Medo de Mim

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Diz que me ama.
No status.
Pra todo mundo.
Menos pra mim.
— Van Escher

Na rádio eu lia frase pra todo mundo.
E alguém sempre ligava:
"Van, essa era pra mim."

Não era coincidência.
Era Deus usando minha voz
pra chegar no coração certo.

Queria ter dinheiro
pra curar fome, doença, dor.
Hoje não tenho.

Mas tenho palavra.
E palavra também mata fome
de alma.

Se tô servindo de microfone pro Céu,
já tô rica.

Van Escher

"Eu estou tão orgulhosa de mim que nem mãe no dia da formatura."

Van Escher

Tive que me afogar em minhas lágrimas pra aprender a respirar em mim.
Hoje sei: eu sou prioridade.
Motivo? Sou edição limitada.

Van Escher 🦁

Que minha fé em ti, Senhor, substitua em mim:
A incerteza pela segurança;
a turbulência pela calmaria;
a indagação pela obediência;
e a inconstância pela perseverança.

Eu luto contra minha própria alma e a natureza humana que há em mim minha mente luta para entender que voltar ao criador é natural, e é onde a luta começa porque os meus olhos te vê onde não estás , os meus ouvidos te escutam onde não estás, é tão surreal e triste quando noto que são saudades tuas, e a realidade é que já não tem o teu barulho na cozinha, aquela cadeira na sala está sempre vazia, do nada ecoa tua voz na minha cabeça e ainda te escuto gritando me chamando pra comer quando chego em casa, as vezes me perco quando volto tarde e tenho de mudar de janela pra alguém abrir as portas , dói porque entendo com a cabeça mas sangro com o peito.

Rasga
as membranas do tempo.
Faz de mim, esquecimento.


Que crio asas,
levanto as saias
Abanando até o vento.




Andréa

"Filhos. Pedacinho de mim que me conduz a viver, chorar, sorrir, lutar e vencer, a ser melhor —me superando a mim mesma.— Deixo meu legado, um exemplo de vida."


—By Coelhinha

"Segundo estudos feitos por mim mesma. Eu preciso me distanciar de pessoas tóxicas para não denegrir minha imagem sensata."


─By Coelhinha

"Nosso capítulo acaba aqui, mas você vira poesia em mim pra sempre. Eu te amo mesmo na despedida. Cuida bem de você. Adeus."

ALMA EM CHAMAS

Carrego dentro de mim um território secreto,
um labirinto que não nasceu do acaso,
mas foi esculpido nas guerras da existência.

Cada curva guarda cicatrizes,
cada sombra revela batalhas.
Quem tenta me decifrar sem profundidade
se perde no eco da própria confusão.

Mas eu não me perco!
Há uma chama que não se apaga,
um amor que pulsa como bússola invisível
e me aponta a direção mesmo na noite mais escura.

Não é fogo comum.
É erupção, é clarão,
é calor que não queima, mas transforma.
Corre em minhas veias como lava viva,
fazendo meu coração bater
num ritmo que o mundo não entende.

Enquanto tantos vagam frios,
perdidos no vazio da própria indiferença,
eu ardo.
Num tempo que rejeita ternura,
numa realidade que tenta me moldar,
eu resisto.

Podem ferir, humilhar, aprisionar,
mas jamais apagarão o incêndio que me move.
Essa chama é imortal.
É farol que rasga a tempestade,
força que me ergue,
alegria que me sustenta.

Eu sigo.
Entre sombras e quedas,
meu passo é firme, minha fé é chama.
Avanço sem recuar.

Porque já compreendi:
a vida só encontra sentido verdadeiro
quando se escolhe amar.

Senhor, Tu que sondas o íntimo e conheces o que em mim é instável,
inclina o meu coração para a Tua verdade,
ainda quando tudo em mim vacila.


Porque vejo a perturbação ao redor
e ela também me alcança por dentro.
Não sou feito de pedra, Senhor,
e muitas vezes o ruído me atravessa.


Mas não permitas que eu me perca em mim mesmo.
Antes, escreve Tua paz em meu interior,
como lei que não se apaga,
como voz que insiste mesmo no silêncio.


Se a desordem me cercar,
não me deixes ceder ao desalento.
Se eu me quebrar por dentro,
recompõe-me com Tua mão invisível.


Faze de mim testemunha,
não da força que não tenho,
mas da fidelidade que vem de Ti.


Porque há dias em que tudo parece ruir,
e ainda assim, eu sei:
Tu permaneces.


Ensina-me a permanecer também.


Se faltar sentido,
sê Tu o meu fundamento.
Se a verdade se obscurecer,
sustenta-me para que eu não a negue.


E mesmo quando eu não compreender,
que eu não me afaste.


Porque melhor é permanecer ferido diante de Ti
do que inteiro longe da Tua presença.


