Me Perdoa mas eu Tentei
Talvez isto tudo — eu, os animais, o tédio —
seja um sonho na mente de Deus.
Se ao menos fosse meu,
eu podia acordar. Ou morrer.
Mas é sonho de Deus,
e Deus está distraído.
Hoje pensei em você. E sorri.
(O sorriso veio antes que eu soubesse o que ele queria. Como um reflexo do joelho, mas do espírito).
A boca obedeceu antes de a alma pedir permissão.
O sorriso veio de um lugar anterior à boca:
nasceu nas costas, subiu pelos ombros,
como uma criança que sobe em árvore, roubando fruta verde.
E então, já sem jeito, se derramou nos lábios.
Um pássaro que caiu do ninho,
antes de aprender a voar.
(E agora o sorriso ficou preso nos dentes —
um resto de você que mastigo sem querer.)
Você me pergunta se eu te amo.
Digo que sim.
Você me pergunta o porquê.
Mas a resposta não cabe nas palavras.
Ela mora nos gestos que escapam da boca:
nas panquecas com mel feitas de surpresa,
no silêncio que não coça a garganta,
no erro que você comete
e eu deixo passar como nuvem.
Não por dó —
mas porque o amor é míope (como eu sou)
e prefere enxergar embaçado.
O amor é transcendental.
Ou seja: escapa.
Foge das definições como um gato —
no peitoril da janela,
olha para você, mas não obedece:
é a imprevisibilidade que se deixa ficar.
É um peixe vivo na banheira da alma —
algo inadequado, mas presente.
Ou a sombra de um pássaro:
risca o chão e some antes de você apontar —
pura efemeridade.
É sagrado,
porque é inútil (não serve para nada).
Como um copo d’água na madrugada —
não sacia, só umedece os lábios.
É real,
porque não precisa ser provado.
E é impossível.
Como traduzir o cheiro da chuva
sem nomear a saudade?
Eu acredito que a maior parte dos problemas podem ser resolvidos apenas dizendo "vou fazer" ou "vou desistir".
Se eu fosse rei, reformaria esse abuso que encolhe metade da humanidade. Eu gostaria que as mulheres participassem de todos os direitos humanos, sobretudo, os da mente.
Eu tendo a me considerar um agnóstico; mas, para todos os propósitos práticos, sou um ateísta. Eu não vejo a existência do Deus cristão como sendo nem um pouco mais provável que a existência dos Deuses do Olimpo ou de Valhalla. Ilustrando de outra forma: ninguém pode provar que não existe, entre a Terra e Marte, um bule de porcelana girando em uma órbita elíptica, e no entanto ninguém vê este fato como provável o suficiente para ser levado em conta na prática. Eu vejo o Deus Cristão como igualmente improvável.
queria entender . . ou quem sabe, aceitar
desistir foi algo que me derrotou.
mas devo eu entender, que o que passou nem rastro bastou . .
nem desejo, nem vontade no olhar.
se foi ou se já vai . .
se basta ou se nada resta,
o que me interessa e que eu vejo que nada resta.
vou te ver e te querer como um conhecer,
e vou esquecer o desejo ou o sonho,
vou me perder no dia para que a noite sufocar o tudo que foi . .
só um sonho.
"Nos dias mais sombrios, eu me reinvento através da arte do meu olhar, transformando trevas em luz e tristeza em inspiração. Cada desafio se torna um pincel e cada obstáculo, uma cor para pintar o quadro da minha vida. Assim, mesmo nas sombras, eu descubro novas formas de brilhar.”
"Eu desfaço o teu feito, deito e rolo na minha razão, mesmo não sendo perfeito, dela não abro mão."
