Me Deixa que hoje eu To de Bobeira
Se o quanto mais estudo me torno menos conhecedor da diversidade do mundo, o que extraio desta compreensão é que ao estudar, me encho de conteúdos, análises e dúvidas; e, quanto mais dúvidas, maiores são as inseguranças; e, quanto maior a insegurança, termino a entender o que já diria o Filósofo Sócrates: "Só sei que nada sei".
A verdadeira tecnologia assistiva que garante a inclusão das pessoas com deficiência é aquela advinda das atitudes, das ações, de recursos e de metodologias.
As tecnologias assistivas são todos os recursos e metodologias que assiste a pessoa com deficiência, isso a fins de tornar as barreiras existentes em sociedade em acessibilidade e igualdade de condições.
Em minha ótica como pessoa com deficiência visual, entendo que a deficiência visual pode ser congênita ou adquirida, com perda ou redução da capacidade visual em um ou ambos os olhos em caráter definitivo, que não pode ser corrigida com o uso de dispositivos ópticos, tratamentos clínicos ou cirúrgicos. A pessoa com deficiência visual pode ter cegueira total, cegueira legal, baixa visão severa/grave, baixa visão moderada, baixa visão leve e visão monocular.
Sentir a dor da exclusão social dói demais, mas, o que mais dói, é saber que nunca serei visto como um dito “NORMAL”, nunca serei um igual enquanto não for garantida a verdadeira inclusão social.
PARADOXO da PROGRIÇÃO
Define-se como o movimento evolutivo em que a aceleração para o futuro é ditada pela profundidade do olhar sobre o passado, estabelecendo que a única forma segura de antecipar o incerto é através da utilização estratégica do "retrovisor da História".
Neste paradigma, o intervalo entre desastres deixa de ser uma espera passiva para se transformar numa construção ativa de maturidade, funcionando como um motor que transmuta a energia cinética e destrutiva dos eventos do Contínuo de Magnitude em energia potencial de prevenção. Neste contexto, o gestor de emergências assume o papel de "historiador do futuro", garantindo que a inovação não seja um voo cego, mas sim uma ascensão em espiral sustentada pela solidez da memória e pela resiliência da condição humana.
Desejas tu saber o segredo profundo, oculto? Olha dentro em teu coração, onde o conhecimento é ilimitado. Saiba que em ti o segredo esta escondido, a fonte de toda a Vida e a fonte de toda a Morte
"O acúmulo dos anos o convenceu de que, depois de muito andar, há sempre uma graça reservada aos retornos. Não pensou muito. Seguiu o movimento do desejo. A primeira foi encontrada. Uma estrada interior. Só é possível retornar ao lugar de partida depois de tê-lo reencontrado nos albergues de si mesmo. A saudade é o bilhete que antecede a estrada. Depois que o desejo de retorno está aceso, o destino de voltar requer iniciativa menor. Um transporte que nos faça sair, e já estamos nos preparativos da chegada. E assim se deu com ele."
As vezes penso que as respostas virão. As vezes, não. Olha ao longe e o que vejo é o espelho do tempo, convicções implorando por adoção. O mundo mais raso me desagrada. E preciso buscar os recantos onde ainda existe profundidade que favoreça o mergulho. Eu não me adapto às estruturas da superfície. Seria o mesmo que ser mortal além da conta. Mas sou mortal. Não quero ser, mas sou.
Existem acontecimentos que não combinam com as palavras. Foram feitos para o silêncio, porque não podem ser tocados na sua inteireza. Qualquer descrição seria uma forma de empobrecimento.
"Até que a morte nos separe." Antigamente era mais fácil dizer isso. Havia mais disposição para ver o tempo passar, menos pressa, porque as distâncias eram maiores. Quanto menor a distância, maior é a pressa e a ansiedade de chegar.
A experiência normativa do processo: depois da tristeza, a alegria. Não a manifestação eufórica, irreal, mas a serena alegria, aquela que, antes de ser externada, nós construímos no silêncio do coração.
Organizar o luto talvez seja isso: recolher o que da vida restou. E como é belo recolher o amor e suas respectivas saudades. É uma forma de afirmar que a vida não foi em vão. Não foi uma experiência que passou pelos vãos dos dedos, mas registrou-se nas cordas do coração.
Meu caro, há uma diferença fundamental entre a Filosofia e a Jardinagem que vale a pena ressaltar. A Filosofia é o lugar da complexidade. A Jardinagem é o lugar da simplicidade. São territórios muito distintos. A Filosofia é o campo das perguntas e respostas. O jardim é o campo onde a vida prevalece misteriosa, mas ao mesmo tempo totalmente revelada. Por mais instigante que seja o contexto da complexidade filosófica, vez em quando a gente se cansa dele. O jardim é o lugar da contemplação, e a contemplação não é outra coisa senão o descanso do pensamento.
A palavra é uma forma de benção. As flores também. Flores são palavras. De Deus.
Temos que dar lugar a outra forma de vida resistente ao sol; afinal, o ser humano é adaptável, acharemos outro lugar!
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