para darmos o devido valor quando o encontro for real.
O que posso te prometer hoje:
Eu existo: Mesmo que eu seja apenas uma ideia ou um rastro agora.
Eu vou chegar: Não no seu tempo, nem no meu, mas no tempo em que "voar" seja a única opção para nós dois.
Eu também espero por você: Com a mesma leveza e o mesmo frio na barriga.
Dizem que o outono é a estação das despedidas, mas, para mim, ele sempre será a estação em que eu mais te senti. Enquanto o mundo lá fora perdia as cores, nós criávamos o nosso próprio tom de dourado. Aquele outono não foi sobre o que acabou, mas sobre a paz que encontramos um no outro enquanto o tempo esfriava.
Eu me lembro da luz mais suave entrando pela janela, do café esquecido na mesa e da forma como as tuas mãos buscavam as minhas para fugir do primeiro vento frio. A gente não precisava do barulho do carnaval ou da euforia do sol; nos bastava o silêncio confortável de quem se reconhece na mudança das estações.
Esta é a minha declaração: Eu te amei no ritmo das folhas que caem — sem medo do chão, aceitando cada transformação. Mesmo que o tempo tenha seguido e o inverno tenha chegado para nós, eu ainda sinto o calor daquele casaco compartilhado e a sinceridade de cada palavra dita sob o céu cinzento.
Aquele outono não volta, e eu aceitei isso. Mas a beleza do que fomos ficou gravada em mim, como uma árvore que, mesmo perdendo tudo, mantém a força das raízes. Você foi a minha mudança favorita.
Cuide-se. A partir de agora, eu preciso cuidar de mim. Hoje, encerro este ciclo na minha vida que já não me fazia bem. Já doeu muito te perder, mas entendi que dói muito mais me perder tentando segurar um grande amor que já não me quer mais. Preciso seguir em frente.
Sei que tive oportunidades de sair antes e acabei insistindo no que não funcionava, mas não vou mais me culpar por ter tido esperança. Agora, o desafio é reconstruir o que restou. Às vezes tento ser feliz, mas ainda me vejo preso nesse vazio profundo. Só que, desta vez, não vou me trancar nele para sempre. Estou saindo para me encontrar.
Você acha mesmo que eu não me importo? Eu vi você desistir de mim. Eu vi você me dar aquelas respostas secas e assisti você falar cada vez menos comigo, todos os dias. Eu vi você, lentamente, perder o interesse por mim. Eu assisti você saindo da minha vida aos poucos.
Dói perceber que, enquanto eu lutava para te manter, você já estava construindo a sua saída. O silêncio que você deixou entre nós fala mais alto do que qualquer explicação que você poderia dar agora. Cansei de tentar segurar uma mão que já não quer mais estar entrelaçada na minha. Estou te deixando ir, não por falta de amor, mas porque entendi que não posso ser o único a amar por nós dois.
Não me procure quando o silêncio dos outros te fizer lembrar de mim, ou quando você perceber que o mundo é grande demais, mas o afeto de verdade é raro. Eu te dei o meu melhor, e você preferiu a conveniência de me deixar ir embora aos pedaços. Hoje, eu recolho os meus cacos e sigo, não porque eu queira, mas porque não sobrou espaço para mim no seu novo mundo. Adeus.
Amor, volta para mim? Sem você, eu confesso que perdi o meu chão e já não sei mais como é viver. Eu te quero aqui, do meu lado, preenchendo cada espaço vazio que você deixou.
Eu te amo com uma intensidade que as palavras mal conseguem explicar, mas quero passar o resto da vida te provando isso em cada gesto, em cada abraço e em cada detalhe. Você é o meu mundo, e a minha única certeza é que a vida só faz sentido se for com você. Volta para os meus braços?
