Me Perco dentro da Saudade
Papai
Papai,
por que o senhor faz isso?
Com suas botas negras, ruidosas,
marchando dentro da minha cabeça,
eu vivi à sombra do seu pé
por vinte e dois anos —
pálido, pobre,
quase sem ar.
Eu mal respirava
para não provocar sua ira.
Papai,
eu morri jovem.
Morri antes do tempo.
Não de doença —
mas de ausência.
Pesado como mármore,
carreguei um saco cheio de mágoas,
um banquete de argila na boca,
um espectro de louça suja na memória,
e uma cabeça rachada
pelos seus gritos
e pelo medo.
Eu rezava por redenção.
Mamãe, com o rosário trêmulo,
batia a cadeira no chão
como se pudesse expulsar o demônio
que o senhor chamava de filho.
Mas eram suas palavras, papai,
que doíam mais que seus punhos.
Punhos na mesa.
Punhos na guerra.
Guerras, guerras e mais guerras —
e o nome da cidade era comum demais
para justificar tanto ódio.
Meus amigos invejavam o senhor.
Eu invejava os pais deles.
Nunca fui suficiente.
Nunca firmei o pé na sua terra.
Minha língua apodreceu presa
na armadilha da minha mandíbula.
Nosso amor —
arame farpado.
Eu, eu, eu, eu —
ecoando num quarto sem portas.
Eu mal respirava
para não provocar sua ira.
Papai,
eu pensei que todos os homens
fossem feitos da sua fúria.
Que todo idioma
nascesse como motor engasgado
e palavra obscena.
O senhor me tratava
como se eu fosse o erro da casa.
Comecei a falar como estrangeiro.
A viver como intruso.
A existir como culpa.
Papai, eu fui embora.
Mas esta carta
não é despedida.
É uma autópsia.
O livro negro terminou.
Segue o diário
de um menino
que só queria ser amado.
Fui expulso com asas queimadas,
um anjo caído
na sarjeta da própria família.
Três anos sem vocês.
Três anos tentando arrancar
as botas da minha memória.
Mas o senhor ainda dança,
pisoteia,
marcha dentro do meu peito.
Há uma estaca cravada
no meu coração —
negro de medo,
branco de silêncio.
Eles nunca souberam quem eu era.
Chamaram-me monstro
porque ousei sangrar.
Papai…
o senhor pode descansar agora.
Chega das botas.
Chega do peso.
Chega do medo.
Mas, se ainda houver
um resto de homem
sob esse couro e essa fúria —
me ame.
Porque eu ainda sou
o garoto assustado
que treme
ao som dos seus passos.
Quem me vê quieto, calmo, parado em silêncio,
imagina que carrego um inverno por dentro,
que há tristeza espalhada no meu vazio
como folhas secas num chão esquecido.
Pense assim —
mas não acerte o meu segredo.
Não é no meu silêncio que eu me perco,
é nele que eu me encontro.
Não é na ausência de ruídos que me apago,
é ali que a alma aprende a falar.
É no meu vazio
que nasce a inspiração.
No espaço onde nada parece existir,
Deus sopra versos invisíveis
e faz do nada
uma canção.
Meu silêncio não é dor —
é gestação.
Meu vazio não é falta —
é criação.
Enquanto o mundo grita para ser ouvido,
eu me calo para escutar o céu.
E é nesse intervalo sagrado,
entre o nada e o tudo,
que componho o que sou.
Meu neguinho
Queria que vc entrasse em minha mente, dentro de mim, no meu corpo, na minha alma pra vc ver o que tenho planejado no futuro pra nós
Você não estava nos meus planos, mas você é o melhor plano que eu poderia ter. 😍
Te amo vidinha e
É tão gostoso tudo isso que chega dar um friozinho na barriga
🥶🥰
Minha inspiração diária
Saudades
Fique em off! Silencie o barulho, respire fundo e olhe pra dentro. Recalcule a rota.Não importa quantas vezes precise recomeçar, o importante é não parar. E, quando sentir que está pronta… aperte o play. A vida não espera, mas o seu tempo é precioso demais para ser desperdiçado.
‘‘Enquanto houver desejo de recomeçar, a Páscoa ainda pode acontecer dentro de nós.
E eu também a desejo!’’
"Existe um tipo de gente no mundo que, quando entra dentro de um carro, acha que tem o rei na barriga, e até hoje não consigo entender por quê. "
Emanuele
Era numa noite sem lua
ou talvez fosse dentro do meu peito
que teu nome começou a ecoar
como um sino rachado
anunciando minha própria ruína.
Amada minha,
mais pálida que a névoa que rasteja
sobre túmulos esquecidos,
mais doce que o veneno lento
que se mistura ao vinho.
Eu te amei antes do primeiro delírio,
antes que os anjos, invejosos, cruéis
sussurrem maldições nas frestas do céu.
Eu te amei quando teu riso
ainda não sabia que me condenava.
Teu nome
ah, teu nome
é uma lâmina que percorre
as paredes da minha mente,
entalhando tua face
em cada pensamento que ousa nascer.
Dizem que o amor é chama.
Mas o que sinto é incêndio em catedral antiga:
vitrais estilhaçados,
santos decapitados,
o altar consumido
pela fome da tua ausência.
Eu não durmo
vigio.
Vigio o vento,
como se ele pudesse trazer teu perfume.
Vigio as sombras,
pois nelas imagino teus passos.
Vigio meu próprio coração,
temendo que ele ouse bater
sem pronunciar teu nome.
Ó minha amada
minha febre, minha sentença
teu silêncio é um oceano negro
onde me afogo todas as madrugadas.
Se te afastas,
meus ossos rangem como portas de mausoléu.
