Me Perco dentro da Saudade
Tão bonito sonhar acordada com vocês. Fazer palavras dançarem é um sonho que ganha vida dentro de mim.
Fazer poesia, para mim, é ser capaz de construir quando tudo está desfeito por dentro. É um jeito de entender o mundo através da brisa macia que arrepia a nossa inocência. É o assoviar da alma mesmo quando lá fora canta o mais preenchido silêncio. Fazer poesia é como amar através de palavras. É fazer com que elas se aconcheguem nos espaços escondidos de cada um.
E a força que eu preciso está dentro de mim. Posso ficar esperando as coisas acontecerem, ou um milagre ou posso ir a luta e correr atrás dos meus sonhos! Abraçar as oportunidades, fazer oportunidades, fazer acontecer!!! A escolha é toda minha, posso não vir a vencer, mas minha grande chance é hoje, é agora!!!
Seja qual for a situação
Seja qual for o conflito que temos dentro de nós
Sempre temos escolha
Porque são as nossas escolhas que fazer de nos o que somos
E sempre podemos escolher o que querermos ser
O Silencio - João Paulo Borges
A chuva cai lá fora.
Aqui dentro sempre parece mais quente
Mais quieto, mais vazio.
O silêncio toma conta,
separa a consciência da realidade,
encosto minha cabeça no travesseiro másio.
Procuro não pensar em nada,
não lembrar de nada.
Principalmente em minha amada.
Misterioso esse silencio.
Que bebi as horas tão tardio.
Alguém abre a porta,
a enfermeira entra no quarto,
tentando me dar um remédio
que eu adio.
Tomo-o sem coragem, sem vontade.
A farmeira sai do quarto
e eu volto ao silencio amigo.
onde está a felicidade ? está dentro de mim? Mas como posso saber o que é felicidade se nem eu me conheço direito?
Tinha uma casa. A casa mais linda que podia existir. Podia-se ver muito de fora para dentro, mas nem tudo se revelava. Tinha algo naquela casa que impelia a entrar. Talvez fosse a eminente paz que se via emanar do seu interior alcançando a distância de um pé a sua porta. As pessoas, ali dentro tão feliz! Sim lá dentro tinha algo que não era para muitos, mas muitos queriam está lá. A casa era um deleite de poucos. Clara a casa. Forte a casa. Era com certeza um lar. Era um lar, no passado foi! Alguém resolveu entrar. Queria a casa para ele. Então, uma vez lá dentro achou melhor mudar o sofá. Não gostou da cor e também mudou. Daí tirou os vasos, e com os vasos as flores. Resolveu mudar a música, não era samba de viola, mas era algo americano e repetitivo - e daí se ninguém dança? É moda americana! Quem não gostar vá dançar um funk brasileiro! Nada estava bom, nunca satisfeito mudou, mudou e mudou novamente. De fora não se podia ver mais nada. E a casa que era sonho de morada, não era mais um lar. Não era mais nada. Só um monte de confusão. Coitado desse homem que quis tanto entrar! Entrou e não soube morar.
- Hey, man! Não era a casa, era a essência de saber morar!
Não sou um padrão de mulher, não sou perfeita, não tenho 1 batom dentro da minha enorme bolsa mas, tenho um abridor de garrafa e muitas tampas de Heineken, tenho mais camisas de bandas do que blusinhas, uns 3 sapatos de salto em meio a 5 All stars. Não consigo tomar uma garrafa de refrigerante sozinha mas, em compensação tomo um fardo de cerveja sossegada. Não passo chapinha, não faço dieta e eu mesmo faço minhas unhas. Já fui amada (por muitos), e ainda sou (pelo melhor), odiada (por poucos que gostariam de ser 1/3 do que sou). Prazer..
Fernanda Molena
Passamos a descobrir o verdadeiro amor dentro da gente quando nos livramos de todos os preconceitos.
Se pudesses me ler
Ah... Se pudesses me ler
focar meus olhos
olhar fundo
cá bem dentro
e saber o tudo
ou o nada que
me faz feliz.
Ah... Se pudesses me ler
tocar meus lábios
algo breve com doçura
ou num ímpeto de fúria
roubar-me o ar.
Ah... Se pudesses me ler
ouviria meu coração
disparado ou lento
seguindo o compasso
de meu pensamento.
Ah... Se pudesses me ler
tocar-me a pele e perceber
a falta que sinto de ser
aquela estrela no teu céu
a vontade de Ter
minhas lágrimas amparadas
por um beijo seu.
Ah... Se pudesses me ler.
