Me Perco dentro da Saudade
Ah se você soubesse todas as milhões de sensações e sentimentos que provoca dentro de mim. Se sentisse meu estômago, acharia que está em um borboletário. Se sentisse meu coração acharia que está desfilando em uma escola de samba. Se ouvisse meus pensamentos acharia que está na feira com tantos pensamentos gritando por você.
Temos dois cachorros dentro de nós.
Um bom e um mau.
Qual deles sobreviverá?
Aquele que você alimentar.
Não há mudanças em nós ou dentro nós, não. O que há em nós é calor do tempo que derrete nossa rigidez, pondo em vista, o nosso verdadeiro interior, onde somos frágeis porém verdadeiros.
O que vou fazer com esses sentimentos contraditórios que estão dentro de mim?!
Sou feliz, muito feliz quando estou ao teu lado...
Mas após algum tempo de distancia, sinto um vazio profundo, uma necessidade absurda de manter contato, seja de que forma for...
Preciso encerrar essa luta cruel e intensa dentro de mim, sinto que é necessário me afastar de ti, mas não estou conseguindo!!!
Estou sendo fraca!
Porque tanta injustiça dentro desse mundão, porque tantos passam fome e tantos outros tem tudo até demais, e nem se passa na cabeça desses que tem muitos , que outros nem ao mesmo tem um grão de arroz.
O que faz uma sociedade ser assim? me pergunto sempre, o que faz uns matarem, o seu proximo, o que faz um filho matar uma mãe e o pai? Aonde estamos chegando, aonde isso vai termina, é perigoso não termina, é perigoso isso crescer mais ainda...
Thiago 11/03/2012
A maior vergonha que um ser humano pode cometer e tentar ser o que nao e, e dentro de si, saber disso, e ter que conviver com a realidade.
E no fim das contas...Seja de fora pra dentro, ou de dentro pra fora...seja na correria e nas obrigações do dia...ou no ensurdecedor silencio das intermináveis noites...Minha batalha é sempre comigo mesmo.
Sangria
Sinto fraqueza
Sinto sede
Sinto frio
Sinto que algo dentro de mim se partiu
Aos poucos vou ficando inconsciente
Vou caindo lentamente
Com tremores e arrepios
A pulsação aumenta
A respiração o meu fôlego afugenta
E a cada instante é mais lenta
Até que, num relance, as luzes se apagam
E não vejo e nem sinto mais nada
Existe um inferno dentro de cada um de nós e nada podemos fazer contra isso. Mas é cada um de nós que escolhe se querer ou não alimentar os seus demónios...
“Se um dia me perguntarem o que eu penso das criancinhas, responderei que dentro destes pequenos se encontram as chaves para os mistérios do Reino dos Céus.”
Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve. Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incerta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso. O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.
Que lugar no mundo é melhor para se estar? Na frente de uma lareira com um livro estupendo, em meio a um estádio lotado vendo seu time golear, num almoço em família onde todos estão se divertindo, num final de tarde à beiramar, deitado num parque olhando para o céu, na cama com a pessoa que você mais ama?
Difícil bater essa última alternativa, mas onde começa o amor, senão dentro do primeiro abraço? Alguns o consideram como algo sufocante, querem logo se desvencilhar dele. Até entendo que há momentos em que é preciso estar fora de alcance, livre de qualquer tentáculo. Esse desejo de se manter solto é legítimo, mas hoje me permita não endossar manifestações de alforria.
Nota: Trecho da crônica "Dentro de um abraço"
...MaisSomente a estética é capaz de colocar o ser humano dentro da realidade, que não existe ainda ... estou dizendo que é pelo sentimento unido ao intelecto que a verdade entra na civilização.
Livro: Sociopatologia
