Me Perco dentro da Saudade
" LENTAMENTE "
Não quero mais ouvir meu pensamento
e as vozes dentro em mim em agonia
pedindo que eu me entregue à essa folia
de ter uma paixão por sentimento!
Amei intensamente, noite e dia,
e se tornou, o amor, o meu tormento!
Não vou tornar ao erro, enfim! Lamento!
Sofrer, minh'alma, assim, não merecia.
Preciso que se cale a consciência
que pede-me outro amor, com insistência
e as vozes que atormentam minha mente…
Meu ser está doente, machucado,
e se a paixão insiste estar-me ao lado
eu morro pouco a pouco, lentamente!
Noite de quarta-feira
A casa está silenciosa,
mas dentro de mim há um universo.
O tempo se espalha devagar
e meus pensamentos correm livres.
Nenhuma voz além da minha,
nenhuma presença além do que sinto.
E não há vazio,
porque eu me basto.
Deixo minha mente viajar sem pressa,
revisito sonhos antigos,
desenho planos no escuro,
sorrio para o que ainda não aconteceu.
Como é bom estar aqui,
inteira em minha própria companhia.
Sem precisar de ninguém para preencher espaços,
porque não há espaços vazios em mim.
Na solidão que escolhi,
descubro que não há ausência, nem falta.
Apenas eu.
E isso é suficiente.
Compromisso é o que te faz levantar mesmo sem forças.
A gente não vence dentro de uma zona de conforto, a gente só vence na zona de guerra.
Estamos no momento em que nossas vidas possuem mais significado dentro das tecnologias do que fora, semelhante ao que foi evidenciado no filme "Matrix".
A vida é cheia de caminhos, mas poucos levam para dentro. O verdadeiro sentido está em cultivar o equilíbrio, buscar o autoconhecimento e perceber que o que é eterno não se encontra no mundo, mas no espírito.
Ou você elimina o pecado dentro de você, ou ele o matará aos poucos. Ou você o vence, ou será vencido por ele. Ou você o domina, ou será dominado por ele. Não existe neutralidade na luta contra o pecado.
Que o sol brilhe não apenas no céu, mas também dentro de você, trazendo esperança e energia para continuar acreditando nos seus sonhos. Este é o momento de renovar as forças, correr atrás dos seus objetivos e lutar pelo que deseja. Acredite, cada passo dado com fé e determinação te leva mais perto da vitória!
Que Deus proteja sua saída e sua volta para casa, guardando cada caminho e iluminando cada decisão. Que este final de semana seja leve, produtivo e cheio de conquistas! Aproveite ao máximo!
Bom dia.
Série: Por Dentro de Mim – Parte 2
Como cuidar da alma no meio da correria sem se sentir culpado
Ontem falamos sobre o cansaço da alma que ninguém vê.
Hoje, vamos falar sobre cura interior em meio ao caos exterior.
E o primeiro passo é simples, mas profundo:
1. Dê permissão para sentir
Você não é máquina. Ignorar tristeza não é força, é negação. Reconhecer a dor é parte do processo de cura.
2. Comece o dia com silêncio, não com tela
Antes de abrir redes sociais, e-mails ou notificações, abra tua alma para Deus. Uns minutos de conexão sincera valem mais que uma hora de rolagem sem direção.
3. Diga mais “não” — inclusive para quem você ama
Quem vive dizendo “sim” pra tudo, um dia grita por socorro.
Colocar limites é um ato de amor próprio e honestidade com o outro.
4. Faça uma pausa por você — e não só para voltar ao trabalho
Às vezes a pausa não é para ser produtivo depois. É só para respirar, existir, reencontrar o centro. E tudo bem.
5. Ore. Caminhe. Escreva. Converse com alguém confiável.
A alma se fortalece quando tem por onde extravasar. E o céu ouve — sempre ouve.
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Você não está sozinho. E não está errado por se sentir cansado.
Mas agora você sabe: pode fazer diferente.
Comece pequeno. Mas comece por você.
A alma agradece. Deus se alegra. E a vida começa a reencontrar cor.
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Amanhã vem a Parte 3: um exemplo real de quem estava esgotado por dentro e, com fé e pequenos passos, encontrou de novo a paz.
Cada um de nós tem dentro de si um silêncio tão vasto quanto o universo. E quando o escutamos, aprendemos a viver.
"Às vezes o silêncio grita tão alto que ninguém percebe. São gritos imensos, presos dentro de alguém que só ela mesma é capaz de ouvir. E por mais que esses gritos estejam contidos, será que ela seria vista como desagradável… só por finalmente deixar transparecer a dor que guardava em silêncio?"
Planto poesia dentro de casa.
Planto-as ainda semente.
Observo-as vagarosamente
brotar em cada canto.
Ressabiado e sem pressa... espero.
Às vezes, à noitinha,
quando distraído vagueio em pensamentos,
escuto um estatelar
quase silencioso.
Sorrateiro, procuro e lá está brotando:
Na sala, no canto do quarto, atrás dos armários...
Até debaixo da cama a danada floresce!
Vivo os dias a procurar poesia plantada
dentro de casa.
Espreito-a dia e noite.
Às vezes, muitas são elas - parece que não vão passar de broto.
Mesmo assim, espero florescer.
Talvez um dia acorde
com essa casa inundada de flores poéticas.
Mas talvez seja apenas devaneio de poeta
que enxerga beleza
até no escuro.
Extraído do Livro Poética
A energia mais poderosa do universo está adormecida dentro do homem. O segredo não está apenas em absorver, mas em vibrar com ela.
"Entre Ausências e Correntezas"
Havia um silêncio dentro de mim — daqueles que gritam sem som.
Fui barquinho… não por escolha, mas porque era leve demais para afundar, e pesada demais para voar.
Deslizava pela vida num rio que parecia entender todas as minhas ausências.
O rio me conhecia. Sabia das vezes em que sorri com os olhos cheios de despedida.
Sabia das noites em que, mesmo sem tempestade, eu naufragava em mim.
O barquinho que me levava não era feito de madeira;
era feito de memórias, de poemas nunca ditos, de amores que só existiram do lado de dentro.
Rangia baixinho, como quem chora sem querer incomodar.
E, mesmo assim, teimava em seguir — cortando as águas da existência com coragem e ternura.
O tempo passava… e o rio, ah, o rio… era meu espelho.
Cada curva que ele fazia também se desenhava dentro do meu peito.
Era como se ele lesse os meus silêncios.
Era testemunha do que não escrevi, do que nem a mim mesma confessei.
Sentia que ele sabia do amor que ainda me habita — mesmo desabitado.
E, sem dizer uma palavra, ele me respondia: com folhas, com brisas, com reflexos de céu.
Em certos trechos, o barquinho parecia dançar.
Em outros, quase desistia.
Mas o rio nunca me deixou.
Conduziu-me como um velho amigo que não pede explicações.
Apenas aceita. Acolhe. Acompanha.
E hoje, se alguém perguntar por mim, direi que não me perdi:
apenas me tornei parte da correnteza.
Sou o barquinho. Sou o rio. Sou também a ausência.
E, juntos, seguimos…
Eu, o barquinho, o rio — como testemunha
de tudo o que fui, de tudo o que ainda me resta ser.
