Me Leve as Estrelas

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Sob as Estrelas

Sabe quando você olha para as estrelas
e, por um instante,
confessa a si mesmo um silêncio estranho?

Não senti nada.

Nenhum vestígio de sentimentalismo,
nenhuma chama de amor,
nenhum eco de paixão.
Nem medo,
nem solidão.

Apenas o vazio,
sereno e indiferente,
ocupando todos os espaços.

Como se eu estivesse suspenso
num limbo descartável,
entregando a vida à mercê de um tempo
que nem sei se possuo.

E, ainda assim,
tanto faz.

As nuvens,
com suas formas imperfeitas,
atravessam o céu
como cicatrizes que não desaparecem.

Elas me lembram
que as desconstruções do amor
também deixam ruínas.

Talvez seja por isso
que não sinto nada.

Ou talvez eu sinta demais.

Talvez o vazio não seja ausência,
mas defesa.

Porque, no fundo,
não é que eu não possa sentir.

É que, desta vez,
eu não quero.

"Onde o sol se esconda tarde
e as estrelas brilhem cedo."


(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

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Quero a esperança da fumaça
Que morre tentando subir as estrelas
*******************

Como estrelas mortas, um brilho tardio, um calor lembrado que não aquece e, no entanto, sigo sendo levado pelo meu eterno passado.

O brilho longínquo das estrelas é a lembrança constante do esplendor que foi voluntariamente deixado por um amor que não se mede. Que esse sacrifício supremo seja a luz-guia em minhas escolhas, motivando-me a viver com o desprendimento de quem sabe o preço da graça, refletindo a nobreza de quem trocou o trono pelo madeiro.

Somos feitos de barro e estrelas, numa mistura imperfeita de chão e céu.

As estrelas são as cicatrizes do céu, a prova de que mesmo o infinito é marcado pelas explosões que o fizeram nascer.

Olho as estrelas que tremem de amor e de esperança, e sei que a tua alma as espelha na escuridão.

Quem encara o escuro sem medo descobre estrelas tímidas que poucos percebem.

Não buscamos a salvação nas estrelas, mas a honra de sermos os únicos arquitetos de uma ordem que desafia o caos absoluto da matéria bruta.


- Tiago Scheimann

Um universo sem consciência não faria sentido. Do que adiantaria ter nebulosas, estrelas e galáxias, se não houvesse ninguém para contemplá-las?


Tiago Valentim

⁠Para me ouvir? prefiro conversar com as estrelas. Escutam-me e nunca julgam... são tão pacientes e tão belas...

​"Muitos vendem a escada para as estrelas, mas poucos se dispõem a carregar a madeira para o primeiro degrau."

Cartas que Não Enviei


Se amar fosse um erro,
eu colecionaria pecados como estrelas,
cada batida do peito uma confissão
escrita em tinta invisível.
Cada carta guarda um segredo:
o tremor da mão ao traçar teu nome,
a saudade que se disfarça de ponto final,


o “eu te amo” escondido entre as linhas
como quem tem medo de ser lido inteiro.
E eu, a mais sortuda dos errantes,
continuo escrevendo sem selo,
sem endereço, sem coragem de enviar...


porque entregar-te o coração
é o único erro que eu faria
mil vezes, sem pedir perdão.

Ecoando Até As Estrelas.












