Medo da Loucura
O maior obstáculo do homem é o medo que, cada vez mais desaparece imobiliza a sua alma diante do caos, da vergonha e do próprio espelho da verdade.
O medo é o hábito da mente que não aprendeu ainda como confiar em si mesmo e anular a coragem e a ousadia contra o inesperado.
O medo da verdade induz o corpo a permanecer ora fora da realidade ora dentro dela, causando uma culpabilidade pelos pecados da alma, quando esta só pode ser liberta pela fé e pela confiança na Palavra de Deus.
No meio de herdeiros há sempre um ou mais com medo: medo de ultrapassa, medo de desonestidade, medo de tudo e de todos, quando o medo real é a própria desconfiança.
O medo de comunicar as necessidades sexuais entre os cônjuges constitui a maior barreira para um relacionamento normal, puro e sadio, no qual ambos se completam mutuamente.
Supere as crises da mente e do coração, lançando fora o medo e a depressão por meio da fé e da confiança em Deus.
Os homens são maus por natureza por causa do seu orgulho ferido e o medo de perder a sua conquista em detrimento da felicidade do próximo.
O medo leva o aprisionamento da alma à ignorância e o sistema da tecnologia à pobreza e à vulnerabilidade espiritual do povo.
GENERAL
Poucos saberão o enredo
Daquele olhar meio zambaio
Quem sabe já teve até medo
Mesmo sendo um tanto zagaio
E tratado como brinquedo
Revestido como um cipaio
Atado na ponta dos dedos
Fazendo da vida um ensaio
Havia de ter seus segredos
O nosso amigo Nanaio.
LANHAÇOS
Bem no momento do desafio
Anda na espinha um arrepio
Apesar de algum golpe do medo
É na coragem que eu me sedo
Indolor às peleias da vida
Vão lacranando o homem da lida
Lesam afora o peso dos anos
Meio domando o sonho aragano
Com toda força há que prosseguir
Na mesma senda de um David.
DINAMITE
Eis que estás por explodir
E mal cabes em ti mesmo
Os problemas implodir
Um a um perdendo o medo
Sempre há brecha pra sorrir
Dinamite no rochedo.
LABIRINTOS
Saudosos medos de infância
Em mitológicos centauros
Mas na firmeza da confiança
Vão se espantando os minotauros
Velhos temores são extintos
E quando tudo há de ser áureo
Vem outros novos indistintos
Mais importante é estar no páreo
Para enfrentar os labirintos.
QUE(M) (H)ORA?
E então chegou a hora
Hora de ir embora
E nem chegou a aurora
Medo que esconde a mora
Ofusca a luz de outrora
Fé que o passo vigora
Busca o mundo lá fora
Sempre há chance no agora!
ARRE"MEDO"
Muitas vezes é o medo
Que freia o teu futuro
Receio de arremedo
De escombros e entulhos.
MEDO DA CHUVA
Não, eu não perdi
Medo que não tenho
Amigo do raio
Sempre resisti
E com muito empenho
Fecho a porta e saio!
PARTO
Do aconchego de um ventre
Nasceu em meio a seus medos
Com sua tarefa ingente
De os transformar em sossego
Foi essa sina premente
A que gestou este Alfredo.
