Me Deixa que hoje eu To de Bobeira
O verdadeiro mendigo é aquele que perdeu a capacidade de amar, de sentir paz, de sentir Deus no coração. Mendicância verdadeira é a falta de autoconhecimento, é não sentir-se parte do todo, é não andar de acordo com as leis da vida, é não ter a sabedoria como companheira, é esquecer que a leveza é a sensação inadiável, é saber que nada aqui nos pertence. A verdadeira riqueza se encontra aqui dentro de nós.
A Desconformidade de não Saber o que nós Espera, Trás Angústia no Coração, quando Permanecemos Desviados de Deus.
Ai de quem ousar acender a luz agora, vivo no mais profundo dos sonos, um sono desconexo de tudo que o Outro já viveu. Nesse momento a minha felicidade não é espera, ela é tempo bem gasto, sensação de trabalho bem feito, toque suave numa manhã de sábado. Perco-me pois acabei de me encontrar, não há outro sentimento além completude.
Estou onde devo estar, não me acorde agora, deixe-me sonhar.
Não somos donos de nada. Apenas administramos bens móveis e imóveis porque Deus permite.
Até a quantidade de bens, e o tempo que os administramos, é Deus quem limita
É exatamente em sua suposta fragilidade que reside sua fortaleza. Portanto, recepcione, abrace, acolha seus processos internos. Tudo é muito rico e precisa ser aproveitado ao máximo, matéria-prima para seu crescimento pessoal, sua evolução como ser humano. Viva cada processo porque tudo passa. Seja na alegria ou na dor, que você seja seu lugar seguro.
É preciso entender o dia da consciência negra além da dívida ancestral, que está muito aquém do entendimento da sociedade e dos que copiam o sistema do lado de baixo da linha do equador...
"Ilha"
Ilha, de onde tiraste tamanha força? Estás aqui do outro lado dessa ponte, não te assusta essa solidão?
Ilha, de onde vem tamanha paixão? Estás aqui e teus únicos alentos são o mar e tua razão.
Ilha, não mintas para mim, sei de tudo isso e só aumenta por ti minha admiração!
Ilha, me deixe ver teus segredos, daqui só enxergo tua contradição.
"Uma ilha, uma peça"
Vim através de vias sinuosas na metade da primavera, na metade daquele estado. Como nunca antes, estava sóbrio, estava inteiro, era eu mesmo.
Não tardei em minhas considerações, era uma nova manhã para mim, o mundo todo estava de prova, o sol me deu a sua graça e o azul do céu veio como um brinde. Como um bom visitante, pedi licença, me apresentei, e desfiz minhas malas.
Explorei, admirei, escrevi oque daquela ilha exalava, dei tudo de mim, não poderia ter espaços para arrependimentos ou falhas. Fiz de mim travessia e cumpri com minhas promessas, peça por peça dei a ela os meu versos, escritas sinceras.
Mas à mim não enxergasse, nem do topo do teu forte conseguisses me encontrar. Ilha solitária, te perdes na tua razão, olha com mais calma, tuas pontes alcançariam mais que tuas mãos...
Levo de ti meu passado, oque fui e já não tornarei a ser. Serei para sempre eu, inteiro no sentir e com a coragem de não tardar. Que a Bruma seja leve e traga mais uma pétala daquele agapanthus.
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