Medo de Falar
Caminham livres lá fora,
Mas por dentro são cativos,
Presos ao medo, ao passado,
A dores que seguem vivos.
O medo grita, a fé sussurra,
Mas escolho em Ti descansar.
Pois sei que, ao som da Tua ordem,
O vento e o mar vão se acalmar.
Bem diz, ó minha alma, sem medo, sem pressa,
Pois grande é o Deus que me fez renascer.
E enquanto eu viver, que eu sempre proclame:
Bendito és Tu, meu Rei, meu viver!
Para voar alto como águia no céu,
É preciso mergulhar no íntimo véu.
Ir além da dor, do medo, da ilusão,
E descobrir o que pulsa no coração.
O sol ainda nascia,
quando a pedra rolada foi vista.
O medo tentou sussurrar,
mas a glória começou a brilhar.
As portas estavam fechadas,
o medo fazia morada.
O silêncio era espesso,
a esperança, quase dispersa no ar do avesso.
Reconcilia-te… e seja livre do que te prende,
Do medo, do vício, da dor que não entende.
Cristo é o caminho, a verdade e a luz,
Ele não te acusa — Ele te conduz!
" Aquele que afirma “não vou mudar” não revela firmeza, mas medo; não expressa identidade, mas apego; não manifesta convicção, mas resistência ao próprio crescimento. Psicologicamente, trata-se de um mecanismo defensivo; filosoficamente, de uma negação do devir; espiritualmente, de um atraso voluntário no caminho da evolução.
Mudar não é trair a própria essência, mas permitir que ela se manifeste em níveis mais elevados de consciência. A verdadeira fidelidade a si mesmo não está na rigidez, mas na coragem de transformar-se. Somente aquele que ousa abandonar as antigas máscaras pode, enfim, aproximar-se daquilo que verdadeiramente é. "
