Me Perdoa mas eu Tentei
Meu Pará
A culpa é do paraense...
Que chega lá fora e já vai hasteando a sua bandeira
Égua do caboco pávulo!
Que carrega na mala, com orgulho, a sua cultura.
Que não esconde o seu gosto por um bom açaí, daquele grosso, que acompanha o peixe frito, o charque, a farinha d'água ou de tapioca; da maniçoba, do tacacá, do chibé e do famoso pato no tucupi.
Que conta as horas para tomar banho de rio, se embrenhar na mata ou apenas se embalar numa rede.
Que conta, todo prosa, do mar de gente que se reúne para assistir o Círio de Nazaré
Que disputa um pedacinho da corda, mostrando o tamanho de sua fé!
E quando toca tecnobrega, calypso, carimbó ou siriá?
O caboco pai d'égua, já começa a dançar!
É parente, pensa num povo contente!
O paraense pode até sair do Pará, mas o Pará, com certeza, jamais sai dessa gente.
Se eu não sou assim, como posso ter amigos que estimulam ou debocham da desgraça alheia? Justiça, é muito diferente de desejar ou praticar o mal contra quem quer que seja.
Eu queria escrever tudo o que eu sinto ate meus dedos nao suportarem mais, escrever tudo, tirar tudo da minha mente... Mas nao encontro palavras que consigam faze-lo...
Nao sei dizer se eu é que sou fantasiosa demais enquanto as pessoas vivem a realidade ou se sou realista demais enquanto as pessoas estao vivendo fantasias...
"Por mais que eu de valor a minha reputação ,não permito que seja maior que a leveza da minha consciência."
Eu, às vezes, me sinto, tão crua que a nudez da minha alma, da minha não solidão, descarta a lei do atendado ao pudor.
Ângela é ainda um casulo fechado, como se eu ainda não tivesse nascido, enquanto eu não abrir em metamorfose, Ângela será minha. Quando eu tiver forças de ficar sozinho e mudo – então soltarei para sempre a borboleta do casulo.
Viver é difícil
Como é difícil viver
Mesmo na felicidade
Eu penso lentamente em morrer.
Se eu pudesse voltar
A ser poeira cósmica
Com certeza eu estaria
Muito mais feliz.
Eu tenho incerteza
Nada exala clareza
Nem mesmo a pureza
De um ser divino.
Meu senhor,me mate
Ou melhor,me salve
Antes que se apague
A esperança que eu ainda tenho de viver.
Devagar
Eu vou morrendo e morrendo sem parar
Não sei quando a morte vai chegar
Mas sei que um dia a vida vai acabar
Estou rodeada de pessoas que eu odeio
E mesmo assim eu as norteio
Parece até um sorteio
Preparando os males da vingança
Que me trazem uma lembrança
Do que é viver
Esperando algo
Que nunca se realiza
Que demora,eu indago
Vou virar poetiza.
Eu não gosto de esperar
Quando espero começo a pensar
E já consigo imaginar
Tudo oq o mundo romantiza.
Esperar demora muito
E minha vida dura pouco
Nunca tive o intuito
Mas tudo isso me deixa louco
Vou encerrando este poema
Porque já esperei demais
E eu não tenho mais um tema
Porque já pensei demais.
14:14
Tempo,quanto tempo
quanto tempo eu espero,
quanto mais o tempo passa,
mais eu me desespero.
Choro,mas sorrio
Sorrio,mas choro.
É a primeira vez que eu me sinto
como Fernando pessoa.
Como Clarice eu escrevo,
penso um pouco como Nietzchie,
Com Tesla vejo relevo,
mas Curie não se atreve.
Um belo dia vejo Einstein
chamando todos para o jantar,
Thomson traz pudim de passas
mas ninguém parece gostar.
Curie vem com um chá verde,
com muita radioatividade.
Todos olham,mas não bebem,
pois isto seria futilidade.
Amelia vai de avião,
todos aguardam suas chegada.
Será que ela está no portão
ou chegará de madrugada?
Tesla é o útimo a chegar
poque rodou 3 vezes a casa,
e com toda essa enrolação
já são 14:26 da tarde.
Se eu não estiver mais aqui no amanhã
Não venha me procurar e não sinta minha falta.
Mesmo q eu desapareça ou esteja sem cabeça,eu não tenho importância na humanidade.
Eu tenho rancor do presente,tenho medo do passado e não viverei o futuro,pois é melhor a escuridão do que o sol pra quem não teme o escuro.
Talvez eu me mate hoje ou me mate amanhã,mas em um desses dias,deixarei minha vida e sumirei do mapa.Do mapa do que conheço q se chama vida.
Eu lamento muito,e lamento ainda existir.
Eu sou Miss belle,
nunca fui miss,
nem bela eu sou.
Tenho vários nomes,
num dia sou Marie Aabye,
no outro eu sou Angelina burket,
Amanhã viro Betty murffin,
e no sábado me chamarei Noélia perfect.
Mas meu verdadeiro nome
guarda um grande segredo
não é um nome bonito
mas é um nome que dá medo.
É muito difícil sofrer por amor
É muito difícil amar também
Por que eu amo tanto ele
Se ele nunca me quis bem!?
Eu choro e penso nas dores passadas
Nas feridas e tristezas de uma dama mal amada
Na casa velha abandonada e mal tratada
Onde eu pude saber o que é amar.
