Me Perdoa mas eu Tentei
Esse mundo é uma ilusão que eu não sei discernir
Até hoje eu não aprendi
O que eu sinto de emoção
Parece atuação, invenção
Parece não ter valor
Parece que a qualquer instante uma hora a casa vai cair,
O mundo virará de cabeça para baixo
E vão descobrir que tudo isso é uma armação
Que nada disso existiu
Nada tem sentido
Nada importa
Uma hora o entusiasmo vem sobre alguma determinada coisa
E aí eu penso: de que adianta?
Talvez devesse aprender a parar de racionalizar as coisas
Mas, realmente, não adianta
Tem uma voz que me grita que tudo isso é ilusão
Há algo dentro de mim que fala: Acorde!
Isso o que está fazendo, onde você está, quem você é não significam nada
E aí, raramente
Vez ou outra
Aparece algo simples, porém maravilhoso
Cotidiano, todavia fantástico
que me faz, extraordinariamente, esquecer disso por alguns momentos
Como uma folha de outono que cai leve no chão
E aí eu me permito apenas sentir..
Dizem que isso é viver.
Em cada recomeço, sentimentos.
Certezas e mistérios dançam,
e a cada novo passo, um novo eu.
Em cada jornada, crescimentos.
Sorrisos e tropeços, cantam,
onde tudo era cinza, a flor nasceu.
Às vezes eu sou o avesso,
de tudo que acredito e sonho.
Outras vezes enlouqueço
e diminuo o meu tamanho.
Mas depois, permito e cresço.
Realinho os "emaranhos".
Logo então eu me aqueço,
vivo em seus olhos castanhos.
O teu olhar
Saudades do teu olhar, me olhando devagar
E eu sem reação, pois atingiu o meu coração
O meu coração ficou alegre e feliz, pois ele soube que tem você perto de mim
Meu coração fez-me apaixonar por ti
E fez-me emocionar diante de tanto amor gerado pelo teu olhar
Esta emoção se tornou um mar de razão que me fez molhar de emoção, pois se tornou uma devoção que me fez adorar
Teu olhar faz o céu brilhar, faz as aves voar e faz o meu coração pular
Tenho vontade de te beijar, mas acabo a falhar
Aí que vontade de deitar e imaginar a gente se encontrar
Prontos ou não, lá vou eu.
Empurrando a embarcação.
Meu silêncio é a canção
que no sonho se perdeu.
E o tempo que nunca foi meu,
pintou meus cabelos de velho.
Me fez renascer no afélio.
A vida é sua, eu sei.
Mas não é solo o viver.
Ainda que queiras ser
solidão nunca fez rei.
Sábio seria doar.
Viver é um constelar.
Foi na primeira vez, que eu senti que era amor, que eu simplesmente mudei :
- Saltei de mim pra você !
Nós temos que conhecer tudo sobre o nosso próprio eu para saber no que nós temos que ter uma melhora ou um reparo.
Eu sou a louca.
A que coleciona borboletas
transparentes e pretas na gaiola mágica
Sou a ninfeta que cortou
os cabelos de Maria Antonieta,
para ouvir de mansinho o tic tic da tesoura trágica.
Sou a desgraçada
Que veio ao mundo sem nada,
assim como Jó que veio do pó e,
ao mesmo pó hei de regressar,
sem tempo para re-pensar.
Eu sou a ostra da sereia
que hospedou areias e devolveu-lhe pérolas belas!
Eu sou a descomedida, a vida, ou a morte
que leva quem está desprovido de sorte.
Eu sou!
O que voou nas asas do serafim
ao encontro do seu próprio fim.
Mas também o que pousou nas entranhas
e de uma forma estranha decolou.
Eu sou a sina que assina tal sorte!
A vida vivida... A morte!