Em um simpático deserto na América do Sul em um dia bonito do ano de 1998 um impressionante telescópio havia sido deixado.
Nesse deserto que se estende pelo continente sul-americano esse telescópio deixado ao carinho desse lugar,em algum momento poderia alcançar as estrelas.
Nos grãos de areias desse deserto com as suas dunas,os seus pássaros e outros traços do seu passado.
Dentro do que esse telescópio revelaria e podendo ver mais do que as estrelas nesse deserto quente. Sob a luz do Sol ele ainda esperaria mais uma noite.
Com os ventos noturnos que retornariam com a Lua esse deserto adormeceria.
Enquanto nesses mesmos ventos esse telescópio veria as estrelas no céu.
As que já estavam lá e as que ainda nasceriam.
As estrelas de uma galáxia com um nome leitoso atravessando o céu noturno,a Lua e um deserto.
Nesse deserto as noites seguiam até um outro dia.
Até que no ano de 1999 esse telescópio olharia pela primeira vez o céu noturno com gotas de orvalho no seu espelho.
Um grande espelho que nas noites estreladas teria também grãos de areias aos ventos nos seus espelhos.
Brilhante na luz da Lua,estaria sendo guiado até por ela.
Em um deserto harmonioso à sua presença e que escutaria sobre as estrelas que ele ainda não poderia ver.
Nesse mesmo ano mais três telescópios foram deixados pertos do primeiro.
Cada um com três grandes espelhos e não tão separados desse deserto.
Com o luz do orvalho em cada um e nos seus movimentos lentos e precisos.
Em cada noite enluarada e com mais uma estrela.
Quatros telescópios que olhariam para diferentes estrelas.
Ou como se estivessem o mesmo espelho repleto de orvalho,olhariam apenas para uma estrela dentre aquelas milhares.
Que brilharia mais forte nos seus quatro espelhos finos e sensíveis.
Deixados sobre a vida de um deserto que os acolhe enquanto os observa sob aquelas estrelas que os fazem lembrar dos seus grãos de areia.
Na sua vida com outros milhares de pontos luminosos e aquecidos por uma estrela mais ao nascer do seu horizonte.
No nascer de cada dia um pouco antes desses quatro telescópios,esse deserto já tinha no Sol o seu maior brilho.
E seguindo outros grãos mais ventos aquecidos contornavam a sua vida.
Como outras asas,o tempo e até raízes.
Até que em um belo dia do ano de 1998 um telescópio foi trazido para os caminhos secos e adoráveis da sua vida.
Tão naturais e meigos.
Entre dias e noites que se transformavam com o tempo mais três telescópios foram trazidos.
Quatro telescópios com uma cor prateada que ao Sol queriam chegar.
Em um deserto à uma distância da luz de mais uma manhã.
Nas manhãs os seus quatro espelhos ficavam retraídos.
Esperando a noite retornar.
Ainda na luz bondosa do Sol sobre esse simpático deserto esses quatro telescópios também adormeciam.
Nos ventos e no tempo que esse deserto entendia para cada telescópio foi concedido um nome.
O primeiro telescópio foi chamado de "Antu" que significa "Sol".
O segundo telescópio teve o nome de "Kueyen" que significa "Lua.
Ao terceiro telescópio foi dado o nome de "Melipal" que significa "Cruzeiro do Sul".
O quatro telescópio foi chamado de "Yepun", que significa "Vênus ".
Aos quatro telescópios e aos seus nomes simbólicos e
verdadeiros tantas coisas do universo poderiam ser traduzidas.
Enquanto os quatro telescópios e os seus bons nomes olhavam as estrelas o tempo passava.
Até que entre o ano de 2004 e 2007 nesse deserto entre as manhãs que nasciam e as noites que já esperavam,mais quatro telescópios foram deixados aos seus grãos aquecidos por uma mesma estrela.
Quatro telescópios com a mesma cor branca que resplandecia sobre a sua vida desértica e maravilhosa.
Pois quando os outros quatros telescópios maiores estivessem procurando algo no céu sem ser uma querida estrela,os outros quatros telescópios esbranquiçados poderiam também ver as milhares de estrelas,uma galáxia leitosa e as fases da Lua e até planetas.
De um mesmo lugar os oito telescópios e os seus oito espelhos com orvalhos poderiam ver ainda além.
Em algum ponto no céu noturno procurando mais um brilho,uma nova indicação.
Nos oito espelhos uma galáxia atravessava deixando nos seus movimentos em passado,presente e futuro os rastros das suas estrelas.
Na sensibilidade de cada espelho o universo profundo estava.
Daquele deserto até as distâncias que o tempo consegue contar,mostrando para cada espelho o significado daquela profundeza escura e eterna.
As milhares de estrelas ao longe e as suas constelações com as suas cores e tamanhos.
Mais perto da Lua,Sol e de um deserto o tempo estava.
Contando cada órbita,uma outra fase,mais um grão.
Como nos oito espelhos daqueles telescópios destinados à viverem em um deserto.
Com uma aceitação de cada um até que mais noites se transformem sobre aqueles grãos.
Ainda nas manhãs o Sol refletirá sobre os oito espelhos cheios de orvalhos e sobre um deserto caridoso entre o seu nascer e até a próxima noite serena e perfeita.

⁠Gosto de andar na praia.
Ouvir o barulho do mar.
Gosto de contar estrelas.
Fazer as escolhas certas.
Isso, sim, é Prosperar.

⁠As maiores estrelas brilham sozinhas na plateia do esquecimento.


EduardoSantiago

Amo o brilho das estrelas, o céu me deixa encantado.

Uma Revoada Sob Milhares De Estrelas.












Era mais uma outra noite maravilhosa com milhares de estrelas e a querida Lua.
Com milhares de estrelas ao seu lado.
Milhares de estrelas em anos-luz de distância que aos olhos da Lua pareciam mais perto.
Milagres brilhantes atravessando o tempo de cada estrela e vindo até mais uma noite.
Em uma fase bonita da Lua.
Milhares de estrelas brilhavam.
Na escuridão profunda e majestosa do céu.
Milhares de brilhos eram a noite.
Com tantas estrelas nessa maravilhosa escuridão.
Não tão distante como as milhares de estrelas uma revoada branca vinha de um certa direção.
Uma revoada branca e leve.
De um instante e na cor branca vinham iluminadas por estrelas que estavam atrás dessa revoada.
Na maravilhosa noite de Lua essa revoada branca e silenciosa seguia as estrelas que estavam nos seus olhos.
Uma revoada sob um anoitecer.
Uma revoada graciosa e branca de uma direção que já tinha constelações.
Dos muitos anos-luz de distância até os olhos daquela revoada.
Cada coração via estrelas,enquanto seguia voando para um outro lugar na mesma fase da Lua.
Em uma noite maravilhosa e com as estrelas de um luar.
Milhares de brilhos na imensidão.
Cada estrela no céu indicava um caminho,uma esperança.
Aos corações daquela revoada branca e aos olhos da Lua.
Antes dessa noite se reencontrar com uma outra manhã essa revoada já estará distante.
Ainda seguindo outras estrelas que estarão diante dos seus movimentos à milhares de anos-luz de distância.
Ainda nessa mesma noite antes de repousarem como revoada as milhares de estrelas e a Lua estarão nos seus sonhos.
Brilhantes e também seguindo sinais naturais que ficam sobre cada noite.
Como mais um milagre que refaz cada fase,os milhares de brilhos.
E uma revoada de um instante até um outro anoitecer.

"Você pode comprar as estrelas, mas nunca será dono delas."