Assim, Senhor,
que minha vida não seja ausência nem fuga,
mas permanência —
ainda que em lágrimas,
ainda que em silêncio.


Pois Tu és Deus que vê,
Deus que chama,
e Deus que não abandona
aqueles que permanecem.

Entre o que faço e o que sou

Hoje eu machuquei a mim mesmo
pra sentir na pele,
pra ver se ainda existo.

Como um masoquista,
buscando um sinal de existência
além do que entrego.

Porque ajudar virou língua materna,
e eu já não sei falar comigo
sem traduzir tudo em cuidado.

Eu me pergunto:
quem sou eu
quando ninguém precisa de mim?

Quando o silêncio não pede escuta,
quando não há dor pra organizar,
quando não há ninguém
na beira do abismo?

Sou eu…
ou sou só a ponte?

Carrego nomes, histórias,
fragmentos de gente
que deixaram pedaços em mim
como quem passa e não volta.

E no fim,
quem junta os meus?

Disseram que o caminho
é seguir em frente,
mas ninguém explicou
como voltar pra dentro.

Qual estrada leva a mim
sem passar por outro primeiro?

E se eu chegar lá,
nesse tal de “eu”,
vai ter alguém esperando?
Ou só o eco
de tudo que fui pros outros?

Tenho medo de ser abrigo
e nunca casa.

Tenho medo de ser caminho
e nunca destino.

Mas hoje…
no meio desse ruído quebrado,
percebi algo pequeno
quase imperceptível:

eu ainda sinto.

E talvez isso
não seja só dor.

Talvez seja um resto de mim
que não foi embora,
uma sombra
carregando um fio de luz.

E se ainda há resto,
há começo.

Mesmo que lento.
Mesmo que torto.
Mesmo que só.

Ou talvez…
não seja solidão.

Talvez eu tenha me escolhido
pela primeira vez
e chamado isso de vazio,

quando, no fundo,
era só um silêncio seletivo
pra ver os outros crescerem

enquanto eu
ainda aprendia
a nascer de novo,
como quem encontra
um desconhecido no espelho.

Aprendendo a existir
sem precisar caber
em alguém.

E hoje,
quando me machuquei
e percebi que ainda sentia,

não foi só dor.

Foi como lembrar
que existe luz
mesmo no lugar
onde eu me perdi.

E pela primeira vez,
eu não corri.

Fiquei.

E talvez…
seja isso começar:

não me abandonar
quando só resta
eu

A cidade respira em mim como uma ausência iluminada — janelas acesas que não aquecem, prédios que se erguem como lembranças que não voltam — e no meio desse concreto, há um silêncio que grita teu nome, como se Hilda Hilst sussurrasse ao pé do ouvido que amar também é perder-se em si, enquanto Caio Fernando Abreu me ensinaria que a dor tem um jeito bonito de permanecer, quase digna, quase fé, e ainda assim, caminho — meio quebrado, meio inteiro — porque existe algo maior que essa penumbra que insiste em ficar, algo que pulsa mesmo depois da despedida, algo que H. G. Wellington talvez chamasse de força invisível: essa estranha coragem de continuar, mesmo quando tudo dentro de mim ainda está indo embora.

Não importa o quão superior possa parecer a mim, ainda és insignificante diante da verdade.

"A pressão feita pelo outros é uma corda fácil de cortar; mas a pressão feita por mim mesmo é uma corrente difícil de me liberar."

Tem uma música dentro de mim
G
Que eu tento calar, mas não tem fim
Am
Ela cresce, me toma sem pedir
F
Quando eu vejo, já fez eu sentir
C
É chama viva, não dá pra esconder
G
É como um grito querendo viver
Am
Se eu me entrego, eu volto a ser
F G C
Tudo aquilo que eu nasci pra ser
Helaine machado

Entre aplausos que não são meus
e silêncios que ninguém vê,
eu caminho por dentro de mim
tentando não me perder.
É estranho ser comparado
como se a vida fosse igual,
como se o tempo de cada um
obedecesse um mesmo sinal.


Helaine machado

Pele, Risco e Liberdade
Eu gosto do risco…
ele desliza em mim como um segredo proibido.
Amar não é simples —
é desejo aceso em silêncio contido.
Dizem que não é nada…
mas meu corpo sabe quando é real,
carinho na minha pele vira chama,
um toque já diz muito mais.
Não me entrego por pouco,
nem me perco em qualquer intensidade,
eu provo devagar o perigo…
saboreando cada verdade.
Meu olhar não pede — convida,
minha presença não implora — conduz,
sou livre até no desejo…
e é isso que me traduz.
Se vier, venha inteiro,
sem medo do que pode acontecer,
porque eu não amo raso…
eu faço sentir… sem dizer.
Helaine machado

Para mim, o ingrediente essencial de um bom filme é a capacidade de emocionar quem o assiste.