Me Perdoa mas eu Tentei

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Na verdade eu sou intuitivo, eu nunca sei no que vai dar.

Eu perdia tempo me procurando, sem saber que eu sou tudo.

Eu sou anterior à ilusão, por isso sou livre. Eu venho do nada, por isso não posso ser determinado.

Passeio


Lá estava eu, entre os meus coleguinhas, pensando em como passá-los para trás. O que eu podia fazer com o que tinha era fingir que era muito inteligente. Isso não podia funcionar e não era muito inteligente. Mas continuei com a minha farsa, na qual só eu acreditava. A única maneira daquilo dar certo era estudar muito, dedicar a vida ao estudo, mas eu não era idiota o suficiente para fazer isso. Eu não estudava, apenas ouvia o que os mestres falavam. Depois me tornei um cético e um descrente. A ciência tinha argumentos fortes, mas dava para sentir a farsa pela constante e onipresente afirmação dos seus princípios. Eu não ia cair nessa. A ciência e a religião procuravam ovelhas crédulas para vender o seu produto. Em ambos os casos se serviam da ignorância para criar a sua mágica. Um rebanho indefeso para lideranças sedentas de poder. Isso me afastou de todo mundo. O isolamento ajudou a desenvolver a minha criatividade, pois eu acabei tendo só a mim para conversar. Nos momentos de desespero, eu me lamentava por ser um nada, e estava certo! Como nada, eu fui me esvaziando ainda mais e ao mesmo tempo me completando. E fui ficando tão diferente que deixei de ser humano. Na minha ignorância, eu achava que estava doente, quando eu não podia ter mais saúde. Assim, fui tentando me adaptar a um mundo de loucos. Mas não tinha vocação para pirado e fracassei redondamente. Os loucos veem o mundo, mas não enxergam a sua visão, portanto são cegos. Não podem ver que eles são o mundo e o mundo que enxergam são eles. Conversei muito com os médicos, mas também eram doentes, como padres querendo me reformar para que eu coubesse nos seus preconceitos. E ainda demorei para compreender que o médico sou eu. Os meus amiguinhos cresceram e se tornaram peças da engrenagem. Parece que lá atrás eu já tinha a intuição de que ser inteligente não dá certo.

Ao ouvir benevolentemente os meus pensamentos, eu crio um além homem, expandindo as fronteiras do possível.

O universo é astuto, nunca permite que eu repita o mesmo truque. Aprendi com ele que ele não pode repetir o seu embuste e que existem infinitos caminhos. Válido é o que escolhemos.

Geralmente, quando eu julgo o outro, o outro vira espelho de mim mesmo.

O que eu mais temo e mais desejo: ser decifrada.

Eu guardo em mim
Um deus, um louco, um santo
Um bem e o mal

Agora somos eu e você...amanhã já não sei o que fazer sobre esse breve estado de "nós". Ainda não aprendi a sentir sem me deixar levar.

⁠Quando eu me calo
Quando mudo de assunto
Não é porque não sei o que dizer
Na verdade eu sei
Mas receio falar
Receio me comprometer
Receio a conexão de tudo isso
Eu não estou adaptada
Ao seu modo sincero de ser
E ainda não sei
Ser tão recíproca quanto gostaria

⁠É verdade
Hoje eu tô ácida
Preciso disso
Para equilibrar
O meu excesso de doçura
Ou a minha mania
De querer que a vida
Seja sempre
do sabor que eu gosto

⁠Eu queria poder sentir algo diferente do que sinto

⁠Eu precisava construir uma nova vida para sobreviver sem aquela que se foi com você.

Eu vou fazer o que preciso
Se for fazer o que quero, eu enlouqueço

Eu quero que ouça a canção, quero que abra o coração quando eu cantar. Eu sei que eu consigo falar.

As Flores desabrocham e caem, proclamam sua beleza e caem. Mas, preste atenção no que eu vou contar, o amor é mais simples que o ar pra respirar

" O que cabe a eu fazer,farei com muito amor, julgamento alheio me fará cada vez mais forte. Enquanto sou criticado, existe outros mim aplaudindo, se não tiver, não tem problema , as criticas mim darão forças para seguir em frente".

Eu não vou me destruir com o prazer, porque tenho um propósito.

Eu fico tão chateado
vendo minha impotência diante de tudo,
como se eu tivesse chegado tarde
a um incêndio profundo.


Odeio qualquer tipo de injustiça.
Cada gesto cruel me atravessa,
cada silêncio diante da indiferença
parece uma culpa que também me pesa.


E no meio desse caos eu existo,
condenado à consciência de mim,
como alguém jogado na sarjeta
sem destino, essência ou fim.


Lançado em um mundo sem essência,
sou condenado a me inventar
na solidão da existência,
e entre ruínas, continuo a mudar.


Não há destino escrito para mim.
Há apenas a tarefa de escolher.
Cada escolha me compromete.
E mesmo assim sou livre ou condenado a ser?


No fim, existir é isso:
não se curvar à mentira bonita,
não normalizar a violência explícita,
mesmo quando o mundo pede submissão,
seguimos em construção.


É escolher sem garantia, na contradição,
é sustentar a liberdade como condenação,
é negar o que nos diminui em toda situação,
é carregar sozinho o peso da decisão,
e ainda assim afirmar a própria condição.