Se te aproximas,
minha carne treme
como se a eternidade estivesse
a um sopro da perdição.
Eu te quis mais do que o céu quis as estrelas.
Mais do que a noite deseja a lua.
Mais do que os mortos desejam
Um último suspiro.
E, no entanto,
quanto mais te possuo em pensamento,
mais te perco na carne do mundo.
Te imagino deitada sob constelações frias,
teus cabelos espalhados
como raízes que me prendem
ao chão da loucura.
Ah, se a morte viesse
não para te levar,
mas para selar-nos
num túmulo partilhado,
onde minh’alma pudesse se enroscar na tua
como hera sobre pedra antiga!
Porque amar-te, minha sombria estrela,
não é gesto
é destino.
Não é escolha
é corrente.
E mesmo que os anjos se levantem
com suas espadas de luz invejosa,
mesmo que o mar se abra
em fúria contra meu delírio,
ainda assim
ainda assim
meu espírito rastejaria pela eternidade
sussurrando seu nome
como oração profana.
Pois és minha
não por direito,
mas por obsessão.
E se um dia disserem que não me amas,
o mundo se partirá em duas metades ocas,
e eu vagarei entre elas
como espectro faminto
que só reconhece
um único altar:
Teu coração
mesmo que ele jamais
bata por mim.
O sol nasce, o vento sopra, a água corre, mas é dentro que a vida pulsa... ou se cala. Quem deixa de viver, ainda que ande, já caminha com a morte. O mundo gira, indiferente. Parar é ceder. E às vezes, morrer é só não ter escolhido viver.
Nossos limites são apenas reflexos das barreiras que criamos. O Reino de Deus está dentro de nós assim como tudo que o impede!
Somos senhores do dentro, jamais do fora; o mundo escapa, mas o íntimo é moldável caos.
Seja você o protagonista!
O quanto eu me esforço, e nem sempre isso é suficiente! Ninguém imagina o que acontece por dentro para que eu consiga levantar todos os dias.
Mas quem se importaria, não é? São os meus problemas, a minha vida e não a de mais ninguém. Cada um segue com o que consegue enxergar, e quase nunca é o que se passa por dentro do outro.
O que dói, é se doar, pensar no próximo e não sentir isso de volta. Entender, com o tempo, que nem todas as pessoas funcionam da mesma forma, e que cabe a nós aceitar isso e seguir convivendo com o mundo como ele é.
Tenho tantas feridas abertas, mas ainda assim, eu levanto. Levanto para dar o meu melhor todos os dias. Mesmo quando dói sentir tudo em excesso.
Vivemos num universo tão grande, que cabe inteiro em nosso coração. Dentro de nós está a alma do mundo e a sabedoria do silêncio.
Tudo em nós funciona em harmonia com a natureza. O que há de bonito no seu dia?
Repare bem, pois essa beleza é o seu melhor retrato. D'us está no cotidiano, esperando que notemos Sua presença. Toda manhã, Ele nos mostra Seu sorriso.
As nuvens que hoje ocupam o céu da sua alma vão passar. Mas o sol, mesmo quando escondido, nunca se apaga.
Lindas são as mulheres. Não só num retrato, mas pela luz que têm dentro e que dão ao mundo.
Lindas são as mulheres por serem fortes. São como árvores com raízes firmes, que aguentam o tempo ruim e seguem em frente. Sua beleza está nas marcas de suas lutas, que contam histórias de quem não desistiu.
Lindas são as mulheres por terem um tipo especial de força. Ela pode ser um abraço calmo e seguro ou uma coragem que luta contra o que é errado. É a força que acalma uma criança e, ao mesmo tempo, constrói um amanhã melhor.
Lindas são as mulheres por sentirem o mundo de um jeito profundo. Elas percebem detalhes, entendem silêncios e sabem o momento certo de um carinho. É uma sabedoria que não precisa de gritos.
Lindas são as mulheres por serem elas mesmas. Cada uma é diferente, com seus sonhos, medos e paixões. A beleza está nessa coragem de ser única, no brilho dos olhos quando falam do que amam.
E, mais que tudo, lindas são as mulheres porque todos os dias elas escolhem continuar. Num mundo que às vezes tenta apagar seu brilho, a maior beleza delas é existir, com toda a sua verdade. É a coragem de seguir em frente e ainda ajudar outras a seguirem também.
Por isso, "linda" não é só uma palavra parada. É uma ação. É o ato de ser mulher, com toda a sua complexidade, sua força suave e seu poder.
Lindas são as mulheres. Simplesmente porque existem. E ao existirem, tornam o mundo um lugar mais humano, mais gentil e, sem dúvida, mais bonito.
A traição é como uma ferida que doe e queima por dentro. Ela deixa marcas profundas e abala a confiança. Superar essa dor exige tempo e apoio, mas é possível aprender e crescer.
A ansiedade me prende em um mundo silencioso.
Grito por dentro, mas ninguém escuta.
E é nessa solidão que me afundo,
mesmo rodeado de gente.
Houve um tempo que tentei esconder, que sufocava o que eu tinha dentro do peito, por eu não entender, tentava dar fim, durante um tempo achei que era a coisa certa, que seria mais fácil.
Mas nunca foi, tem dias que tudo se acalma, mas sinto aqui uma tristeza que dói, outros dias parece que tem um pássaro batendo as asas tentando se libertar do meu peito apertado… e penso… não faz sentido apertar o que nasceu para ser livre!
Hoje o sentido de tudo mudou, não vejo uma razão para tal aperto e não quero dar continuidade à nada que me torne uma prisão para tudo o que eu sinto.
Então desejo que ele encontre as respostas que tanto tem esperado.
